TEST

Drop Down MenusCSS Drop Down MenuPure CSS Dropdown Menu
Mostrando postagens com marcador Artigos e Crônicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos e Crônicas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mobilidade urbana em Bom Jesus: Bonjesino acha que os políticos da terrinha estão se mexendo, como seus congêneres de Brasília. Tola ilusão, acho eu

Lamento dizer, mas não acredito que as manifestações meio barro, meio tijolo, em Bom Jesus, foram
capazes de sacudir as estruturas do provincianismo político, suas decenárias idiossincrasias
e o modus faciendi ultrapassado, canhestro, de gestão pública

A ponte sobre o Rio Itabapoana (foto), que os ingleses construíram no início do século passado mais para tráfego de carroças de tração animal, unindo Bom Jesus do Norte (Extremo-Sul Capixaba) e Bom Jesus do Itabapoana (Noroeste Fluminense), hoje suporta o pesado trânsito de bólidos guiados por GPSs e que manobram sozinhos nas vagas de estacionamento.

Diria alguém não conhecedor das duas cidades, que naturalmente a ponte veio tendo ampliações ao longo do tempo, adequando-se gradativamente à medida das necessidades pelo aumento constante do tráfego.

Ledo engano. Ao contrário, ela ficou mais estreita para os veículos devido à construção de duas passagens para pedestres na década de 1970, se não me falha a memória! 

Adivinhem como está o trânsito sobre a acanhadíssima ponte,  atualmente, em especial nos horários do rush...

Hoje em dia todo mundo tem acesso ao carrão financiado em trocentas vezes, com preços reduzidos por renúncias fiscais do socialismo tupiniquim. 

Só que os çábios, com c e com cedilha, não atentaram para o simples fato de que teriam também de investirem em estrutura viária onde esses veículos pudessem trafegar.

Resultado: todo mundo tem carro, mas não tem como usá-lo de forma desejável, principalmente nas cidades, sem estresse, sem engarrafamentos monstruosos.

Como dizia Ulisses Guimarães, político só tem medo de povo.  De povo que reivindica, que faz pressão, bem dito. 

E depois destas últimas pressões – e que pressões!, a politicada está igual manada sem rumo, galopando em círculos, entrando em qualquer porteira que vê aberta.

Estão prometendo ao povão até revogar a lei da gravidade;  inclusive, já anunciaram a liberação de R$ 50 bilhões para mobilidade urbana.

Diria Bonjesino, o meu personagem apaixonado pelos políticos da terrinha, que os prefeitos daqui já estão unidos entre si, e articulam com suas respectivas representatividades em níveis estadual e federal para viabilizarem a construção da 2ª ponte urbana.

Guardando uma estratégica e cautelar distância de Bonjesino, em verdade vos digo:

Em 2016, ano das próximas eleições municipais, com certeza ouviremos nos palanques as mesmas promessas, os mesmos tatibitates com os quais há décadas tratam de assunto tão importante para ambos os municípios e seus quase 50 mil habitantes, somados, fora as populações de municípios adjacentes e de outras plagas, em trânsito, numa região fronteiriça entre dois dos mais destacados Estados da Federação.   

Autor: José Henrique Vaillant

quinta-feira, 20 de junho de 2013

"O governo não é a solução, é o problema"; e as manifestações não são o problema, são a solução!


O pedaço do título entre aspas é uma famosa frase do ex-presidente norte-americano, Ronald Reagan (1911/2004). 

Pior para nós é que o atual governo brasileiro não é apenas o problema, é o problemão! 

Absurdamente caro, ruim e inepto, é o vice-campeão na quantidade de ministérios (39), só perdendo para o garboso Congo (40) por apenas "um gol", no fim do segundo tempo da prorrogação!

É ministro batendo cabeça com ministro, e das concussões cerebrais daí advindas, o Brasil entrou em coma!

O Banco Mundial listou os 10 países campeões em carga tributária. Sabem quem é o campeoníssimo absoluto? 

Sim, "é nóis"! 

Segundo o Banco, o Brasil é o país em que as empresas precisam trabalhar mais horas para pagar os impostos. 

Uma empresa média tem de trabalhar 2.600 horas, colocando o país na 183ª posição no ranking mundial - último lugar (aqui).

A Bolívia, segunda pior colocada em 2011, 1.080 horas, menos da metade!

Diria a vizinha gorda e patusca de alguém na Ucrânia (país que é o 10º colocado - 657 horas) que o brasileiro deve ser o povo mais bem atendido no serviço público em nível mundial, quiçá planetário.

E qual não deve ser o tamanho da estupefação dessa ucraniana, olhos arregalados na TV e nas redes sociais, no estupor do assombro, vendo as manifestações de quem possui uma saúde pública impecável, a melhor Educação e segurança total!

Na cabeça da ucraniana deve passar um filme do genial sistema de transporte coletivo brasileiro, onde todos viajam sentados nas poltronas estofadas de ônibus moderníssimos, que trafegam em vias elevatórias exclusivas, cujo trajeto de Santa Cruz ao Centro do Rio de Janeiro dura apenas 30 minutos, em viagem direta, os passageiros sentindo a brisa refrescante do ar condicionado e ouvindo música ambiente suave e relaxante. Tudo a 1 Real!

Ela contemplaria Bom Jesus do Itabapoana pela Internet e sentiria inveja da praça Governador Portela, pensando lá com seus botões que, pela exuberância da praça, coerentemente nossos hospitais (no plural majestoso) só não podem realizar o que Jesus Cristo fez a Lázaro, ou seja, ressuscitar defuntos.

Vendo estádios cinematográficos - padrão Fifa, e tanta ostentação dos próprios públicos, a vizinha patusca perguntaria: Que diabos esse povo quer mais?

Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

sábado, 25 de maio de 2013

Sua máxima culpa. O que você fez hoje em favor de sua cidade e contra os maus políticos, além de reclamar?


Os problemas que atormentam as populações das cidades brasileiras poderiam ser menores não fosse a maneira tímida dessas populações fazerem valer seus direitos. Acostumamo-nos a reclamar muito e agir pouco.

Em outros países cujo povo é menos acomodado, mais exigente, os problemas tendem a ser resolvidos com rapidez, as coisas andam mais céleres porque as populações as empurram com ações cidadãs que transcendem os meros queixumes conformistas.

Os políticos se adaptaram aos reclamos sem os devidos complementos da cobrança implacável, sistemática. Criticamo-los mas eles estão pouco se lixando porque sabem que amanhã esquecemos.

Para boa parte deles, a péssima Saúde, a degradada Educação, as cidades mal conservadas, com ruas sujas e esburacadas não os atingem. 

A nossa carência é o seu fausto; nossas dificuldades, suas facilidades; nossos impostos, suas mordomias, e por mais incrível que pareça, tudo de ruim somado se transforma em votos nas urnas.

Afinal, o que seria dos políticos não fossem as crônicas privações da sociedade, material inesgotável para suas propagandas mentirosas e demagogia barata? É como uma bola de neve; quanto mais demandas, mais votos obtidos com promessas.

Por que eles mudariam esse modo de ser? Para que fornecer Educação de boa qualidade, se com ela viria o esclarecimento, e com este, melhor preparo intelectual em benefício da percepção mais aguda de suas falácias, de seus engodos?

Por que razão as pessoas seriam bem atendidas no quesito Saúde, para mais adiante comprometerem as promessas milagrosas de hospitais e centros de excelência semelhantes aos melhores do mundo?

Para que teriam casas decentes, atendimento social adequado, segurança, esportes, lazer?

Tomemos como exemplo as cidades aqui do ABC Capixaba. Entram gestores, saem gestores, e o cenário pouco muda. Nada sobre nada vezes nada difere. 

Quando se contempla um benefício, por mais esfuziante que seja, ele chegou anos-luz do ponto zero das necessidades, isto é, estão sempre defasadas em tudo.



Criatividade, audácia, arrojo são coisas que não se vê por aqui. Tudo é tão monótono, tão enfadonho, tão igual! Parece que a microrregião foi excluída  do processo da evolução natural das espécies políticas.

Por outro lado, os políticos são seres integrantes de uma coletividade. E como tal não é justo que se debite todos os infortúnios exclusivamente a eles. Eles não são nós? Não foram gerados pelo gigantesco ventre metafórico da sociedade?

Não podemos lamentar se esse ou aquele, essa ou aquela, esteja mais centrado/a nos seus próprios interesses, às benesses que o poder outorga a si e aos seus. Seria diferente se fôssemos nós os beneficiados pelas urnas?, cabe a pergunta desconcertante, o álibi perfeito deles.

É necessária mudança de postura. Dentro dos limites da Lei, tem de haver barulho, movimentos de protestos, atitudes em defesa da cidadania, com fôlego para espraiar-se além fronteiras.

Um posto de saúde abandonado mesmo antes de ser utilizado? Protestem-se ruidosamente, batam-se latas e soprem-se apitos até que um construtor apareça no local;

Um mau atendimento? Retumbem-se coletivamente a indignação;

Um buraco na rua? Coloquem-se nele placa de "comemoração de aniversário", que é um rabo de papel simbólico nos traseiros dos responsáveis;

Uma promessa não cumprida? Encham-se-lhes a paciência com a palavra de ordem “mentiroso/a”.

Um remédio básico que falta? Protestem-se veementemente nas proximidades dos locais de distribuição, ou melhor, de não-distribuição.

E assim por diante.

E quando futuramente couber um cargo público a um não-político hoje, procurar estabelecer coerência e não ser como macarrão (duro só quando fora da panela), intuir que ali está uma dádiva dos céus para que se torne mais trabalhador, mais comprometido com sua terra, mais honesto e mais ético.

Autor: José Henrique Vaillant

sábado, 18 de maio de 2013

A coisa está mesmo feia para o Brasil e os brasileiros. Segundo Lula, parece que não há escapatória!


O ex-presidente norte-americano Herbert Hoover (1929 a 1933), que viveu de de 1874 a 1964, dizia:

“Quando adoecemos, queremos um médico extraordinário. 


Se temos uma construção a fazer, queremos um engenheiro fora de série. Somente quando estamos na política é que nos contentamos com homens comuns".

Reduzindo o raciocínio em nível de município, imaginem o amável leitor e a graciosa leitora o seu prefeito ou a sua prefeita, o seu vereador ou a sua vereadora. 


São preparados? Conseguem juntar lé com lé, cré com cré, como diz Reinaldo Azevedo, nas concatenações de raciocínio quanto aos problemas de suas cidades?

Mais ainda: eles planejam as ações resolutivas desses problemas? 

Acercam-se de auxiliares reconhecidamente competentes, qualificados em cada setor específico de modo a propor e desenvolver métodos e fórmulas eficazes de aprimoramento dos padrões de serviços prestados à população?

São pessoas que, como a maioria dos brasileiros, vivem unicamente à custa dos proventos obtidos honestamente?

Levam eles vida regrada, conceitualmente compatível com usos e costumes?




Em sua concepção, eles têm comprometimento de ordem sentimental com suas cidades? Servem-nas, ou servem-se delas? 


Agora, quem me lê, raciocine de outra maneira, de forma literal, tal como Hoover fez no figurado: você está no leito de uma sala cirúrgica e vão abrir sua barriga. 

Há duas pessoas ao seu lado, sendo que uma é formada em Medicina, a outra nunca viu um bisturi. É claro que você vai preferir que a primeira mexa no seu umbigo.

Imagine que o seu bem-estar, o seu futuro e o futuro dos seus dependem da política e dos políticos. Alegoricamente, a sua barriga, a dos seus filhos, estão sendo abertas por quem não é médico!

Vão (vamos) morrer antes do tempo!

A planta do seu prédio está sendo feita por quem não sabe regra de três!

Vai cair!

Fato é que a política encerra em si os mecanismos que movem as demais atividades do homem. 

Saúde? Depende da política; Educação? Depende da política; Segurança? Depende da política. O que mais a gente imaginar, depende da política.

E ainda há lorpas e pascácios, como dizia Nelson Rodrigues, que se jactam de não darem a mínima para a política. 

"Detesto política, não me inteiro do assunto, não voto em ninguém, não preciso, não quero saber", vocês já devem ter ouvido alguém comentar, não é mesmo?

Tal pessoa, quando capotar numa estrada por estar esburacada, vai se machucar, ou morrer, por causa da política que ela nunca fez questão de saber.

Quando ela perder o emprego devido as condições econômicas adversas; quando ocorrer como agora com os venezuelanos, e não puder nem comprar o papel higiênico, vai ter de lavar o fiofó, se tiver água, ou ficar com ele sujo, por causa da política. 

E quando chegamos ao fundo do poço da questão política brasileira, eis que nos deparamos com um novo começo, poço este cujo fim, tal como o universo, é infinito:

 “O político ideal que vocês desejam, aquele cara sabido, aquele cara probo, irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral, aquele político que a imprensa vende que existe, mas que não existe, quem sabe esteja dentro de vocês”.
   
Lula, minha gente, disse isto aí em cima, no convescote de comemoração do 10º aniversário do PT no poder (posso escrever igual pharmácia antigamente? - no phoder). 

E disse com todas as letras!

Agora, um raciocínio lógico: se em toda regra há exceções, por onde andam essas exceções que não deram um tranco no "Nosso Guia", como Elio Gaspari denomina o ex-presidente?

Não ouço um pio...

Será que a política brasileira é tão predatória que engoliu até o adágio? 

Autor: José Henrique Vaillant 
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bom Jesus do Itabapoana/RJ: afastamento da prefeita pode ser o prólogo de outra novela eleitoral dramática para o município!

A juíza eleitoral Fabíola Costalonga, de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, cassou os mandatos da prefeita Branca Motta e de seu vice Jarbas Teixeira Borges Junger, no último dia 7/5.

Em seu lugar deve assumir o 2º colocado no pleito, Roberto Elias Figueiredo Salim - Roberto Tatu.

Mas como tudo pode acontecer, como aliás aconteceu no período 2005/2008, fiquemos no momento com a incógnita!

A juíza julgou procedente a denúncia feita pela Coligação do próprio Roberto Elias, segundo a qual a então prefeita, em campanha pela reeleição, teria realizado o asfaltamento da cidade durante o período eleitoral, conduta vedada pelo TSE.

A agora ex-prefeita tem o direito de recorrer da decisão, mas como se trata da nulidade dos diplomas expedidos, terá de fazê-lo fora do poder, a menos que consiga liminar.

Incógnita, incógnita nossa de cada dia dai-nos hoje! Mais uma vez o município vê-se envolvido em polêmica dessa natureza!

Na gestão 2005/2008, apagado da História no aspecto realizações/crescimento/desenvolvimento, nada menos que cinco (5) prefeitos se revezaram no cargo, uma média de menos de um em cada ano!

Naquela oportunidade, o prefeito eleito Carlos Garcia governou cerca de um ano, em meio a tormentas de cunho legal porque teria se valido de recursos ilegais de campanha.

Antes que fosse apeado do poder pela Justiça, o prefeito licenciou-se por questões de saúde.

Assume então o vice, Paulo Sérgio Cyrillo; cerca de um ano depois, e antes que Garcia voltasse, ambos foram afastados.

Toma as rédeas da prefeitura o então presidente da Câmara, vereador João Batista Magalhães, ficando 14 dias.



Depois, José Ary Loureiro Borges, vice do segundo colocado Miguel Motta (que não quis assumir, vejam só!). 


Quarenta e cinco dias depois, José Ary renuncia, quando o Poder Legislativo, em escrutínio indireto, elege o 5º e último prefeito: Paulo Portugal, que "tenteou" o município nos últimos seis meses daquela gestão fatídica!

Claro que pouco ou nada funcionou, aquele tempo foi inexoravelmente perdido!

E como a vida é curta, a perda de tanta oportunidade escoada no ralo da tormenta de um povo foi incalculável!

Lamentavelmente parece que não cessou tudo o que a antiga musa canta.

Ainda no decorrer da última campanha, recursos mútuos de impugnação por vários motivos, entre os dois candidatos favoritos (a prefeita agora cassada, e o segundo colocado agora ansioso para assumir) foram encaminhados à Justiça.

Isto é: prenuncia-se novamente uma queda de braços no âmbito de uma Justiça lenta, sensível aos variados e mirabolantes recursos, em meio a absolutamente nada de reforma política, atuando num cenário hostil à visão primordial do interesse coletivo que é, acima de tudo, a estabilidade das instituições.

Resta ao bom-jesuense apenas a tênue esperança de que o bom-senso prevaleça entre os atores políticos de mais uma comédia pastelão que se anuncia.

A estes, quem sabe o milagre de colocarem seus interesses pessoais em posição inferior aos da coletividade; estabelecerem o conformismo com as regras do jogo; entenderem que tudo passa e a cidade permanece, mas que permaneça mencionada na História sem mais hiatos de vergonha e humilhação!

Autor: José Henrique Vaillant

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Redução da maioridade penal já; ou, se cada defensor dos coitadinhos adotasse um, não haveria tantos menores infratores barbarizando


Não é mais possível continuarmos a conviver com a terrível incoerência de que o guarda-roupas de 16/17 anos tem a faculdade de escolher o presidente da República, mas não sabe o que está fazendo quando trafica drogas, estupra, barbariza, mata, crimes que na melhor das hipóteses para as famílias de suas vítimas sedentas de justiça e no desatino da dor correspondem a meros três anos "apreendido".

Depois, os anjinhos de asas douradas recebem a chancela “apto para o convívio social”, com a ficha criminal limpa, ainda que em sua vida pregressa também tenham explodido bombas em jardins de infância.

O amável leitor, a graciosa leitora, que me desculpem a estultice, mas queria entender como é que a redução da maioridade penal, que me parece ser tema simpático à grossa maioria da população, e no caso específico talvez mais ainda entre os menos esclarecidos (os que mais votam no PT), seja tão veementemente rejeitada pelo partido.

Soa um tanto incoerente com a retórica populista, não é mesmo?

Não só o PT, justiça se lhe faça. Mas esta agremiação é atualmente sinônimo de poder praticamente absoluto, quase supremo, valendo dizer que, se quisesse, bastaria dar um peteleco no assunto "redução da maioridade penal" que ele deslocar-se-ia, num átimo, para o patamar inferior onde deveria estar.

Creio que nem os próprios jovens aceitem que um parrudão de 17 anos e 11 meses que mata, assombra, brutaliza, fique três anos, se tanto, recolhido…, digo, acolhido, até com a possibilidade de se hospedar em estabelecimento 5 estrelas na Suécia para se “ressocializar” às custas, inclusive, da sua própria vítima.

Sim, isso mesmo!

Lembram-se do garotinho João Hélio Fernandes, 6 anos, que foi arrastado pelas ruas de um subúrbio carioca preso pelo cinto de segurança, e um bandidão "dimenor" dentro do veículo dizia às gargalhadas para todos os passantes que aquele ser indefeso, esfolado cruelmente era o "judas" deles?

Não fosse a grita da imprensa, me lembro bem, o criminoso, protótipo da covardia, ficaria hospedado num estabelecimento 5 estrelas da Suécia à custa do seu, do meu, do nosso dinheiro, enquanto contribuintes, inclusive à custa dos próprios pais do menino barbaramente torturado até a morte!


Que diabos estará acontecendo, alguém pode explicar? É isso que chamam inferno?

Esses monstros incendeiam dentista, matam com uma frieza e crueldade espantosa como fizeram recentemente a Victor Hugo Deppman, estupram, vejam bem, até dentro de ônibus em movimento, e logo começam a chegar em defesa deles, aos borbotões, seus defensores apaixonados!

Por que não levam os bandidinhos para casa? Por que não os adotam, deixando-os conviverem com os filhos legítimos a fim de adquirirem, por osmose, os sentidos de humanidade, já que são bestas em forma humana?

Na infância e adolescência há uma sensibilidade maior às influências corruptoras criminais provenientes do seu meio ambiente.

Jovens e crianças estão mais sujeitos ao incitamento, persuasão à cumplicidade, ao encorajamento ou à ordem para o cometimento de crimes por parte de maiores.

Só não enxerga quem não quer que principalmente no crime organizado, a exploração de crianças e adolescentes se inicia cada vez mais cedo.

Não é mais do que hora, então, de rever todo esse velho, anacrônico, obsoleto, ultrapassado conceito de maioridade aos 18?

Basta de demagogia! Por que um jovem é investido como eleitor, presumivelmente equipado de lucidez e discernimento para decidir o futuro do país, porém inapto a responder pelos atos de selvageria?

Como deixá-lo cometer os delitos mais graves, hediondos, levando o paroxismo da dor aos entes queridos das vítimas, e nada lhe acontecer senão a simples sujeição às normas esdrúxulas e pusilânimes da legislação especial, valendo dizer, punição nenhuma?

Na Inglaterra, quem pratica crimes hediondos é apenado a partir dos 10 anos; nos Estados Unidos a coisa varia em 50 estados, mas basicamente são responsabilizados desde os 12; em Portugal, o cidadão pode ser condenado a partir dos 16 anos, o mesmo ocorrendo na Argentina, Espanha, Bélgica e Israel.

Na Alemanha, no Japão e na Itália, a partir dos 14 anos o rigor da lei se abate sobre todos, que no Egito é aos 15, na França, aos 13, na Escócia, aos 8, na África do Sul, aos 7 e até aos 6, como no México.

No Brasil, onde quem é brasileiro não parece ser Deus, mas seu rival milenar, garotão impiedoso, cínico, cruel, insensível, de caráter tão selvagem quanto o de uma cascavel pode cometer os gestos mais tresloucados sob o olhar contemplativo e embevecido da lei.

Não se pode fotografá-lo, nem algemá-lo, nem citar seu nome, nem conduzi-lo em camburões, muito menos confrontá-lo com a dor e o desespero de um pai e de uma mãe que perderam seus filhos violentamente na flor da idade, sepultando sonhos e esperanças pela falta de uma gota de misericórdia e clemência de um coração frio, pétreo, calculista!

Parece mais que o Estatuto da Criança e do Adolescente - o ECA, pretende com isso impedir que suas futuras vítimas, reconhecendo-o, tenham alguma chance de sobreviver!

Desculpem o trocadilho infame: Eca, que nojo!


Autor: José Henrique Vaillant

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Indolência administrativa com crise política: pior dos mundos

Adaptado de www.expresso.pt
O problema maior gerado por toda instabilidade política é tornar o ente público refém da insegurança institucional e pessimista quanto ao futuro. 

Bom Jesus do Itabapoana, que teve na gestão 2005/2008 nada menos que cinco prefeitos ­- um deles eleito indiretamente pela Câmara -, até hoje sofre os efeitos danosos da intempérie política com chicanas jurídicas, muito embora a gestão que assumiu em 2009 venha realizando um trabalho aparentemente eficaz de redução dos danos.
Mas aquele tempo foi perdido, inexoravelmente! 


E como a vida é curta, a perda de tanta oportunidade escoada no ralo da tormenta de um povo é profundamente lamentável! 

E mais lamentável ainda a insensibilidade de alguns atores que contracenam em palco assim calamitoso, levando ao distinto público discursos chinfrins e aguda percepção de comprometimento maior com a causa personalística do que com a coletiva. 

Na fogueira das vaidades e na persecução às vezes insana de poder, vão-se despontando projetos de maior ou menor ambição egocêntrica . 

Bom Jesus do Norte também flertou recentemente com a crise política que, ao fim e ao cabo, sempre apresenta a fatura à população, que a quita sob a forma da privação de serviços públicos eficientes, falta de planificação e planejamento, solução de continuidade da máquina, redução da autoestima, por aí afora.
Felizmente percebe-se que por lá o bom-senso teve prevalência: o antídoto foi utilizado com mais agilidade e tudo indica que conterá a crise antes dela piscar para a desordem.
Uma analogia: o pior dos mundos para a Economia é inflação com recessão. E o pior dos mundos numa gestão pública é a crônica e histórica tibieza administrativa coroada com crises nos organismos de poder. 
Aguarda-se ansiosamente que, doravante, nem uma e, muito menos, outra.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em maio/2012

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Posse de perdedores, uma esculhambação à democracia

www.revistaopiniao.com 
Em Bom Jesus do Itabapoana/RJ, todos sabem, a segunda colocada nas Eleições 2008 (Branca Motta) assumiu a prefeitura, referendada pelo Supremo Tribunal Federal. 

Assim como em Bom Jesus, basta pesquisar na Internet que encontrar-se-ão vários outros municípios brasileiros em situação semelhante. 

E não só nos municípios, como também em alguns estados, como na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, os segundos viraram os primeiros governadores. 

Entendendo que isso é uma anomalia contrária à Constituição, e mais que isso, um desrespeito ao eleitor, o Senado Federal pretende rever este conceito e proibir doravante que tais excrescências se repitam. 

Tomara que suas excelências, perdidas num labirinto de desgraças éticas encontrem um meio de desvencilhar-se da lama em que patinam para poderem defender, como seria a premissa básica de suas funções, a cidadania do povo brasileiro.

A prefeita Branca Motta talvez seja a que tem mais legitimidade em relação a tantos outros segundos colocados que se veem por aí, porque sua derrota se deu pela pequena margem de 51 votos. 

É bem provável que haja cidades que tenham prefeitos governando respaldados em meros 20% de votos obtidos. 

Mas seja a diferença de 1 voto ou de 1 milhão, a vontade do eleitor é (ou era) soberana, e a Letra da Lei também devia ser. 


Ocorre que numa Justiça que assemelha-se a uma tartaruga míope, decidir com rapidez e promover outra eleição, como reza o bom senso instituído na Carta Magna, é algo praticamente impossível. 


Daí aparecer o famoso jeitinho brasileiro, que se transfere das camadas populares para os mais altos escalões jurídicos, em simbiose danosa à Democracia.

É óbvio que se o ganhador desrespeitou as regras, que seja impedido. 

Mas novas eleições têm de ser realizadas para que o povo defina quem fica em seu lugar. 

Ademais, seguindo a lógica de Reinaldo Azevedo, jamais o vencedor irá questionar o segundo colocado na Justiça, mas o segundo, eventualmente, sim (talvez tenhamos de mudar no futuro a palavra eventualmente para sistematicamente). 

E se este também tiver cometido alguma irregularidade, talvez até mais grave? A Justiça pune um criminoso eleitoral entronizando outro ainda pior!

As posses ilegítimas, embora legais, podem firmar jurisprudência. 

Não a jurisprudência no sentido lato da palavra nos meios jurídicos, mas jurisprudência figurativa nas cabeças dos políticos perdedores. 

Não seria exagero intuir que nas próximas eleições haverá ainda mais recursos de teor restritivo aos primeiros colocados se essa estupidez persistir. 

Pior: a criatividade dos perdedores pode chegar a tal nível de excelência que seria capaz até de produzir documentos falsos, denúncias mentirosas, engodos e escaramuças jurídicos idealizados por bons advogados. 

Neste caso as eleições se tornariam inúteis, e o eleitor incapacitado de impor sua vontade.

Em analogia ao que se dizia na época do poderoso Santos de Pelé & cia, de que aquele time imbatível nem precisaria entrar em campo (a vitória era certa), pode chegar o momento em que o eleitor nem precise ir às urnas. 

Os 11 membros togados decidirão, numa canetada só, quem administrará o futuro de sua cidade e, por extensão, o bem-estar e o destino de seu povo.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em setembro/2009

Não aos chupa-cabras. Ou, as sanguessugas verdadeiras não merecem ser associadas a gente tão podre!

marlivieira.blogspot.com
Muitos deputados mensaleiros, sanguessugas, "cuequeiros", maleiros e dançarinos, sem o menor constrangimento, com a cara mais cínica e lavada dizem que vão tentar se reeleger em outubro. 

Eles não admitem abertamente, mas é claro que contam com a impunidade total, inclusive por parte de quem é o único que pode encerrar suas carreiras de crimes ultrajantes: o eleitor brasileiro. 

Este ente meio que drogado, anestesiado e conformado - o eleitor -, rapidamente passou do assombro e da estupefação para uma espécie de letargia, de torpor, onde nada mais o estarrece nem lhe desperta o senso de indignação.

Um pouco de didatismo: as populações das duas Bom Jesus totalizam cerca de 50 mil pessoas (o senso 2000 do IBGE dá 32 mil para o lado fluminense e 9 mil para o capixaba, mas arredondemos generosamente estes números). 

Os R$ 1 bi que os sanguessugas roubaram dariam para distribuir cerca de R$ 2 mil a cada cidadão bonjesuense, repita-se, TODOS, sem nenhuma exceção, tanto os do ES como os do RJ, inclusive os bebês. 

Uma família de cinco pessoas teria em sua conta bancária R$ 10 mil, suficientes para comprar uma modesta quitinete ou quase um carro popular. 


E vejam só: apenas com o que roubaram os sanguessugas! 

Já pensaram se a conta englobasse os mensaleiros e os demais infernizantes "deste país"?

Mais didatismo: o distinto trabalhador que se angustia todo fim de mês com os impostos e encargos diretos descontados no seu contra-cheque, paga ainda 82% de imposto indireto para o cigarrinho do dia-a-dia; 58% para a gasolina; 53% para o xampu; 56% para a cerveja; 53% para o DVD; 83% se gostar de uma cachacinha; 36% para os remédios; cerca de 40% para os alimentos; 50% em média para o material escolar; 47% para o vaso sanitário de sua casa e por aí afora.

Para onde está indo essa dinheirama, nem é preciso dizer. 

Não é à-toa que a deputada rechonchuda exorbitou na sua dança de conga acintosa ao povo brasileiro, comemorando a absolvição de um colega pela mais ultrajante e perversa impunidade que assola o brasileiro, prometendo "voltar nos braços do povo". 

Vejam a que ponto chegamos!

Quando se fala do bandido Marcola ou do Fernandinho Beira Mar, párias da humanidade, deveríamos no entanto fazer-lhes justiça pelo menos no ponto em que, ao contrário do que se diz, não são eles os mais sanguinários, porquanto eles matam e barbarizam de forma localizada, enquanto os nossos bandidos de terno, travestidos de homens do povo matam o doente nas filas quilométricas dos hospitais sem remédios, sem leitos e sem médicos, de forma generalizada. 

Matam muitas pessoas de fome, de desemprego, de deseducação, de insegurança. 

Não satisfeitos, matam a esperança, a fé, a alegria. 

Desnudam nossa soberania, devassam nossas vidas, sugam nossa dignidade.

As sanguessugas verdadeiras, vermes parasitas que até chegaram a prestar serviços nos primórdios da Medicina não mereciam ter seu nome associado a gente tão podre, indelevelmente nauseabunda, velhaca. 

Nossas sanguessugas de gravata deveriam ir pros quintos, mas ao contrário, estão convencidas de que vão habitar novamente aquela que deveria ser a Casa das casas, mas que se transformou nos últimos anos no valhacouto de patifes, salvo as honrosas exceções que não se sabe como respiram aquela atmosfera pútrida e virulenta.

O eleitor, por mais desmotivado e desesperançado não tem o direito de trair seus descendentes permitindo tamanha ignomínia. 

Numa região da Romênia, no século XVIII, reza a lenda que as pessoas andavam munidas de uma cruz e réstias de alho para espantarem o Conde Drácula. 

Nas próximas eleições, o povo brasileiro deveria se munir também da estaca porque o vampiro é mais sedento que o morcegão da literatura. 

Deixar as carótidas de filhos e netos (que serão no futuro quem mais sofrerão as conseqüências do desgoverno de hoje) à mercê desses crápulas de caninos afiados é decretar-lhes anemia perpétua e infelicidade perene. 

Vade retro!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2006

Política com competência, honestidade e idealismo é possível; o diabo é encontrar quem tenha estas condições reunidas!

A Vênus de Milo ou Vénus de Milo é uma
estátua da Grécia Antiga pertencente ao
acervo do Museu do Louvre,
situado em Paris, França.
(Wikipédia)
Estamos presenciando o começo das escaramuças eleitorais visando as eleições municipais do ano que vem, onde a cantiga tediosa se repete sem uma nota de criatividade sequer. 

Na composição dos nomes, pelos pontapés iniciais que se assistem, será aquele joguinho manjado, enfadonho: jogadores medíocres que tratam a redondinha nas canelas suarão a camisa num esforço para convencerem a platéia de que batem um bolão, de que possuem algum talento para o  jogo tão importante de quatro anos.

Pessoas que beiravam as raias da inimizade pessoal por desavenças políticas acenam com a possibilidade de reconciliação e composição grupal em nome do “interesse público" (realcem-se as aspas). 

Gente despreparada, desqualificada, incompetente, cujo dicionário ressente-se das palavras trabalho, dedicação e sinceridade pulula feito vagalume num frenesi histérico ante o festim diabólico significado pela aceitação de seu nome para a disputa de cargos majoritários.

Para gerir a coisa pública, boa parte destes têm a mesma capacidade administrativa, o mesmo talento que a Vênus de Milo para jogar basquete.


Numa era de declínio moral, em que a pessoa, o ser, vale o quanto tem no banco, na política vale tanto quanto o total de votos é capaz de acumular, independentemente da forma que o faz.



Mas pessoas sérias, honestas, competentes, que não possuem a chamada "representatividade política" independentemente do porquê não a tem, são ignoradas solenemente nestas composições.


Didatismo mais claro: um candidato preferirá estar acompanhado de alguém que somará a maior quantidade de votos, ainda que este alguém seja absolutamente incapaz

de pensar além do próprio ego, tacanho na forma e no conteúdo, tosco no estilo e nos princípios.

Convocará seus auxiliares de acordo com o resultado das urnas e dos seus compromissos pessoais, quase nunca estimulado pela competência, pelo ideal público.

Os resultados, como não poderiam deixar de ser, serão como sempre serviços públicos ruins, corrupção, inércia administrativa.

O que alenta é que em meio aos maus existem os bons, claro, como em qualquer atividade.

Mas estes bons precisariam ter a capacidade hercúlea, a disposição e a coragem de enfrentarem um sistema político viciado, anacrônico, na tentativa de conferirem à sua trajetória o ideário acima intitulado.

Nas duas Bom Jesus, em Apiacá e em São Jose do Calçado, para nos atermos apenas à esta microrregião, existem nomes nos quadros públicos e nos privados que poderiam ser aproveitados em prol de gestões profissionais, consequentes, qualificadas.

Suas excelências, os respectivos prefeitos e outras lideranças poderiam muito bem tornarem-se vanguardistas da modernidade, artífices do esmagamento impiedoso do velho paradigma que premia o patético, o inerme e o incompetente em detrimento da capacidade intelectual e produtiva.

A quebra deste paradigma deveria ser tão completa a ponto de conferir autoridade e exigência de desempenho à figura hoje decorativa do vice-prefeito ou da vice-prefeita.

Desnecessário o esmero de chegar-se a colocar retratos destes ou destas nas paredes públicas. Todavia, um mínimo de preparo e de idealismo à causa pública deveria ser deles exigido, tornando-os merecedores do bom salário que auferirão.

Uma administração congregada em competência e praticidade, assentada nos alicerces do amor pela por seus municípios é possível, sim.

Mas exige desejo de mudanças por parte dos caudatários da banalidade e da mistificação, que flertam e apostam sempre na ignorância de um povo, fazendo do sonho deste povo um meio de vida.

Vejamos quem se levantará em triunfo destes escombros, sacudindo a fuligem e colocando determinado (a) as luvas da reconstrução do civismo, da moralidade e da ética.


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2007

Assim enfraquece a amizade! Pintura da Passarela de Bom Jesus pela metade revela mentalidade curta, tosca!

Construída e inaugurada em 6/5/2000 num esforço conjunto dos dois municípios de Bom Jesus (do ltabapoana/RJ e do
Norte/ES), a Passarela da Amizade, que une os bairros Silvana, no lado capixaba, e o Lia Márcia, no fluminense, caminha para seu 8° aniversário amargurada pelo descaso que a vitimou.

A estrutura mais parece uma pinguela tamanho família! 


Grades de proteção arrebentadas, gambiarras elétricas sujeitas às intempéries, servindo para ninhos de pássaros, corrosão. 

A insensibilidade das autoridades, que parecem não se preocupar sequer com a segurança dos passantes (que dirá com o visual melancólico, provinciano no pior sentido) intensifica a probabilidade do risco tanto de acidentes quanto de assaltos.

Na única cabine, que fica no R.J., não há mais policiais; e não consta que haja inspeções periódicas para aferir a integridade estrutural.

Há cerca de um ano a prefeitura de Bom Jesus do Norte realizou uma pintura, mas levando ao pé da letra a característica de obra conjunta: só meia passarela recebeu as demãos abençoadas, 0 que, para 0 aspecto geral, foi inútil como um cônego, segundo Almeida Garret. 


Ficou pra lá de esquisita aquela união com tão gritante "diferença de idade"! 


O outro lado não fez a sua parte menos, talvez, para ridicularizar a valorosa passarela, e mais porque a tinta,
presume-se, está com o preço pela hora da morte!

Ou terá sido por outros motivos?

Ninguém ignora que a reação mais negativa quando da construção veio do lado fluminense, especialmente de alguns residentes no bairro Lia Márcia, que torceram os narizes com  o maior fluxo de pessoas transitando em seu território. 

Mas vale acentuar que a ponte beneficia ambos os municípios e seus munícipes: um lado beneficia-se mais em encurtar distâncias; o outro, dos que trafegam.

Perguntem aos comerciantes de Bom Jesus/RJ se gostaram da facilitação do acesso aos seus fregueses; perguntem aos trabalhadores capixabas que ganham a vida no lado fluminense se é bom economizar sola de sapato. 

Só não perguntem como vão os entendimentos entre os dois governos. O silente protesto da passarela é mais eloquente do que as palavras!

Ela diria, se pudesse: fica combinado que de dois em dois anos os municípios se revezam na pintura, mas que sejam práticos. Deem as louváveis pinceladas em toda a minha extensão para não me deixarem com a cara limpa e o traseiro sujo, ou vice-versa;

Da mesma forma, inspecionem de vez em quando o meu reverso para ver se não está travado, pois não quero me espatifar no leito do rio com gente a bordo; 

Que o R.J. mande assentar a "fantástica quantidade" de uns 300 paralelepípedos no meu portal de entrada. Eu e os que me utilizam merecemos;

Que o E.S. instale uma cabine de polícia para revezar com o Estado fronteiriço; 

Que se esmerem na minha limpeza e conservação;

Que coíbam alguns mal-educados que insistem em pilotar suas motos e guiar suas bicicletas em cima de mim, colocando em risco a integridade física dos outros; 

Que atentem, enfim, para a minha aparência e pela dos demais próprios públicos, que muito revelam do sentimento que os povos e respectivos governantes nutrem por seus campos que, diz o Hino, têm mais flores!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em novembro/2007

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Como João Ubaldo no Leblon, bate-papo num boteco de Bom Jesus


- Ô, Zêinrique, não vai comentar a "limpa" que a Polícia Federal fez em Bom Jesus?, indagou o Palhares, um amigo de data recente, já que muitos dos antigos foram estudar a geologia dos campos-santos... (e estão por aí com você, Machado).

- Não, não vou, respondi um tanto ríspido.

Meio boquiaberto, Palhares retrucou:

- Vai perder a oportunidade de dar uma espinafrada nessa cambada?

- Vou.

- Pô, cara. Tô  estranhando... Vai ver está também com o rabo-preso..., disse com um risinho sarcástico.

- Rabo-preso coisa nenhuma. É que estou com uma preguiça...

- Preguiça? 


- Sim. Nada mais espanta. Jogar criança pela janela; comprar deputado em parcelas mensais; um, dois, três, quatro, cinco, 
e quem sabe mais prefeitos diferentes em Bom Jesus do Itabapoana numa mesma gestão; cinegrafistas da Globo, no helicóphero, mostrando para todo o Brasil nossa cidade como uma Chicago dos anos 1930 em miniatura... Tudo tão letárgico que escrever está se tornando inócuo.

- Inócuo?

- É. Nem os ganhadores do Pulitzer conseguiriam fazer um texto que redespertasse a capacidade de indignação das pessoas, amortecida pelo modus vivendi contemporâneo, onde a única coisa que vale para muita gente é o TER, não importa como, mesmo que tenha de matar figurada ou literalmente o SER.

- Como assim?

- Já está cansativa, embora a cada dia mais legítima a máxima de que a conquista das coisas através do trabalho, da honestidade, da ética e da honra, está fora de moda há  tempos... Como dizíamos no passado, isso hoje é cafonice, está démodé, é boco-moco.

- Verdade das boas.

- Existem três tipos de gente, Palhares: a que tem ou não tem, em que ambas as circunstâncias advêm da dignidade e da honradez; a que não tem, mas gosta de ostentar o carrão da financeira ou a casa da Caixa; e a gente pior: a que tem, às vezes muito mais do que precisa, mas em decorrência de roubo, furto, estelionato, desvio, corrupção, etc, etc, etc, que a malignidade é infinita.

- Realmente, Zêinrique.

- Esta última categoria mata indiretamente doentes nos hospitais sem leito, Palhares, porque o dinheiro que poderia financiar o sistema de saúde pública está em grande parte nos bolsos dela; 

Essa gente que recebe benefícios indevidos do INSS é a parasita que vive, muitas vezes nababescamente, às custas alheias, inviabilizando a que estas alheias desfrutem, merecidamente, a recompensa por 40 anos de trabalhode sol a sol porque a Previdência, quebrada, é incapaz de suster condignamente o fiapo de vida que lhe resta.

Essa gente...

- Você não disse que não ia comentar?, interrompe bruscamente o Palhares, com um sorriso maroto, quando eu já estava quase apoplético. E completou:

- Rá, rá, rá. Ta na veia, Zêinrique, não pode controlar...

- Ops. Foi mal. Não falo mais nada, redargui, amuado.

- Só mais uma coisinha, insistiu ele. - Em qual categoria você se coloca?

- Pertenço com muito orgulho à categoria da maioria dos bom-jesuenses, dos brasileiros: não ostentamos nada, e quase nada temos. Mas somos felizes. 
E dormimos tranquilos, sempre em paz com a nossa consciência.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2008

terça-feira, 30 de abril de 2013

Caos na Saúde Pública para a plebe rude; Sirio Libanês pago a peso de ouro pela plebe rude para a casta política privilegiada!

euarte.arteblog.com.br
O Hospital Sirio Libanês, em São Paulo, um dos mais completos e avançados do Planeta, frequenta o noticiário com bastante regularidade, quase concorrendo com a previsão do tempo. 

Isto porque 10 em cada 10 famosos e notáveis, políticos em profusão, lá acorrem quando daqueles terríveis momentos em que a vida se vê ameaçada.

Principalmente para políticos de todos os naipes, oriundos dos mais variados recantos brasileiros, o Sirio Libanês é o amigo certo das horas incertas. 

Alguns se deslocam para lá em reluzentes jatinhos e helicópteros.

Para a plebe, só desacolhedores incertos. Incertos, não sabidos, esquivos. 

Muitas vezes aboletados numa Van ou veículos outros, consomem-se em longas viagens para municípios um tantinho melhores que os de origem, curtindo sua dor física e sua amargura dessa tremenda, terrível, inaceitável injustiça social.


Lá misturam-se aos nativos, formando uma massa de desesperados e desesperançados.


E o país tão vasto, tão rico, nada menos que a 6ª economia do Mundo, que gasta bilhões de Dólares para sediar Copa do Mundo, outros tantos bilhões para nutrir a corrupção desenfreada, destina migalhas para a Saúde da população.

A situação lamentável dos hospitais abarrotados, atendendo a pacientes nos corredores, com carência de médicos, sem medicamentos, incapazes de realizar o mais simples procedimento, pululam no noticiário como um contraponto cruel e infame aos boletins do Sirio Libanês.

Estes boletins são lidos com a fleuma de um lorde inglês por médicos componentes da mais fina flor da ciência, que em seus jalecos alvíssimos e de boa grife dão aos desventurados os informes sobre a quantas anda o tratamento do figurão da hora.

O senador Cristóvam Buarque foi ridicularizado certa feita ao sugerir um projeto que obrigasse a que todo político devesse educar os filhos em escolas públicas. 

Só assim, dizia o senador, teríamos uma Educação de qualidade. 

paraibahoje.wordpress.com
E da mesma forma que na Educação, se ao político fosse vedado o atendimento em instituições particulares de Saúde, teríamos o melhor sistema do mundo!

Um dos candidatos a prefeito de Bom Jesus do Itabapoana/RJ se diz disposto a, entre outras coisas no setor, reabilitar o Hospital São Vicente de Paulo. 

E sabe que o município nada tem a ver com a administração da entidade, que é de natureza jurídico-privada. 

Mesmo assim, propõe-se a interagir com a direção, afirmando que poderá até despachar o expediente como prefeito dentro das dependências do nosocômio, até que ele volte ao atendimento pleno de outrora.

Se essa disposição do candidato é em sentido literal ou figurada, pouco importa, mas a mensagem que dela se manifesta, sim. 

Neste sentido, e enquanto a Saúde estiver tão calamitosa, prefeitos, governadores e até a presidente da República deveriam despachar nas secretarias de Saúde e no Ministério da Saúde. 

E só retornarem a seus gabinetes suntuosos quando a população que lhes paga o Sirio Libanês puder dispor de centros de saúde condizentes com suas necessidades e direitos. 

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em setembro/2012