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Mostrando postagens com marcador São José do Calçado. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Duelos em Itabapoana Valley, 2012, octobre - won two men, two women


Apiacá City
O velho pistoleiro Keres Joseph amanheceu com a expectative da desforra. 

Ele, que ganhou o duelo em 2008 de Betin the Kid, mas não pôde desfrutar por ter sido afastado pelo Xerife Superior Eleitoral, desta vez não podia confrontar-se com o rival diretamente, já que foi suspenso por eight years seu direito de duelar. 

Então Keres Joseph cerrou fileiras ao lado de Carl Magnum Oliver, mais conhecido como KK (Killer Killer), oferecendo a este sua experience para ajudar a liquidar Betin. 

Mas Betin também havia reforçado suas hostes com o temível pistoleiro Allan Dirck, que havia dominado Apiacá City em outras ocasiões, e como Keres Josef, acumulou large experience em combates. 

Ao fim do bang-bang, Betin the Kid e Allan Dirck festejaram uma vitória que, embora difícil, não foi tão sangrenta como a de 2008, quando Keres Joseph o venceu mas tombou frente à Electoral Justice, que alegou suposta adulteração nos canos de suas pistolas naquele renhido combate. 

No condado de Good the North Jesus eu previ que o clã Umbert Mess não iria desunir-se e guerrear entre si. E acertei. 

Por outro lado, imagino o grau de tensão interna que levou Ubald Sea Tins, brother de Umbert, a liderar a tropa onde o seu sobrinho, Mark Mess, desempenhou o papel secundário, já que não era segredo que Umbert queria porque queria o filho Mark como protagonista principal. 

But the union of family, como eu havia antevisto, prevaleceu, com Ubald Sea Tins e Mark Mess multiplicando forças para encararem o valentão Pedro Keys. 

Keys era um adversário mais temido do que o grisalho Doctor Ad Masterson (El Gringo), já que este, que havia derrotado o próprio Mark Mess em 2008, não estava agradando na gestão de Good the North Jesus.


Enfraquecido perante os electores, Ad Masterson exigiria menos munição e escaramuças de Ubald e Mark, que o aniquilariam mais facilmente.


A ilusão da fácil batalha desvaneceu-se quando Ad Masterson foi afastado das functions cerca de six months before de completar o mandate, quando Keys, que era o vice, assumiu. 

Este, que já era bom de briga, fortaleceu-se com a oportunidade, não a desperdiçando; em pouquísimo time, o condado desenvolveu-se com forte intensidade. 

Além disso, Keys havia se aliado ao experiente pistoleiro e médico Ted Elbah Tist, fatos que pareciam indicar que mais four years como xerife pareciam favas contadas em favor de Pedro Keys.

Só que Ted Elbah Tist não pôde ele próprio ficar na linha de frente juntamente com Pedro Keys, o que conferiria precisão cirúrgica nos disparos contra os adversários. 

Ted foi obrigado a enviar em seu lugar o jovem filho Djangorson, que evidentemente não possui a mesma experience, embora tenha demonstrado coragem e good potential. 

Mas foi um duelo interessante, que exigiu de Ubald, Umbert e Mark amplo encadeamento de forças, as mais díspares, para vencerem.

Em Good the Itabapoana Jesus, five contenders prepararam-se para a guerra, mas apenas four tinham chances. 

Marcel Linn, que além de não levar o menor jeito para cowboy, entrou na disputa com uma garrucha enferrujada, o que o alijou da disputa figurativamente antes mesmo de iniciada.

O old man Paul Port, bem como o young, Sam Júnior, tiveram bom desempenho mas também falharam. 

Não reuniram condições de duelar de igual para igual com as duas forças amparadas pelo atual governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy. 

Falo respectivamente da vencedora White Mott e do segundo colocado, que foi o representante de Paul Cyrill.

Interessante é que pouco antes da disputa, the Justice havia impedido o próprio Cyrill de duelar. 

Mas ele cedeu seu Colt para Robert Tatoo numa última e desesperada tentativa de se fazer representar na contenda. 

E quase deu certo. White Mott disparou meros 108 tiros a mais que Tatoo.

Já em San José del Calçado, o pistoleiro barbudo Joseph Carl provou do próprio veneno. 

Em 2008 Carl ganhou a disputa quase que por milagre do lendário Blue Eyes All Mars. 

A vitória de All Mars naquela oportunidade parecia tão certa, que ao tombar por escassos tirinhos que Carl deu a mais, All Mars perguntou, agonizante: - who are you?

E agora, a vingança de All Mars foi executada por uma woman, igualmente com parcas balas de diferença. 

Lili Ann, esposa do ex-xerife Jeff Spad Bulls lançou-se na disputa, onde concorria ainda o ex-amigo de Carl, Tin Ben. 

Mas Tin Ben não reunia grandes chances, ficando o duelo restrito mesmo a Lili Ann e Joseph Carl. 

No final, ao receber exíguos 119 tiros a mais, Joseph Carl, desta feita como vítima, já nos estertores, disse a Lili Ann: 

- You are pretty. Needed to be so cruel? (Você é bonita. Precisava ser tão cruel?).

Good luck to all.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em dezembro/2012

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Política com competência, honestidade e idealismo é possível; o diabo é encontrar quem tenha estas condições reunidas!

A Vênus de Milo ou Vénus de Milo é uma
estátua da Grécia Antiga pertencente ao
acervo do Museu do Louvre,
situado em Paris, França.
(Wikipédia)
Estamos presenciando o começo das escaramuças eleitorais visando as eleições municipais do ano que vem, onde a cantiga tediosa se repete sem uma nota de criatividade sequer. 

Na composição dos nomes, pelos pontapés iniciais que se assistem, será aquele joguinho manjado, enfadonho: jogadores medíocres que tratam a redondinha nas canelas suarão a camisa num esforço para convencerem a platéia de que batem um bolão, de que possuem algum talento para o  jogo tão importante de quatro anos.

Pessoas que beiravam as raias da inimizade pessoal por desavenças políticas acenam com a possibilidade de reconciliação e composição grupal em nome do “interesse público" (realcem-se as aspas). 

Gente despreparada, desqualificada, incompetente, cujo dicionário ressente-se das palavras trabalho, dedicação e sinceridade pulula feito vagalume num frenesi histérico ante o festim diabólico significado pela aceitação de seu nome para a disputa de cargos majoritários.

Para gerir a coisa pública, boa parte destes têm a mesma capacidade administrativa, o mesmo talento que a Vênus de Milo para jogar basquete.


Numa era de declínio moral, em que a pessoa, o ser, vale o quanto tem no banco, na política vale tanto quanto o total de votos é capaz de acumular, independentemente da forma que o faz.



Mas pessoas sérias, honestas, competentes, que não possuem a chamada "representatividade política" independentemente do porquê não a tem, são ignoradas solenemente nestas composições.


Didatismo mais claro: um candidato preferirá estar acompanhado de alguém que somará a maior quantidade de votos, ainda que este alguém seja absolutamente incapaz

de pensar além do próprio ego, tacanho na forma e no conteúdo, tosco no estilo e nos princípios.

Convocará seus auxiliares de acordo com o resultado das urnas e dos seus compromissos pessoais, quase nunca estimulado pela competência, pelo ideal público.

Os resultados, como não poderiam deixar de ser, serão como sempre serviços públicos ruins, corrupção, inércia administrativa.

O que alenta é que em meio aos maus existem os bons, claro, como em qualquer atividade.

Mas estes bons precisariam ter a capacidade hercúlea, a disposição e a coragem de enfrentarem um sistema político viciado, anacrônico, na tentativa de conferirem à sua trajetória o ideário acima intitulado.

Nas duas Bom Jesus, em Apiacá e em São Jose do Calçado, para nos atermos apenas à esta microrregião, existem nomes nos quadros públicos e nos privados que poderiam ser aproveitados em prol de gestões profissionais, consequentes, qualificadas.

Suas excelências, os respectivos prefeitos e outras lideranças poderiam muito bem tornarem-se vanguardistas da modernidade, artífices do esmagamento impiedoso do velho paradigma que premia o patético, o inerme e o incompetente em detrimento da capacidade intelectual e produtiva.

A quebra deste paradigma deveria ser tão completa a ponto de conferir autoridade e exigência de desempenho à figura hoje decorativa do vice-prefeito ou da vice-prefeita.

Desnecessário o esmero de chegar-se a colocar retratos destes ou destas nas paredes públicas. Todavia, um mínimo de preparo e de idealismo à causa pública deveria ser deles exigido, tornando-os merecedores do bom salário que auferirão.

Uma administração congregada em competência e praticidade, assentada nos alicerces do amor pela por seus municípios é possível, sim.

Mas exige desejo de mudanças por parte dos caudatários da banalidade e da mistificação, que flertam e apostam sempre na ignorância de um povo, fazendo do sonho deste povo um meio de vida.

Vejamos quem se levantará em triunfo destes escombros, sacudindo a fuligem e colocando determinado (a) as luvas da reconstrução do civismo, da moralidade e da ética.


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2007

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Duelos em Itabapoana Valley - a saga continua

As próximas elections para prefect em Itabapoana Valley prometem. 

Mocinhos e mocinhas azeitam Colts, Smiths & Wessons e Winchesters, lustram botas e esporas, reformatam chapéus de cowboy, cosem espartilhos e vestidões vaporosos.

Preparam-se o melhor que podem para enfrentarem o duelo que se anuncia encarniçado, sanguinolento.

Em Good of the North Jesus dão-se como certos tree contenders. 

Os que desconhecem o modus faciendi (uma pitada de Latim no Portinglês, eh, eh,) do clã Umbert Mess podem prever four contenders, se considerarem um provável racha no seio da traditional family e esta se fizer representar por two candidats: o jovem Mark Mess, filho de Umbert, e Ubald Sea Tins, brother, tio de Mark. 

Mas é tolice dar isso como certo, já que eles podem até guerrearem entre si nos bastidores, fazerem ameaças veladas ou reveladas de rompimento, but no end unem os laços e saem juntos à caça dos electores.
Assim, vislumbro o seguinte cenário nas pradarias de Good of the North Jesus: 

Mark Mess or Ubald Sea Tins, de um lado; de outro, Doctor Ad Masterson, que tentará se reeleger; e um terceiro, que assim de longe não consigo visualizar. 

Será woman? Talvez, quem sabe. Aqui no condado não há quem desconheça o gatilho eficaz de Silvie Regine. Mas também pode ser outro man, probably o atual vice Pedro Keys, também um eficiente pistoleiro.

Em Good the Itabapoana Jesus, White Mott, a xerife atual, é candidatíssima à reelection, objetivo que a levará, probably, a ter de duelar com Paul Ciryll (se este contar com a mira providencial de um judge qualquer para romper a corda que o tornou inelegível.


Terá de enfrentar também Sam Júnior, armado até os dentes, e provavelmente até o velho pistoleiro Paul Port, que alguns apostam tentará um retorno triunfal. 


Ali a escaramuça deverá se revelar de maior ferocidade porque dois dos mais temidos valentões do velho Sudeste travarão uma guerra particular, embora indireta.

Inimigos figadais (amável leitor, graciosa leitora, não errei. O termo não é fidagal, de fidalgo, mas figadal mesmo, de fígado. Aprendi lendo Augusto Nunes, da Veja, que por sua vez aprendeu com aquele que rivalizava com Camões no Português escorreito: o ex-presidente Jânio Quadros). 

Mas ia dizendo: inimigos figadais, é bem provável que o governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy municiem com enorme generosidade seus pupilos White Mott e Paul Cyrill, respectivamente. 

San José del Calçado deverá ter o atual Joseph Carl duelando com o anterior do anterior, Jeff Spad Bulls. 

Ali a tarefa de ambos pode ser considerada mais tranquila porque provavelmente não haverá o terceiro, que muito provavelmente seria fatal a ambos: o perigoso Warley Lobo Texan, assassinado, diz a Justice, a mando do anterior, Blue Eyes All Mars. 

Digo perigoso porque Warley era uma raposa política, sujeito inteligente, determinado. Não por acaso tinha o sobrenome Lobo, e estava caindo de maduro para exercer o principal cargo executivo da bela San José.

Betin the Kid, o atual de Apiacá City, sempre se revelou um pistoleiro implacável, bom de briga. Seu adversário no duelo anterior, Keres Joseph, que o diga. 

Este não perdeu a contenda no tempo regulamentar daquela guerra feroz por milagre. Porém, não resistiu à terrível investida na prorrogação, quando Betin the Kid desferiu-lhe um tiro mortal ajudado pela mira telescópica da Electoral Justice.

Mas para alguns correligionários, Betin mudou-se para a região mais povoada da alma, que é a ingratidão. 

Inclusive seu vice, Carl Magnum Oliver, vulgo KK (Kid Killer), teria rompido relactions e deverá ser o seu mais ferrenho contendor na disputa. 

Desconheço se haverá um terceiro duelista em condições de sacar com um mínimo de agilidade naquelas paragens.
Summary of the opera:

A briga vai ser boa. Depois, é torcer para que os vencedores aprimorem os espíritos beligerantes para enfrentarem desafios ainda mais ousados, que são os big problems que afligem os moradores de Itabapoana Valley.


The guns is on the table.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em novembro/2011

Duelos em Itabapoana Valley

elisa2010.centerblog.net

Remember das últimas elections por estas bandas? Quanta surprise!

Comecemos por Good of the Itabapoana Jesus: 

Neste lugar o duelo foi de mentirinha. 

Embora três fossem os postulantes ao desafio, two men and one woman, na verdade o confronto estava polarizado entreLady White Mott e Paul Cyril. 

Mas o xerife superior eleitoral não quis 0 duelo entre ambos, alegando pendência administrativa dos dois. Retirou a munição de suas armas e colocou no lugar balas de borracha.

Por isso nenhum deles foi abatido, o que fez Paul Cyril ficar mais inconsolável do que White, pois havia acumulado 51 balas a mais que a adversária. 

Parece que haverá novo combate entre novos contendores.

Apiacá City: 
Quase que Betin the Kid consegue transpor a última fortaleza guardada firmemente por Keres Joseph. 

Em meio a uma saraivada de balas que Betin the Kid disparava implacavelmente, Keres Joseph se defendia à la Gandhi: - nós somos o “team of the good”; perdoai-o, ele não sabe o que faz. 

Mas quase que seu time perde, porque Betin se mostrou sempre bom de mira. 

No duelo final de colts contra lenços brancos, fogo pesado
passou raspando, mas Keres Joseph respirou aliviado, tremendo de susto até a última urna. Saiu bem amarrotado, mas ileso. Ufa!

Em Good of the North Jesus, o jovem Mark Mess comandava o mesmo batalhão que dera incontáveis vitórias ao clã a que pertence. 

E com esta respeitabilíssima força de combate, Mess
saboreava no transcorrer da disputa a delícia das pesquisas, que apontavam como praticamente morto e sepultado o seu adversário Doctor Ad Masterson, também conhecido como “el gringo”.

Com paciência de Jó, uma conversa atraente e distribuição de abraços tão fraternais que comoviam até os paralelepípedos,
Ad Masterson conseguiu reverter as pesquisas nos últimos dias. 

Foi aí que Mess, seriamente preocupado, entendeu que algo de extraordinário tinha de ser feito.

Reuniu, segundo estimativas, cerca de 1.500 pessoas para uma passeata pelas pradarias de Good of the North Jesus a fim de ostentar uma provável incongruência das
pesquisas e arrebanhar os indecisos. 

Mas já era tarde, seu destino estava irremediavelmente selado. 

O magnetismo de Ad Masterson havia sido inoculado em muitos seguidores de Mess. 

Estes seguidores, devidamente enfeitiçados por Doctor Ad Masterson continuaram dissimuladamente nas forças de Mark Mess, dizem as línguas ferinas, como um ardil para iludi-lo até o último minuto da contenda. 

E na hora H concluíram a traição com tiros de calibre 45 pelas costas.

Em San Rose del Calçado, Joseph Carl começou a campanha com traço nas pesquisas, e 0 seu oponente Blue Eyes Al Mars jamais poderia imaginar resultado diferente de um retumbante massacre do adversário, tamanha a disparidade de forças. 

Blue Eyes ganhava notoriedade pelo gatilho nervoso, que atirava sem parar. Seus feitos contra a vilania do bandoleiro Ostracismo foram notáveis!

Tal como ocorreu com Bonnie & Clyde, Ostracismo e sua assecla Estagnação haviam tombado já há algum tempo em meio a uma saraivada de realizações do laborioso Blue Eyes Al Mars.

Mas Joseph Carl se mostrou um bom estrategista no combate, mestre no elemento surpresa. 

Praticamente ignorado pelo adversário, Carl discretamente mobilizava os insatisfeitos, como por exemplo muitos servidores indignados com o pequeno soldo que recebiam da prefeitura, menor do que o mínimo estipulado em Brazil country. 

E Blue Eyes, atingido mortalmente no duelo final, só faltou balbuciar como o personagem de Henry Fonda, nos últimos estertores, frente ao de Charles Bronson, seu algoz, no épico do diretor Sergio Leone “Era uma vez no oeste”: 

- Who are you?

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em outubro/2008

sábado, 20 de abril de 2013

Vereadores: cortes nas côrtes

fernandocabral.blogspot.com
O dispositivo legal que reduz a quantidade de vereadores já nas próximas eleições é, em tese, um fato auspicioso para a nação. 

Unindo-se ao comecinho das punições aos corruptos e à real percepção por parte dos políticos de que a massa tende a sublevar-se (ainda que essa percepção seja despertada por bandeiradas e ovadas), a decisão que restringe as vagas nas câmaras municipais vem a calhar no embalo da moralização que parece estar saindo de uma forma embrionária para ganhar ares de realidade.



A grandessíssima quantidade dos chamados representantes do povo é uma das bactérias que formam o inchaço do Estado, e sua redução promete atenuar os sofrimentos de uma Entidade cambaleante, aturdida. 


O ideal seria que viesse acompanhada da redução também nos quadros funcionais do Congresso, hoje contando (não se sabe para quê) com 513 deputados federais e 81 senadores, que contudo não conseguiram ou não quiseram votar nenhuma reforma de vulto em benefício dos seus representados. 

Mas como nem tudo é perfeito, e devagar se vai ao longe, bem-vindo seja esse pedacinho de austeridade a reduzir a torra de dinheiro público sem quê nem por quê. 

Não se justifica em nenhuma hipótese que municípios paupérrimos como Bom Jesus do Norte, São José do Calçado, Apiacá, Mimoso e outros tantos dêem-se ao luxo de formar pequenos exércitos de legisladores que pouco têm a fazer, ganhando somas proporcionalmente astronômicas em relação ao tempo de "trabalho" que dedicam aos municípios (no mais das vezes uma única reuniãozinha semanal, de não mais que duas horas). 

Além disso, boa parte desse tempo é tomado para discussão de amenidades, como nomes para logradouros, votos de pesar e distribuição indiscriminada de condecorações, vulgarizando os títulos honoríficos na mais deslavada e cínica demagogia, que salvo raras e honrosas exceções têm o objetivo de angariar simpatias que lhes possam garantir o continuísmo da sinecura. 

Nem mesmo a chamada independência dos Poderes é defendida e colocada a serviço do povo, pois invariavelmente o Legislativo funde-se ao Executivo porque este quase sempre se faz representar pela maioria nas casas de leis, seja por circunstâncias naturais quando forja nas urnas sua maciça base de apoio, seja acenando com composições antiéticas que cooptam alguns caráteres nem sempre convictos em honradez e seriedade.

Num raciocínio ingênuo, simplório até, a redução da edilidade poupa Reais bem reais pela menor quantidade de remuneração a pagar, menos gastos em estrutura, desde contas de telefones, cafezinho, até o papel higiênico. 

Mas não é só. Computem-se aí os malfadados acertos, os agrados e outros obséquios intermediados pelo dinheiro público e encontra-se uma cifra respeitável.

Nove é o número mínimo de vereadores preconizado pela Constituição de 1988 e que parece vai ser instituído nos pequenos municípios brasileiros. 

É um número grande ainda. Só para ilustrar, Vitória, capital de um Estado da Federação, provavelmente terá 11. 

Ainda assim, se todos cumprirem as determinações da Lei, Bom Jesus/RJ diminui seis cadeiras, Bom Jesus/ES, duas, São José do Calçado, quatro, Apiacá, duas e Mimoso, quatro.

Já é uma boa chama para a queima da obesidade mórbida que pesa demais em cima de municípios anêmicos de saúde financeira. 

O alívio pode, deve e é imperativo que seja revertido em melhorias para o cidadão comum, fatigado pela carga pesadíssima que indeclinavelmente carrega com pouca ou nenhuma compensação.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em junho/2000

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Vendem-se ovos caipiras

Uma cena curiosa pode ser vista todo dia, à tardinha, na rua Padre Armando Geerts, em São José do Calçado/ES.

É quando as galinhas da dona Jandira se recolhem para dormir..., em cima da laje!

A casa não tem quintal, mas isso não abalou a dedicação de dona Jandira para com as “penosas”.

Ela diz que vende os cobiçados ovos caipiras (R$ 3 a dúzia),
uma forma de reforçar a renda familiar. 

“Elas já estão acostumadas. Ficam aí na laje, se protegemdo sol na sombra da parede vizinha (casa mais alta), e
quando chove vão para o galinheiro. 

Mas elas gostam de dormir é aí mesmo”, disse a criadora, uma brasileira que, como tal, sabe dar o seu jeitinho.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em janeiro/2005

Mau negócio: contribuinte paga mais por menos vereadores; Em Bom Jesus do Itabapoana, economia que seria de mais de R$ 13 mil por mês pode passar a um gasto adicional de R$ 9,5 mil devido ao vigoroso reajuste que cada vereador passa a receber

Em Calçado, os novos vereadores passam a ganhar de
subsídios R$ 2,8 mil mensais, a partir de 01/01/05.
Na legislatura passada os vencimentos
eram mais  modestos: R$ 1,8 mil 
Em todo o Brasil o número de vereadores foi reduzido em 8.528 para esta nova legislatura iniciada em 1/1/05.

A premissa era a de que isso gerasse uma economia considerável para ser aplicada em projetos sociais como o combate à fome, melhoria dos setores educacionais e de saúde, entre outras ações voltadas à população.



Em muitos municípios, no entanto, a lei eleitoral não surtiu o efeito desejado, ou o que é mais perverso: em vez de economia, o que houve mesmo foi aumento das despesas com os salários que já eram bem generosos relativamente à realidade econômica e social do país.


Levando-se em conta sobretudo que algumas câmaras municipais só realizam duas sessões ordinárias por mês, por conseguinte exigindo muito menos trabalho do que os submetidos à esmagadora maioria dos trabalhadores brasileiros, pareciam razoáveis os salários que recebiam.


Segundo reportagem do Jornal A Voz do Povo, edição 2725, de 18/12/04, a Câmara de Bom Jesus do Itabapoana reajustou os subsídios dos seus legisladores, de R$ 2,2 mil para R$ 3,5 mil mensais.

A Voz do Povo informa ainda que os vereadores votaram uma lei que concede individualmente uma ajuda de custo mensal de R$ 1,3 mil para gastos com combustível, o que esticará os vencimentos para R$ 4,8 mil per capta.

O município foi o que mais reduziu suas cadeiras na Câmara (15 na legislatura anterior, nove nesta), mas incoerentemente a que mais aumentará os gastos, em vez de reduzi-los.

Liberou geral
Em Bom Jesus do Norte/ES, o valor subiu de R$ 1,2 mil para R$ 1,8 mil, ou seja, no lugar da economia esperada deR$ 2,4 mil mensais (houve redução de 11 para nove vereadores), aumento de R$ 3 mil;

Em Apiacá/ES, salários de R$ 1,2 mil até 2004; R$ 1,9 mil a partir de janeiro deste ano, transformando uma redução queseria de R$ 2,4 mil num acréscimo de 3,9 mil (também, redução de 11 para nove edis).

São José do Calçado/ES, dos pequenos, é o município mais generoso com seus vereadores. Eles recebiam R$ 1,8 mil, e agora reforçam seus orçamentos em mais R$ 1 mil, totalizando R$ 2,8 mil mensais, segundo informações publicadas pelo site www.broinha.com.br.

A página virtual informa que o presidente da Câmara em 2004, Almir Lopes Pimentel, promulgou a nova lei que vigora a partir do dia 1 deste mês de janeiro, apesar de o então prefeito Jefferson Bullus ter vetado a lei que favorecerá não apenas os vereadores, mas também o prefeito, o vice e os secretários de governo.

Segundo o Broinha, um fato salarial curioso acontecerá no município: cada vereador passará a ganhar mais do que o vice-prefeito, que teve os vencimentos estipulados em R$ 2,5 mil (eram R$ 1,8 mil).

Férias e jetons
Talvez sirva de consolo aos que realmente trabalham duro para sustentar sua representatividade legislativa saber que muitas câmaras, seguindo a tendência nacional, acabarão com as férias de até 90 dias que seus "extenuados" vereadores faziam jus.

Algumas prometem até reduzir ou mesmo eliminar as convocações extraordinárias que rendem remuneração adicional (os famigerados jetons), que em Bom Jesus do Norte, por exemplo, foram reajustados de R$ 100 para R$ 300.


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em janeiro/2005

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Haja coração! Se amassem o país 10% do que apregoam os políticos em épocas de campanha, o Brasil suplantaria a Noruega em IDH

O Brasil inteiro nunca esteve tão colorido e pulsante como agora!

O velho e bom coração, órgão vital à vida e símbolo do combalido amor encontra-se estampado em bandeirolas, cartazes, outdoors, santinhos, simbolizando o sentimento mais edificante da espécie humana. 

Como este país é amado! Shakespeare deve estar dando pulinhos de raiva no túmulo, lamentando não poder vivenciar aqui, por decurso de prazo, o que certamente lhe daria mais inspiração para condenar Romeu e Julieta ao fracasso literário, se pudesse exprimir com sua genialidade a quão intenso é o amor de alguns brasileiros para com a sua pátria e com os seus irmãos.

Talvez, quem sabe, o coração pintado com todas as cores e estilizado de todas as formas pudesse ganhar a companhia de outros símbolos, como um operário saindo da indústria com o aspecto feliz de quem tem a dignidade do emprego;


Com o ancião exibindo a vitalidade que a saúde pública propicia a seus anos avançados; 

Com a criança uniformizada com cara de européia pela assistência socioeducacional que recebe; 

Com mães e filhos em atividades recreativas nos espaços públicos dos sob o olhar tedioso do policial que não tem mais o que fazer, saudoso dos tempos de ação que a bandidagem lhe impingia.


Mas apenas o coração é mais prático, generaliza e resume tudo. 

Nada, nenhuma ação administrativa, nenhum gesto edificante deixa de compor sua infinita bondade e vastidão de abrangência. 

Aqui na região do Vale do Itabapoana mesmo aí está o bom e velho coração pulsando mais forte nos peitos e, parafraseando o poeta, tremulando nos "estandartes que a brisa do Brasil beija e balança".

Um ou outro candidato apresenta objetivamente planos e projetos, como um do ABC Capixaba que, entre outras coisas, assegura que irá construir um hospital infantil, e, melhor, explicando como fará e manterá isso.

No caldo espesso da cultura de campanha, porém, este candidato excede o comodismo de apenas apresentar o coração subjetivamente como instrumento de felicidade total e absoluta.

Outra coisa que chama a atenção é a criatividade - também com ironia, por favor - dos candidatos e suas músicas publicitárias caroneiras de hits de sucesso para difundir suas candidaturas.

Falando sério, salvo honrosas e raras exceções - como um candidato a vereador de São José do Calçado, que inteligentemente colocou não apenas a letra, mas a própria voz inconfundível numa melodia de gosto acurado), o vazio de idéias, a mesmice, a falta de imaginação deveriam ser punidos pelos verdadeiros autores das canções com pleitos judiciais evocativos de pesadas recompensas pecuniárias a título de direitos autorais.

Além da inautenticidade das canções, o que a maioria dos corações representa verdadeiramente é a falsidade.

São corações alados, de afiadas garras; em 4 de outubro baterão asas e voarão com as suas vitrines abarrotadas de embalagens ocas e estoques vazios para retomarem sua faina
com as aparências angelicais e os intentos predatórios daqui a quatro anos.


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em Agosto/2004

terça-feira, 2 de abril de 2013

Vote certo, vote você; ou, que os santos inspirem os eleitores

www.substantivoplural.com.br
As fichas estão na mesa. De olho nas jogadas, o eleitor, esta santidade transitória no trono sagrado que costuma receber quadrienalmente muita atenção por cerca de dois meses, mas que depois fica invariavelmente esquecido, ignorado.

Não é necessário ser santo de verdade, como os padroeiros Senhora Sant´Ana, de Apiacá, São Geraldo Majela, Bom Jesus do Norte, Senhor Bom Jesus, Bom Jesus do Itabapoana e São José, São José do Calçado, para perceber as jogadas mais ou menos autênticas, os blefes ou aquelas que objetivam fundamentalmente o xeque-mate no atraso, na estagnação.


Mas bem que aqueles poderiam dar uma mãozinha para mudar a cultura do eleitor, este santo de carne e osso tão ingênuo e despojado que se contenta com as migalhas de pão, fazendo-o perceber que a política varejista precisa acabar.


O imobilismo tem sido uma marca cruel! A inércia desses quatro municípios vem se constituindo uma questão crônica e vexatória! 


Ainda que a culpa maior seja da conjuntura político/econômica nacional, e até internacional, não avançamos no mesmo ritmo de outros municípios semelhantes. 


A política populista tem brecado a planificação. Os investimentos a varejo, o assistencialismo desenfreado são opções pouco inteligentes porque não geram frutos em prazos maiores. 

No lugar da cesta básica caritativa, certamente os meios que garantir-lha-iam pelo próprio esforço seria melhor e mais plenamente satisfatórios.

Que os santos inspirem os eleitores e sobretudo os eleitos. Que estimulem estes últimos a planejarem a médio e longo prazos, que lhes alarguem a visão para projetos perenemente proveitosos, que lhes ajudem a discernir que o benefício permanente é melhor que o favor imediato. 


E ainda, se não for pedir muito, que promovam a difícil equação de dobrar os personalismos, incutindo nos quatro eleitos a necessidade de mobilização, de integração, de se harmonizarem em prol de objetivos comuns.

A Educação deve ser “a prioridade das prioridades”. Nenhuma sociedade cresce ou se moderniza sem ela. Criminosamente negligenciada no Brasil, porque educar significa politizar, e politizar significa inculcar a consciência dos direitos de cidadania, a Educação se torna uma ameaça ao status quo vigente, um mecanismo intimidatório ao viciado sistema político brasileiro que necessita desesperadamente da alienação e do desconhecimento para se eternizar. 


E nossa região não foge aos padrões, com escolas feias, mal tratadas, professores desmotivados, alunos que sequer recebem uniformes escolares, que dirá material didático em quantidade e qualidade ideais.

Se dentre os eleitos por aqui houver algum administrador sensível à causa, não contaminado com a insidiosa enfermidade da demagogia, ele deveria deixar a Educação aos cuidados do pessoal técnico, de gente do ramo, isolando-a e imunizando-a da política. 


Destinar os recursos previstos em lei, atribuir metas, exigir resultados seriam atitudes de um verdadeiro dignitário. Veremos se alguém se habilita .

Para o eleitor consciente, que procura exercer papel atuante no processo político de seu município, esta será mais uma chance de se manifestar visando erradicar a hipocrisia dos maus políticos, ajudando na construção de uma sociedade mais justa, mais perfeita. 


É preciso cobrar, cobrar e cobrar. Cobrar responsabilidade, cobrar criatividade, cobrar dinamismo e trabalho, cobrar honestidade e transparência, cobrar, enfim, os resultados que precisam advir do enorme sacrifício do povo. 

Como dizia o filósofo inglês Edmund Burk, “o mal só prospera quando os homens de bem se calam”. 

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em setembro 2004

quarta-feira, 27 de março de 2013

Broão; ou, antigamente era perigoso chamar um calçadense de "Broinha"

Praça principal de São José do Calçado/ES.
Ao fundo, Igreja Matriz de São José
Quando jovem eu gostava de provocar um calçadense chamando-o de "Broinha" porque isso era considerado pelos menos esportistas um desaforo (falava e corria, é claro). 

Hoje, ao contrário, o termo causa até orgulho nesse povo hospitaleiro e apaixonado pela terra que transpira cultura por todos os poros, existindo até um site na Internet com este nome (www.broinha.com.br), que se dedica a divulgar as coisas e a gente do lugar.



E vejam a ironia: um bom-jesuense de quatro costados como eu está no momento provando do próprio veneno das priscas eras que bem longe vão, eis que passa a residir nessa bela e acolhedora cidade de São José do Calçado, isto é, mais um Broinha, que embora não-autêntico considera-se, orgulhoso, como se autêntico fosse.

Minha querida mãe Aurinha sempre salientou que o José do meu nome foi uma homenagem à sua mãe (a inesquecível e saudosa avó Ana), verdadeiramente apaixonada e devota fervorosa de São José. 

E agora, mesmo não sendo religioso na total acepção do termo, desfruto com mais intensidade da paz do santo carpinteiro que emana do seu templo (a Matriz de São José) pertinho de onde moro. 

A felicidade que experimento compartilho com vó Ana, esteja onde estiver. Tenho a nítida impressão que ela teve influência nessa escolha.

A quem interessar possa, não esqueci o velho amor, nem sequer o deixei, muito menos por volubilidade. Necessitei mudar-me de casa e não encontrei lá uma que atendesse aos requisitos, mas continuo amando minha Bom Jesus do Norte com a mesma intensidade, com a mesma volúpia que tem a raiz com a terra fértil e generosa. 

Demais, não se pode dizer que há distância que nos separe, porquanto ainda que esteja no Pólo Norte meu coração estará sempre naqueles ínfimos 89 km² do Sul Capixaba que representam para mim uma vastidão de afeto. Que dirá a apenas 13 reles quilômetros!

De modo que os caríssimos conterrâneos bom-jesuenses podem me chamar à exaustão de Broinha, sem haver a necessidade de correr. Pensando bem, "broão" soaria mais adequado, dado o venerável drama do crescimento lateral, cuja reversão parece ser uma empresa difícil até para o meu Bom José em conluio milagreiro com o seu famoso Filho!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em março/2004

terça-feira, 26 de março de 2013

Vivi 50 sem saber disso

Algumas  informações  que  andei  garimpando espero ser-lhes de alguma valia.

Os  homens  da  tribo  Waibirir,  da Austrália  Central,  costumam  cumprimentar  os  visitantes  de  um  modo  bem  diferente.  Seguram  o  pênis  do  visitante  como forma  de  cumprimento,  da  mesma maneira que os ocidentais fazem com o aperto  de  mão.


* Taí  uma  notícia  que  certamente  vai  despertar em muita gente a vontade de fazer  uma  visitinha  a  essa  tribo,  não  especificamente  para  "ser  cumprimentada".


O orgasmo feminino  é  um potente  analgésico  para  as  dores  (devido  a  libertação  de endorfinas),  por isso,  as  dores de cabeça  são  uma  má  desculpa  para  não  fazer  amor .


* Imagino  quanta decepção essa  nota vai causar...


Apesar  do  frio  que  faz  no  Polo  Norte,  seria  impossível  alguém  apanhar  uma  constipação  lá.  O  vírus  da  gripe  "gosta"  de ambientes  um  pouco  mais  amenos.


* Como  por  exemplo  o  de  São  José  do Calçado no inverno, de trincar catedrais como dizia Nelson Rodrigues...,  atchim!


Nenhum  pedaço  de  papel  pode ser  dobrado  ao  meio mais do  que sete  vezes. 




* Acabo de arrancar uma folha do  meu bloco...,  deixe  ver...,  É VERDADE!


Neste  exato  momento  há  mais  de 100.000.000 (cem milhões) de micro-organismos alimentando-se,  reproduzindo-se,  nadando  e  depositando  detritos  na área  em  volta  dos  seus  lábios.

* Eca! Que orgia "micróbio-escatológica"! Imaginem em duas bocas que se beijam!


Você pisca aproximadamente 25 mil vezes por dia.  


* Na minha juventude, só ali na Praça Governador Portela, nos fins de semana, à noite, eu dobrava essa marca!

A formiga consegue levantar 50 vezes o seu peso, puxar 30 vezes o seu peso e sempre cai para o lado direito quando intoxicada.


* Seria o caso de eu levantar 4 toneladas, minha nossa! No mundo "insetal" elas devem impor o maior respeito...

A pulga consegue pular a uma distância correspondente a 350 vezes o comprimento do seu corpo. É como se um ser humano pulasse a distância de um campo de futebol.


* Grande coisa. Muitos de nós brasileiros pulamos mais para sobreviver!

A barata consegue sobreviver por nove dias sem a cabeça antes de morrer de fome.


* Também grande coisa! Dependendo dela (a cabeça), e sem ela há muito mais tempo, ainda estou vivo...

O sobrenome mais comum no mundo é Chang.


* Eu tenho o Silva antes do Vaillant. Bom saber que não é assim tão vulgar...

O nome próprio mais comum no mundo é Mohammed.


* Não é José? Hup, hip, hurra!

Os touros correm mais depressa ladeira acima que ladeira abaixo.


* Isso é que é uma informação relevante!


A palavra "xeque-mate",  no Xadrez, vem da frase Persa "Shah Mat", que quer dizer "O Rei está Morto".

* E a palavra "cheque-devolvidus", que meus credores ouvem do banco insensível e impiedoso, vem de onde?

Oficialmente, existem hoje no mundo cerca de 2700 idiomas falados e mais de 7000 dialetos. A língua mais falada é o Mandarim, seguida pelo Hindi.

* Errado! Dialetos são 7001. Esqueceram de computar aquela coisa inerme, inexpressiva, desalentada, com a qual se comunicam pela Internet os brasileiros, notadamente os jovens. Aliás, o troço nem merece tal denominação. Poder-se-ia dar-lhe o neologismo "grunheto", mistura de grunhido com dialeto.

Nariz e orelhas não deixam de crescer nem mesmo quando o indivíduo torna-se adulto. Daí porque os de um idoso são maiores do que quando era jovem. 

* Interessante o contraste. Orelhas aumentam de volume, ouvidos reduzem a audição. 

E para finalizar, uma delícia do mundo animal:

Os coiotes são extremamente leais para com os seus companheiros. Se um deles for apanhado numa armadilha, o outro irá trazer-lhe pequenos animais para o alimentar e irá ensopar o seu pelo no rio para o outro beber água.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2004

sexta-feira, 15 de março de 2013

Qui-lo mas não fi-lo

midia.iplay.com.br
A esperança venceu o medo! Esta frase de enorme efeito criada pelo suprassumo das eminências marqueteiras no ápice da euforia pela vitória de Lula em 2002, incensada por uma romântica constelação de lágrimas, parecia a princípio ser o maior e mais espetacular simbolismo de catarse coletiva.

Era supostamente a tradução em três simples palavrinhas, como simples era seu inspirador, da opressão de um povo que enfim se livrava do que parecia ser uma inexpugnável barreira de infâmia bem concatenada em décadas e décadas de tirania econômica e de exploração de uma imensa quantidade de seres humanos por uns poucos gêneros de sua própria espécie.

As lágrimas de há muito já secaram, no entanto. A realidade nua e crua torna forte e incômodo como o vento do deserto o sentimento de prostração que, seguindo um traçado perverso, dá sinais tenebrosos da condução ao conformismo e à resignação pacífica e autômata.



A frase era então mentirosa, equivocada, exagerada? Não. Era natural, autêntica, mas (aí é que reside toda a engenhosidade diabólica) não era direcionada ao povão sofrido e angustiado, deduz-se hoje.



Este, no paroxismo da sedução como um coelho ante a serpente, em frenesi nas ruas e defronte às telas da TV em atitudes vigorosas de ufanismo, não percebeu o ardil de estar legitimando involuntariamente um bem concebido plano que visava retemperar seu próprio tormento.


A esperança vencera o medo, sim, das oligarquias, dos banqueiros, dos especuladores. 

Estes, com a capacidade camaleônica do mimetismo, da dissimulação, perceberam que a representatividade de Lula seria mais útil para eles do que o tucano de bico trincado que ousou arremeter-se contra organizações corporativas multinacionais, como as que produzem remédios e que se julgavam senhoras do destino inclusive de aidéticos.

Engana-se quem pensar que as lideranças petistas forjaram um belo plano de governo sem a aquiescência das elites, que encontraram espaço para protagonizarem papeis principais na política nacional sem um conteúdo bem amarrado, bem definido, mas sobretudo bem aceito pelas oligarquias.


A continuidade ainda mais insinuante daquilo que o PT combatia de modo apoplético quando nas trincheiras oposicionistas é resultante da perspicácia das raposas, que percebendo a intempérie gradual do terreiro botaram uma barbicha e se travestiram de gatinhos para ganharem o pleito do livre trânsito entre as presas.


Bom Jesus do Norte e São José do Calçado, entre inúmeros municípios brasileiros, conservam os esqueletos daquilo que seriam casas populares, cujos recursos foram intempestivamente brecados pelo governo do PT antes de sua conclusão.


Elas ilustram, apresentam um quadro em miniatura da estagnação do Brasil em todos os setores. O salário-mínimo, que seria triplicado, os 10 milhões de empregos, que seriam criados, e outras falsidades mais, acredita-se não terem sido premeditadas pelo brasileiro, pelo homem, pelo calejado e sofrido nordestino Lula. 


Ele, enquanto "povão", também foi, por assim dizer, vítima do maquiavelismo das entidades indestrutíveis. 


Mas passa da hora dele se aperceber disso, e como Jânio Quadros, mas com motivos evidentes e justos, dar adeus às forças ocultas como forma de preservar a própria dignidade antes de se tomar um fiasco histórico, pois não há solução para miséria e fome sem a destruição de monopólios e privilégios, sem abalar as estruturas da elite sacrossanta.

Qui-lo mas não fi-lo seria atá menos traumático com o consolo daquele líquido inolvidável para muitos, que come-lo-iam se se fosse sólido.


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em junho/2004