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terça-feira, 18 de junho de 2013
Interpretando a charge 15 - O gigante acordou e assusta a politicada! Que mande tentáculos para Bom Jesus e região
No início das manifestações em São Paulo, fiz um texto condenando as depredações, as badernas, além de questionar os princípios de tão grande número de pessoas resolver brigar por causa do aumento de vinte centavos de Real no preço das passagens dos ônibus, enquanto políticos roubam bilhões e quase ninguém diz nada.
Surpreendi-me muito positivamente depois com a continuidade da manifestação, que demonstrando fôlego para continuar, mostrou que não se restringia a meia dúzia de bandoleiros (sempre há em qualquer movimento) e que os R$ 0,20 foram a gota d´água a romper o dique da gigantesca onda de indignação e revolta pelas circunstâncias de um país à deriva, cercado de vagas monstruosas de corrupção, incompetência, descaso, hipocrisia, megalomania, et caterva. Melhor: espraiou-se para os quatro cantos do país.
Não esqueçam o que escrevi ao censurar os valentes com coquetéis Molotov, pedras e bombas caseiras nas mãos, porque se violência e quebra-quebra resolvessem alguma coisa, a Terra seria o paraíso universal (para os mais fortes fisicamente, claro).
Mas o que emergiu daquele casulo, inicialmente a meu ver purulento de bagunça pela bagunça, foi algo precioso, algo que parecia morto e sepultado, e que se mostra agora mais vivo do que supunha a vã filosofia da matreira política.
A resistência às práxis mais tacanhas, que até escrevi em versos como mortalmente ferida (aqui), queimou minha língua. E como é gostoso ter a língua queimada assim!
Qual Fênix, a ave lendária da mitologia grega que ressurge das cinzas, mais bela e mais forte cada vez que se cumpre seu ciclo de 500 anos de vida, a indignação mostrou sua face jovial e bela, o descontentamento apresenta-se hígido, com brios de um Sansão de compridas madeixas, o conformismo se nutre de kriptonita e se transfigura em seu antônimo, sólido como aço.
Demorou, mas veio, ardente como o vento do Saara, a reação que, sem bandeiras políticas claramente definidas, aplica um duro golpe em todas elas!
Aplica sobretudo às que se revezam há 10 anos, sejam tremulando no espectro de terra arrasada como protagonistas, ou coadjuvantes (na realidade todas, porque a rigor não há oposição com O maiúsculo)!
Ficam com as caras abestalhadas até mesmo os papas da comunicação, os marqueteiros das agremiações partidárias nutridos a ouro em pó, incompetentes e incapazes, todavia, de preverem que o pessoal do mundo virtual estava prestes a tirar o traseiro da cadeira e os olhos nos facebooks da estratosfera e se materializar no mundo real.
Está sendo um pandemônio! Políticos de variados matizes olham-se aparvalhados, perplexos, como passageiros de um Titanic de dimensões planetárias que acaba de colidir com um rochedo de gelo! Nestes terríveis momentos, cai a empáfia que os eleva ao altar da imortalidade e se instala o pânico, a certeza nua e crua da fatal mortalidade.
A charge aí em cima parece ter sido feita sob encomenda para mim. Meu texto anterior de repúdio à violência dos manifestantes é representado pelo policial subjugando um baderneiro (na charge, à esquerda); e este texto de agora tem a alegoria de um manifestante (à direita), que dentro dos limites da lei e da ordem num Estado Democrático e de Direito mostra a força da democracia e do exercício de cidadania a um policial que eventualmente esteja com intenções ditatoriais.
Sim. Ainda que mais nada aconteça, uma transformação se fez no país. Nada mais será como antes, o espectro das redes sociais rondará como zumbi as cabeceiras da entourage política e despedaçará cada fibra da sensação de impunidade e pequenez de princípios éticos.
Pensei que morreria sem ter desfrutado tamanha satisfação, que será ainda mais completa se puder presenciar algo semelhante em nossa microrregião, que vem merecendo, há décadas e décadas, um sonoro e retumbante BASTA!!!
Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant
sábado, 25 de maio de 2013
Sua máxima culpa. O que você fez hoje em favor de sua cidade e contra os maus políticos, além de reclamar?
Os problemas que atormentam as populações das cidades brasileiras poderiam ser menores não fosse a maneira tímida dessas populações fazerem valer seus direitos. Acostumamo-nos a reclamar muito e agir pouco.
Em outros países cujo povo é menos acomodado, mais exigente, os problemas tendem a ser resolvidos com rapidez, as coisas andam mais céleres porque as populações as empurram com ações cidadãs que transcendem os meros queixumes conformistas.
Os políticos se adaptaram aos reclamos sem os devidos complementos da cobrança implacável, sistemática. Criticamo-los mas eles estão pouco se lixando porque sabem que amanhã esquecemos.
Para boa parte deles, a péssima Saúde, a degradada Educação, as cidades mal conservadas, com ruas sujas e esburacadas não os atingem.
A nossa carência é o seu fausto; nossas dificuldades, suas facilidades; nossos impostos, suas mordomias, e por mais incrível que pareça, tudo de ruim somado se transforma em votos nas urnas.
Afinal, o que seria dos políticos não fossem as crônicas privações da sociedade, material inesgotável para suas propagandas mentirosas e demagogia barata? É como uma bola de neve; quanto mais demandas, mais votos obtidos com promessas.
Por que eles mudariam esse modo de ser? Para que fornecer Educação de boa qualidade, se com ela viria o esclarecimento, e com este, melhor preparo intelectual em benefício da percepção mais aguda de suas falácias, de seus engodos?
Por que razão as pessoas seriam bem atendidas no quesito Saúde, para mais adiante comprometerem as promessas milagrosas de hospitais e centros de excelência semelhantes aos melhores do mundo?
Para que teriam casas decentes, atendimento social adequado, segurança, esportes, lazer?
Tomemos como exemplo as cidades aqui do ABC Capixaba. Entram gestores, saem gestores, e o cenário pouco muda. Nada sobre nada vezes nada difere.
Quando se contempla um benefício, por mais esfuziante que seja, ele chegou anos-luz do ponto zero das necessidades, isto é, estão sempre defasadas em tudo.
Criatividade, audácia, arrojo são coisas que não se vê por aqui. Tudo é tão monótono, tão enfadonho, tão igual! Parece que a microrregião foi excluída do processo da evolução natural das espécies políticas.
Não podemos lamentar se esse ou aquele, essa ou aquela, esteja mais centrado/a nos seus próprios interesses, às benesses que o poder outorga a si e aos seus. Seria diferente se fôssemos nós os beneficiados pelas urnas?, cabe a pergunta desconcertante, o álibi perfeito deles.
É necessária mudança de postura. Dentro dos limites da Lei, tem de haver barulho, movimentos de protestos, atitudes em defesa da cidadania, com fôlego para espraiar-se além fronteiras.
Um posto de saúde abandonado mesmo antes de ser utilizado? Protestem-se ruidosamente, batam-se latas e soprem-se apitos até que um construtor apareça no local;
Um mau atendimento? Retumbem-se coletivamente a indignação;
Um buraco na rua? Coloquem-se nele placa de "comemoração de aniversário", que é um rabo de papel simbólico nos traseiros dos responsáveis;
Uma promessa não cumprida? Encham-se-lhes a paciência com a palavra de ordem “mentiroso/a”.
Um remédio básico que falta? Protestem-se veementemente nas proximidades dos locais de distribuição, ou melhor, de não-distribuição.
E assim por diante.
E quando futuramente couber um cargo público a um não-político hoje, procurar estabelecer coerência e não ser como macarrão (duro só quando fora da panela), intuir que ali está uma dádiva dos céus para que se torne mais trabalhador, mais comprometido com sua terra, mais honesto e mais ético.
Autor: José Henrique Vaillant
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Duelos em Itabapoana Valley, 2012, octobre - won two men, two women
Apiacá City
O velho pistoleiro Keres Joseph amanheceu com a expectative da desforra.
Ele, que ganhou o duelo em 2008 de Betin the Kid, mas não pôde desfrutar por ter sido afastado pelo Xerife Superior Eleitoral, desta vez não podia confrontar-se com o rival diretamente, já que foi suspenso por eight years seu direito de duelar.
Então Keres Joseph cerrou fileiras ao lado de Carl Magnum Oliver, mais conhecido como KK (Killer Killer), oferecendo a este sua experience para ajudar a liquidar Betin.
Mas Betin também havia reforçado suas hostes com o temível pistoleiro Allan Dirck, que havia dominado Apiacá City em outras ocasiões, e como Keres Josef, acumulou large experience em combates.
Mas Betin também havia reforçado suas hostes com o temível pistoleiro Allan Dirck, que havia dominado Apiacá City em outras ocasiões, e como Keres Josef, acumulou large experience em combates.
Ao fim do bang-bang, Betin the Kid e Allan Dirck festejaram uma vitória que, embora difícil, não foi tão sangrenta como a de 2008, quando Keres Joseph o venceu mas tombou frente à Electoral Justice, que alegou suposta adulteração nos canos de suas pistolas naquele renhido combate.
No condado de Good the North Jesus eu previ que o clã Umbert Mess não iria desunir-se e guerrear entre si. E acertei.
No condado de Good the North Jesus eu previ que o clã Umbert Mess não iria desunir-se e guerrear entre si. E acertei.
Por outro lado, imagino o grau de tensão interna que levou Ubald Sea Tins, brother de Umbert, a liderar a tropa onde o seu sobrinho, Mark Mess, desempenhou o papel secundário, já que não era segredo que Umbert queria porque queria o filho Mark como protagonista principal.
But the union of family, como eu havia antevisto, prevaleceu, com Ubald Sea Tins e Mark Mess multiplicando forças para encararem o valentão Pedro Keys.
Keys era um adversário mais temido do que o grisalho Doctor Ad Masterson (El Gringo), já que este, que havia derrotado o próprio Mark Mess em 2008, não estava agradando na gestão de Good the North Jesus.
Keys era um adversário mais temido do que o grisalho Doctor Ad Masterson (El Gringo), já que este, que havia derrotado o próprio Mark Mess em 2008, não estava agradando na gestão de Good the North Jesus.
Enfraquecido perante os electores, Ad Masterson exigiria menos munição e escaramuças de Ubald e Mark, que o aniquilariam mais facilmente.
A ilusão da fácil batalha desvaneceu-se quando Ad Masterson foi afastado das functions cerca de six months before de completar o mandate, quando Keys, que era o vice, assumiu.
Este, que já era bom de briga, fortaleceu-se com a oportunidade, não a desperdiçando; em pouquísimo time, o condado desenvolveu-se com forte intensidade.
Além disso, Keys havia se aliado ao experiente pistoleiro e médico Ted Elbah Tist, fatos que pareciam indicar que mais four years como xerife pareciam favas contadas em favor de Pedro Keys.
Só que Ted Elbah Tist não pôde ele próprio ficar na linha de frente juntamente com Pedro Keys, o que conferiria precisão cirúrgica nos disparos contra os adversários.
Só que Ted Elbah Tist não pôde ele próprio ficar na linha de frente juntamente com Pedro Keys, o que conferiria precisão cirúrgica nos disparos contra os adversários.
Ted foi obrigado a enviar em seu lugar o jovem filho Djangorson, que evidentemente não possui a mesma experience, embora tenha demonstrado coragem e good potential.
Mas foi um duelo interessante, que exigiu de Ubald, Umbert e Mark amplo encadeamento de forças, as mais díspares, para vencerem.
Em Good the Itabapoana Jesus, five contenders prepararam-se para a guerra, mas apenas four tinham chances.
Mas foi um duelo interessante, que exigiu de Ubald, Umbert e Mark amplo encadeamento de forças, as mais díspares, para vencerem.
Em Good the Itabapoana Jesus, five contenders prepararam-se para a guerra, mas apenas four tinham chances.
Marcel Linn, que além de não levar o menor jeito para cowboy, entrou na disputa com uma garrucha enferrujada, o que o alijou da disputa figurativamente antes mesmo de iniciada.
O old man Paul Port, bem como o young, Sam Júnior, tiveram bom desempenho mas também falharam.
O old man Paul Port, bem como o young, Sam Júnior, tiveram bom desempenho mas também falharam.
Não reuniram condições de duelar de igual para igual com as duas forças amparadas pelo atual governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy.
Falo respectivamente da vencedora White Mott e do segundo colocado, que foi o representante de Paul Cyrill.
Interessante é que pouco antes da disputa, the Justice havia impedido o próprio Cyrill de duelar.
Interessante é que pouco antes da disputa, the Justice havia impedido o próprio Cyrill de duelar.
Mas ele cedeu seu Colt para Robert Tatoo numa última e desesperada tentativa de se fazer representar na contenda.
E quase deu certo. White Mott disparou meros 108 tiros a mais que Tatoo.
Já em San José del Calçado, o pistoleiro barbudo Joseph Carl provou do próprio veneno.
Já em San José del Calçado, o pistoleiro barbudo Joseph Carl provou do próprio veneno.
Em 2008 Carl ganhou a disputa quase que por milagre do lendário Blue Eyes All Mars.
A vitória de All Mars naquela oportunidade parecia tão certa, que ao tombar por escassos tirinhos que Carl deu a mais, All Mars perguntou, agonizante: - who are you?
E agora, a vingança de All Mars foi executada por uma woman, igualmente com parcas balas de diferença.
E agora, a vingança de All Mars foi executada por uma woman, igualmente com parcas balas de diferença.
Lili Ann, esposa do ex-xerife Jeff Spad Bulls lançou-se na disputa, onde concorria ainda o ex-amigo de Carl, Tin Ben.
Mas Tin Ben não reunia grandes chances, ficando o duelo restrito mesmo a Lili Ann e Joseph Carl.
No final, ao receber exíguos 119 tiros a mais, Joseph Carl, desta feita como vítima, já nos estertores, disse a Lili Ann:
- You are pretty. Needed to be so cruel? (Você é bonita. Precisava ser tão cruel?).
Good luck to all.
Good luck to all.
Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em dezembro/2012
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Política com competência, honestidade e idealismo é possível; o diabo é encontrar quem tenha estas condições reunidas!
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| A Vênus de Milo ou Vénus de Milo é uma estátua da Grécia Antiga pertencente ao acervo do Museu do Louvre, situado em Paris, França. (Wikipédia) |
Na composição dos nomes, pelos pontapés iniciais que se assistem, será aquele joguinho manjado, enfadonho: jogadores medíocres que tratam a redondinha nas canelas suarão a camisa num esforço para convencerem a platéia de que batem um bolão, de que possuem algum talento para o jogo tão importante de quatro anos.
Pessoas que beiravam as raias da inimizade pessoal por desavenças políticas acenam com a possibilidade de reconciliação e composição grupal em nome do “interesse público" (realcem-se as aspas).
Gente despreparada, desqualificada, incompetente, cujo dicionário ressente-se das palavras trabalho, dedicação e sinceridade pulula feito vagalume num frenesi histérico ante o festim diabólico significado pela aceitação de seu nome para a disputa de cargos majoritários.
Para gerir a coisa pública, boa parte destes têm a mesma capacidade administrativa, o mesmo talento que a Vênus de Milo para jogar basquete.
Numa era de declínio moral, em que a pessoa, o ser, vale o quanto tem no banco, na política vale tanto quanto o total de votos é capaz de acumular, independentemente da forma que o faz.
Mas pessoas sérias, honestas, competentes, que não possuem a chamada "representatividade política" independentemente do porquê não a tem, são ignoradas solenemente nestas composições.
Didatismo mais claro: um candidato preferirá estar acompanhado de alguém que somará a maior quantidade de votos, ainda que este alguém seja absolutamente incapaz
de pensar além do próprio ego, tacanho na forma e no conteúdo, tosco no estilo e nos princípios.
Convocará seus auxiliares de acordo com o resultado das urnas e dos seus compromissos pessoais, quase nunca estimulado pela competência, pelo ideal público.
Os resultados, como não poderiam deixar de ser, serão como sempre serviços públicos ruins, corrupção, inércia administrativa.
O que alenta é que em meio aos maus existem os bons, claro, como em qualquer atividade.
Mas estes bons precisariam ter a capacidade hercúlea, a disposição e a coragem de enfrentarem um sistema político viciado, anacrônico, na tentativa de conferirem à sua trajetória o ideário acima intitulado.
Nas duas Bom Jesus, em Apiacá e em São Jose do Calçado, para nos atermos apenas à esta microrregião, existem nomes nos quadros públicos e nos privados que poderiam ser aproveitados em prol de gestões profissionais, consequentes, qualificadas.
Suas excelências, os respectivos prefeitos e outras lideranças poderiam muito bem tornarem-se vanguardistas da modernidade, artífices do esmagamento impiedoso do velho paradigma que premia o patético, o inerme e o incompetente em detrimento da capacidade intelectual e produtiva.
A quebra deste paradigma deveria ser tão completa a ponto de conferir autoridade e exigência de desempenho à figura hoje decorativa do vice-prefeito ou da vice-prefeita.
Desnecessário o esmero de chegar-se a colocar retratos destes ou destas nas paredes públicas. Todavia, um mínimo de preparo e de idealismo à causa pública deveria ser deles exigido, tornando-os merecedores do bom salário que auferirão.
Uma administração congregada em competência e praticidade, assentada nos alicerces do amor pela por seus municípios é possível, sim.
Mas exige desejo de mudanças por parte dos caudatários da banalidade e da mistificação, que flertam e apostam sempre na ignorância de um povo, fazendo do sonho deste povo um meio de vida.
Vejamos quem se levantará em triunfo destes escombros, sacudindo a fuligem e colocando determinado (a) as luvas da reconstrução do civismo, da moralidade e da ética.
Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2007
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Duelos em Itabapoana Valley - a saga continua
As próximas elections para prefect em Itabapoana Valley prometem.
Mocinhos e mocinhas azeitam Colts, Smiths & Wessons e Winchesters, lustram botas e esporas, reformatam chapéus de cowboy, cosem espartilhos e vestidões vaporosos.
Preparam-se o melhor que podem para enfrentarem o duelo que se anuncia encarniçado, sanguinolento.
Em Good of the North Jesus dão-se como certos tree contenders.
Em Good of the North Jesus dão-se como certos tree contenders.
Os que desconhecem o modus faciendi (uma pitada de Latim no Portinglês, eh, eh,) do clã Umbert Mess podem prever four contenders, se considerarem um provável racha no seio da traditional family e esta se fizer representar por two candidats: o jovem Mark Mess, filho de Umbert, e Ubald Sea Tins, brother, tio de Mark.
Mas é tolice dar isso como certo, já que eles podem até guerrearem entre si nos bastidores, fazerem ameaças veladas ou reveladas de rompimento, but no end unem os laços e saem juntos à caça dos electores.
Assim, vislumbro o seguinte cenário nas pradarias de Good of the North Jesus:
Assim, vislumbro o seguinte cenário nas pradarias de Good of the North Jesus:
Mark Mess or Ubald Sea Tins, de um lado; de outro, Doctor Ad Masterson, que tentará se reeleger; e um terceiro, que assim de longe não consigo visualizar.
Será woman? Talvez, quem sabe. Aqui no condado não há quem desconheça o gatilho eficaz de Silvie Regine. Mas também pode ser outro man, probably o atual vice Pedro Keys, também um eficiente pistoleiro.
Em Good the Itabapoana Jesus, White Mott, a xerife atual, é candidatíssima à reelection, objetivo que a levará, probably, a ter de duelar com Paul Ciryll (se este contar com a mira providencial de um judge qualquer para romper a corda que o tornou inelegível.
Em Good the Itabapoana Jesus, White Mott, a xerife atual, é candidatíssima à reelection, objetivo que a levará, probably, a ter de duelar com Paul Ciryll (se este contar com a mira providencial de um judge qualquer para romper a corda que o tornou inelegível.
Terá de enfrentar também Sam Júnior, armado até os dentes, e provavelmente até o velho pistoleiro Paul Port, que alguns apostam tentará um retorno triunfal.
Ali a escaramuça deverá se revelar de maior ferocidade porque dois dos mais temidos valentões do velho Sudeste travarão uma guerra particular, embora indireta.
Inimigos figadais (amável leitor, graciosa leitora, não errei. O termo não é fidagal, de fidalgo, mas figadal mesmo, de fígado. Aprendi lendo Augusto Nunes, da Veja, que por sua vez aprendeu com aquele que rivalizava com Camões no Português escorreito: o ex-presidente Jânio Quadros).
Inimigos figadais (amável leitor, graciosa leitora, não errei. O termo não é fidagal, de fidalgo, mas figadal mesmo, de fígado. Aprendi lendo Augusto Nunes, da Veja, que por sua vez aprendeu com aquele que rivalizava com Camões no Português escorreito: o ex-presidente Jânio Quadros).
Mas ia dizendo: inimigos figadais, é bem provável que o governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy municiem com enorme generosidade seus pupilos White Mott e Paul Cyrill, respectivamente.
San José del Calçado deverá ter o atual Joseph Carl duelando com o anterior do anterior, Jeff Spad Bulls.
San José del Calçado deverá ter o atual Joseph Carl duelando com o anterior do anterior, Jeff Spad Bulls.
Ali a tarefa de ambos pode ser considerada mais tranquila porque provavelmente não haverá o terceiro, que muito provavelmente seria fatal a ambos: o perigoso Warley Lobo Texan, assassinado, diz a Justice, a mando do anterior, Blue Eyes All Mars.
Digo perigoso porque Warley era uma raposa política, sujeito inteligente, determinado. Não por acaso tinha o sobrenome Lobo, e estava caindo de maduro para exercer o principal cargo executivo da bela San José.
Betin the Kid, o atual de Apiacá City, sempre se revelou um pistoleiro implacável, bom de briga. Seu adversário no duelo anterior, Keres Joseph, que o diga.
Betin the Kid, o atual de Apiacá City, sempre se revelou um pistoleiro implacável, bom de briga. Seu adversário no duelo anterior, Keres Joseph, que o diga.
Este não perdeu a contenda no tempo regulamentar daquela guerra feroz por milagre. Porém, não resistiu à terrível investida na prorrogação, quando Betin the Kid desferiu-lhe um tiro mortal ajudado pela mira telescópica da Electoral Justice.
Mas para alguns correligionários, Betin mudou-se para a região mais povoada da alma, que é a ingratidão.
Inclusive seu vice, Carl Magnum Oliver, vulgo KK (Kid Killer), teria rompido relactions e deverá ser o seu mais ferrenho contendor na disputa.
Desconheço se haverá um terceiro duelista em condições de sacar com um mínimo de agilidade naquelas paragens.
Summary of the opera:
A briga vai ser boa. Depois, é torcer para que os vencedores aprimorem os espíritos beligerantes para enfrentarem desafios ainda mais ousados, que são os big problems que afligem os moradores de Itabapoana Valley.
The guns is on the table.
Summary of the opera:
A briga vai ser boa. Depois, é torcer para que os vencedores aprimorem os espíritos beligerantes para enfrentarem desafios ainda mais ousados, que são os big problems que afligem os moradores de Itabapoana Valley.
The guns is on the table.
Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em novembro/2011
Duelos em Itabapoana Valley
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| elisa2010.centerblog.net |
Remember das últimas elections por estas bandas? Quanta surprise!
Comecemos por Good of the Itabapoana Jesus:
Neste lugar o duelo foi de mentirinha.
Embora três fossem os postulantes ao desafio, two men and one woman, na verdade o confronto estava polarizado entreLady White Mott e Paul Cyril.
Mas o xerife superior eleitoral não quis 0 duelo entre ambos, alegando pendência administrativa dos dois. Retirou a munição de suas armas e colocou no lugar balas de borracha.
Por isso nenhum deles foi abatido, o que fez Paul Cyril ficar mais inconsolável do que White, pois havia acumulado 51 balas a mais que a adversária.
Por isso nenhum deles foi abatido, o que fez Paul Cyril ficar mais inconsolável do que White, pois havia acumulado 51 balas a mais que a adversária.
Parece que haverá novo combate entre novos contendores.
Apiacá City:
Apiacá City:
Quase que Betin the Kid consegue transpor a última fortaleza guardada firmemente por Keres Joseph.
Em meio a uma saraivada de balas que Betin the Kid disparava implacavelmente, Keres Joseph se defendia à la Gandhi: - nós somos o “team of the good”; perdoai-o, ele não sabe o que faz.
Mas quase que seu time perde, porque Betin se mostrou sempre bom de mira.
No duelo final de colts contra lenços brancos, fogo pesado
passou raspando, mas Keres Joseph respirou aliviado, tremendo de susto até a última urna. Saiu bem amarrotado, mas ileso. Ufa!
Em Good of the North Jesus, o jovem Mark Mess comandava o mesmo batalhão que dera incontáveis vitórias ao clã a que pertence.
passou raspando, mas Keres Joseph respirou aliviado, tremendo de susto até a última urna. Saiu bem amarrotado, mas ileso. Ufa!
Em Good of the North Jesus, o jovem Mark Mess comandava o mesmo batalhão que dera incontáveis vitórias ao clã a que pertence.
E com esta respeitabilíssima força de combate, Mess
saboreava no transcorrer da disputa a delícia das pesquisas, que apontavam como praticamente morto e sepultado o seu adversário Doctor Ad Masterson, também conhecido como “el gringo”.
Com paciência de Jó, uma conversa atraente e distribuição de abraços tão fraternais que comoviam até os paralelepípedos,Ad Masterson conseguiu reverter as pesquisas nos últimos dias.
saboreava no transcorrer da disputa a delícia das pesquisas, que apontavam como praticamente morto e sepultado o seu adversário Doctor Ad Masterson, também conhecido como “el gringo”.
Com paciência de Jó, uma conversa atraente e distribuição de abraços tão fraternais que comoviam até os paralelepípedos,Ad Masterson conseguiu reverter as pesquisas nos últimos dias.
Foi aí que Mess, seriamente preocupado, entendeu que algo de extraordinário tinha de ser feito.
Reuniu, segundo estimativas, cerca de 1.500 pessoas para uma passeata pelas pradarias de Good of the North Jesus a fim de ostentar uma provável incongruência das
pesquisas e arrebanhar os indecisos.
Reuniu, segundo estimativas, cerca de 1.500 pessoas para uma passeata pelas pradarias de Good of the North Jesus a fim de ostentar uma provável incongruência das
pesquisas e arrebanhar os indecisos.
Mas já era tarde, seu destino estava irremediavelmente selado.
O magnetismo de Ad Masterson havia sido inoculado em muitos seguidores de Mess.
Estes seguidores, devidamente enfeitiçados por Doctor Ad Masterson continuaram dissimuladamente nas forças de Mark Mess, dizem as línguas ferinas, como um ardil para iludi-lo até o último minuto da contenda.
E na hora H concluíram a traição com tiros de calibre 45 pelas costas.
Em San Rose del Calçado, Joseph Carl começou a campanha com traço nas pesquisas, e 0 seu oponente Blue Eyes Al Mars jamais poderia imaginar resultado diferente de um retumbante massacre do adversário, tamanha a disparidade de forças.
Em San Rose del Calçado, Joseph Carl começou a campanha com traço nas pesquisas, e 0 seu oponente Blue Eyes Al Mars jamais poderia imaginar resultado diferente de um retumbante massacre do adversário, tamanha a disparidade de forças.
Blue Eyes ganhava notoriedade pelo gatilho nervoso, que atirava sem parar. Seus feitos contra a vilania do bandoleiro Ostracismo foram notáveis!
Tal como ocorreu com Bonnie & Clyde, Ostracismo e sua assecla Estagnação haviam tombado já há algum tempo em meio a uma saraivada de realizações do laborioso Blue Eyes Al Mars.
Mas Joseph Carl se mostrou um bom estrategista no combate, mestre no elemento surpresa.
Mas Joseph Carl se mostrou um bom estrategista no combate, mestre no elemento surpresa.
Praticamente ignorado pelo adversário, Carl discretamente mobilizava os insatisfeitos, como por exemplo muitos servidores indignados com o pequeno soldo que recebiam da prefeitura, menor do que o mínimo estipulado em Brazil country.
E Blue Eyes, atingido mortalmente no duelo final, só faltou balbuciar como o personagem de Henry Fonda, nos últimos estertores, frente ao de Charles Bronson, seu algoz, no épico do diretor Sergio Leone “Era uma vez no oeste”:
- Who are you?
Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em outubro/2008
Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em outubro/2008
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Déficits municipais: todos sabem, poucos veem. Ou, cada prefeito que entra proclama herança maldita, mas deixa também a sua
Em Contabilidade, uma das primeiras lições que o estudante aprende, um tanto incompreensível, é a de que tudo o que entra é débito e tudo o que sai é crédito da conta ou rubrica a que se esteja referindo.
A débito da conta "Caixa", por exemplo, é feito o lançamento dos valores que entram e o crédito dos que saem.
Esta é uma curiosidade do mundo dos números, dos conceitos teóricos, da mesma forma que "prêmio" num contrato de seguro não é o que se recebe como indenização do sinistro, mas o que se paga pela apólice.
Manipular a Contabilidade e fazer dela um instrumento para ludibriar pessoas e instituições tornou-se rotina no Brasil. Maquiagem de balanços e manipulação dos números visando a sonegação de impostos são práticas comuns de poucas exceções acobertadas por uma ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, mas extremamente vulnerável e inerte às maquinações do homem.
Manipular a Contabilidade e fazer dela um instrumento para ludibriar pessoas e instituições tornou-se rotina no Brasil. Maquiagem de balanços e manipulação dos números visando a sonegação de impostos são práticas comuns de poucas exceções acobertadas por uma ciência que estuda e pratica as funções de orientação, controle e registro dos atos e fatos de uma administração econômica, mas extremamente vulnerável e inerte às maquinações do homem.
Também, esse negócio de considerar débito um ativo e crédito um passivo não é mesmo coisa de se levar a sério...
Se os números oficiais são muitas vezes forjados visando fornecer uma imagem simpática de determinada empresa ao grande público, ainda que fictícia, imagine os não-oficiais.
Se os números oficiais são muitas vezes forjados visando fornecer uma imagem simpática de determinada empresa ao grande público, ainda que fictícia, imagine os não-oficiais.
É o que se tem percebido nestes primeiros meses a respeito dos déficits encontrados por grande parte das novas administrações municipais, exceto pelas reeleitas, evidentemente.
Aqui mesmo na região, administradores se arvoram em propalar os rombos herdados dos antecessores, numa algazarra que parece refletir mais satisfação que inquietação, com os números balouçando ao sabor do vento de acordo com os interesses de cada um.
Se o antecessor era um adversário mais simpático, atribui-se-lhe um número melhor digerível; se era um contendor renitente, um ranheta ou inimigo, carregam-se nos algarismos.
O intuito parece que não tem sido informar, mas difamar. O objetivo não é esclarecer, a estratégia é confundir. Quanto mais alarmante e de maior alarido for o montante do déficit, melhor para o "herói" ou para a "heroína" que estoicamente conseguirá saneá-lo.
O intuito parece que não tem sido informar, mas difamar. O objetivo não é esclarecer, a estratégia é confundir. Quanto mais alarmante e de maior alarido for o montante do déficit, melhor para o "herói" ou para a "heroína" que estoicamente conseguirá saneá-lo.
Na pior das hipóteses, já é uma desculpa antecipada por eventuais fracassos ou incapacidade gerencial. Dívidas que sequer estão vencidas, recomposições e renovações creditícias, ainda que lastreadas na arrecadação, previstas nos orçamentos, muitas vezes são englobadas pelo total das parcelas vincendas por absoluta má-fé, apenas para robustecer os números.
É sintomático que não convoquem a imprensa para prestarem informações oficiais, tim-tim por tim-tim, caso a caso, conta a conta. Isso não interessa, da mesma forma que divulgar os bons resultados porventura encontrados, nem pensar.
Não é segredo que a maioria dos estados e dos municípios brasileiros só trabalha no vermelho. Déficits, contas pendentes, atrasos são rotina.
Não é segredo que a maioria dos estados e dos municípios brasileiros só trabalha no vermelho. Déficits, contas pendentes, atrasos são rotina.
As pessoas que hoje têm o poder e que o tenham exercido antes sabem como é o aperto e até podem ter deixado no passado os seus números negativos também.
Mas há que separar o joio do trigo, tudo tem de ser proporcional. Se um município tem um déficit incompatível com o seu tamanho, com a dimensão de sua atividade econômica, com as obras e outros benefícios realizados aquém dos recursos recebidos para tais fins, o indício de crime é forte. E aí existe a Lei, que também, estranhamente, de pouco se valem.
Este deveria ser o desafio de cada prefeito. Auditar a casa com seriedade, trazer à baila os números genuínos, mostrar a real situação de seu município seria simples e denotaria sinceridade, autenticidade de intentos.
Este deveria ser o desafio de cada prefeito. Auditar a casa com seriedade, trazer à baila os números genuínos, mostrar a real situação de seu município seria simples e denotaria sinceridade, autenticidade de intentos.
Querer jogar bonito para a galera sem razão para as firulas, além de ridículo é um desserviço ao seu estado ou ao seu município.
Uma cruzada pelo resgate da Contabilidade, uma ciência que tem de ser exata a despeito das inexatidões de princípios éticos.
Uma cruzada pelo resgate da Contabilidade, uma ciência que tem de ser exata a despeito das inexatidões de princípios éticos.
Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em fevereiro/2001
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