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Mostrando postagens com marcador Bom Jesus. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mobilidade urbana em Bom Jesus: Bonjesino acha que os políticos da terrinha estão se mexendo, como seus congêneres de Brasília. Tola ilusão, acho eu

Lamento dizer, mas não acredito que as manifestações meio barro, meio tijolo, em Bom Jesus, foram
capazes de sacudir as estruturas do provincianismo político, suas decenárias idiossincrasias
e o modus faciendi ultrapassado, canhestro, de gestão pública

A ponte sobre o Rio Itabapoana (foto), que os ingleses construíram no início do século passado mais para tráfego de carroças de tração animal, unindo Bom Jesus do Norte (Extremo-Sul Capixaba) e Bom Jesus do Itabapoana (Noroeste Fluminense), hoje suporta o pesado trânsito de bólidos guiados por GPSs e que manobram sozinhos nas vagas de estacionamento.

Diria alguém não conhecedor das duas cidades, que naturalmente a ponte veio tendo ampliações ao longo do tempo, adequando-se gradativamente à medida das necessidades pelo aumento constante do tráfego.

Ledo engano. Ao contrário, ela ficou mais estreita para os veículos devido à construção de duas passagens para pedestres na década de 1970, se não me falha a memória! 

Adivinhem como está o trânsito sobre a acanhadíssima ponte,  atualmente, em especial nos horários do rush...

Hoje em dia todo mundo tem acesso ao carrão financiado em trocentas vezes, com preços reduzidos por renúncias fiscais do socialismo tupiniquim. 

Só que os çábios, com c e com cedilha, não atentaram para o simples fato de que teriam também de investirem em estrutura viária onde esses veículos pudessem trafegar.

Resultado: todo mundo tem carro, mas não tem como usá-lo de forma desejável, principalmente nas cidades, sem estresse, sem engarrafamentos monstruosos.

Como dizia Ulisses Guimarães, político só tem medo de povo.  De povo que reivindica, que faz pressão, bem dito. 

E depois destas últimas pressões – e que pressões!, a politicada está igual manada sem rumo, galopando em círculos, entrando em qualquer porteira que vê aberta.

Estão prometendo ao povão até revogar a lei da gravidade;  inclusive, já anunciaram a liberação de R$ 50 bilhões para mobilidade urbana.

Diria Bonjesino, o meu personagem apaixonado pelos políticos da terrinha, que os prefeitos daqui já estão unidos entre si, e articulam com suas respectivas representatividades em níveis estadual e federal para viabilizarem a construção da 2ª ponte urbana.

Guardando uma estratégica e cautelar distância de Bonjesino, em verdade vos digo:

Em 2016, ano das próximas eleições municipais, com certeza ouviremos nos palanques as mesmas promessas, os mesmos tatibitates com os quais há décadas tratam de assunto tão importante para ambos os municípios e seus quase 50 mil habitantes, somados, fora as populações de municípios adjacentes e de outras plagas, em trânsito, numa região fronteiriça entre dois dos mais destacados Estados da Federação.   

Autor: José Henrique Vaillant

quinta-feira, 20 de junho de 2013

"O governo não é a solução, é o problema"; e as manifestações não são o problema, são a solução!


O pedaço do título entre aspas é uma famosa frase do ex-presidente norte-americano, Ronald Reagan (1911/2004). 

Pior para nós é que o atual governo brasileiro não é apenas o problema, é o problemão! 

Absurdamente caro, ruim e inepto, é o vice-campeão na quantidade de ministérios (39), só perdendo para o garboso Congo (40) por apenas "um gol", no fim do segundo tempo da prorrogação!

É ministro batendo cabeça com ministro, e das concussões cerebrais daí advindas, o Brasil entrou em coma!

O Banco Mundial listou os 10 países campeões em carga tributária. Sabem quem é o campeoníssimo absoluto? 

Sim, "é nóis"! 

Segundo o Banco, o Brasil é o país em que as empresas precisam trabalhar mais horas para pagar os impostos. 

Uma empresa média tem de trabalhar 2.600 horas, colocando o país na 183ª posição no ranking mundial - último lugar (aqui).

A Bolívia, segunda pior colocada em 2011, 1.080 horas, menos da metade!

Diria a vizinha gorda e patusca de alguém na Ucrânia (país que é o 10º colocado - 657 horas) que o brasileiro deve ser o povo mais bem atendido no serviço público em nível mundial, quiçá planetário.

E qual não deve ser o tamanho da estupefação dessa ucraniana, olhos arregalados na TV e nas redes sociais, no estupor do assombro, vendo as manifestações de quem possui uma saúde pública impecável, a melhor Educação e segurança total!

Na cabeça da ucraniana deve passar um filme do genial sistema de transporte coletivo brasileiro, onde todos viajam sentados nas poltronas estofadas de ônibus moderníssimos, que trafegam em vias elevatórias exclusivas, cujo trajeto de Santa Cruz ao Centro do Rio de Janeiro dura apenas 30 minutos, em viagem direta, os passageiros sentindo a brisa refrescante do ar condicionado e ouvindo música ambiente suave e relaxante. Tudo a 1 Real!

Ela contemplaria Bom Jesus do Itabapoana pela Internet e sentiria inveja da praça Governador Portela, pensando lá com seus botões que, pela exuberância da praça, coerentemente nossos hospitais (no plural majestoso) só não podem realizar o que Jesus Cristo fez a Lázaro, ou seja, ressuscitar defuntos.

Vendo estádios cinematográficos - padrão Fifa, e tanta ostentação dos próprios públicos, a vizinha patusca perguntaria: Que diabos esse povo quer mais?

Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

terça-feira, 18 de junho de 2013

Interpretando a charge 15 - O gigante acordou e assusta a politicada! Que mande tentáculos para Bom Jesus e região


No início das manifestações em São Paulo, fiz um texto condenando as depredações, as badernas, além de questionar os princípios de tão grande número de pessoas resolver brigar por causa do aumento de vinte centavos de Real no preço das passagens dos ônibus, enquanto políticos roubam bilhões e quase ninguém diz nada.

Surpreendi-me muito positivamente depois com a continuidade da manifestação, que demonstrando fôlego para continuar, mostrou que não se restringia a meia dúzia de bandoleiros (sempre há em qualquer movimento) e que os R$ 0,20 foram a gota d´água a romper o dique da gigantesca onda de indignação e revolta pelas circunstâncias de um país à deriva, cercado de vagas monstruosas de corrupção, incompetência, descaso, hipocrisia, megalomania, et caterva. Melhor: espraiou-se para os quatro cantos do país.

Não esqueçam o que escrevi ao censurar os valentes com coquetéis Molotov, pedras e bombas caseiras nas mãos, porque se violência e quebra-quebra resolvessem alguma coisa, a Terra seria o paraíso universal  (para os mais fortes fisicamente, claro).

Mas o que emergiu daquele casulo, inicialmente a meu ver purulento de bagunça pela bagunça, foi algo precioso, algo que parecia morto e sepultado, e que se mostra agora mais vivo do que supunha a vã filosofia da matreira política.

A resistência às práxis mais tacanhas, que até escrevi em versos como mortalmente ferida (aqui), queimou minha língua. E como é gostoso ter a língua queimada assim! 

Qual Fênix, a ave lendária da mitologia grega que ressurge das cinzas, mais bela e mais forte cada vez que se cumpre seu ciclo de 500 anos de vida, a indignação mostrou sua face jovial e bela, o descontentamento apresenta-se hígido, com brios de um Sansão de compridas madeixas, o conformismo se nutre de kriptonita e se transfigura em seu antônimo, sólido como aço.

Demorou, mas veio, ardente como o vento do Saara, a reação que, sem bandeiras políticas claramente definidas, aplica um duro golpe em todas elas!

Aplica sobretudo às que se revezam há 10 anos, sejam tremulando no espectro de terra arrasada como protagonistas, ou coadjuvantes (na realidade todas, porque a rigor não há oposição com O maiúsculo)!

Ficam com as caras abestalhadas até mesmo os papas da comunicação, os marqueteiros das agremiações partidárias nutridos a ouro em pó, incompetentes e incapazes, todavia, de preverem que o pessoal do mundo virtual estava prestes a tirar o traseiro da cadeira e os olhos nos facebooks da estratosfera e se materializar no mundo real.

Está sendo um pandemônio! Políticos de variados matizes olham-se aparvalhados, perplexos, como passageiros de um Titanic de dimensões planetárias que acaba de colidir com um rochedo de gelo! Nestes terríveis momentos, cai a empáfia que os eleva ao altar da imortalidade e se instala o pânico, a certeza nua e crua da fatal mortalidade.

A charge aí em cima parece ter sido feita sob encomenda para mim. Meu texto anterior de repúdio à violência dos manifestantes é representado pelo policial subjugando um baderneiro (na charge, à esquerda); e este texto de agora tem a alegoria de um manifestante (à direita), que dentro dos limites da lei e da ordem num Estado Democrático e de Direito mostra a força da democracia e do exercício de cidadania a um policial que eventualmente esteja com intenções ditatoriais.

Sim. Ainda que mais nada aconteça, uma transformação se fez no país. Nada mais será como antes, o espectro das redes sociais rondará como zumbi as cabeceiras da entourage política e despedaçará cada fibra da sensação de impunidade e pequenez de princípios éticos. 

Pensei que morreria sem ter desfrutado tamanha satisfação, que será ainda mais completa se puder presenciar algo semelhante em nossa microrregião, que vem merecendo, há décadas e décadas, um sonoro e retumbante BASTA!!!    

Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

terça-feira, 28 de maio de 2013

A gente não tem hospital, mas que importa? Temos bolsa família...

Vendo as imagens das filas quilométricas que se formaram nas agências
da CEF quando do boato da extinção do Bolsa Família, deu para perceber
que nem todos necessitam do benefício, que deveria contemplar apenas
as pessoas circunscritas em contextos semelhantes ao desta
ilustração, copiada de guebala.blogspot.com 
A Caixa Econômica Federal, todos sabem, liberou antecipadamente o pagamento do bolsa família de junho. 

Mas não avisou ninguém, daí a boataria de que o dinheiro extra seria uma compensação pela suposta extinção do programa.

As consequências, todos viram, foram filas quilométricas nas agências do banco, felizmente não descambando para intercorrências trágicas.

Não vou tecer considerações sobre o episódio em si - mais uma lambança do governo "dus cumpanhêro" -, mas sobre a imagem sem retoques propiciada, de a quantas anda o assistencialismo desenfreado, vale umas palavrinhas.

Ontem fui a Itaperuna. Entre outras coisas, entrei numa farmácia para comprar goma de nicotina, e conversando com o atendente, que disse conhecer pouco Bom Jesus, ele perguntou sobre "os hospitais daqui".

Num primeiro momento pensei que estava de sacanagem, mas depois entendi que não. Ele realmente tinha ouvido falar, em priscas eras que bem longe vão, de que Bom Jesus possuía três hospitais relativamente bem equipados. 

- Um deles nada ficava a dever ao seu São José do Avaí. Até mesmo gente de Itaperuna ia tratar-se no São Vicente de Paulo, já ouviu esse nome?, perguntei.

- Claro, claro, afirmou. E como está atualmente?

- Só restou meio.

- Como?

- Isso que você ouviu. Dos três que tínhamos, dois acabaram nos ignotos desígnios da fatalidade, e o São Vicente está vai, não vai. 

- Aí fica difícil, não é?

- Difícil? Trágico, você quer dizer...

Depois, já em casa, vendo as imagens e alguns vídeos das multidões desesperadas nos caixas eletrônicos, liguei uma coisa a outra. Não há hospitais, mas um dinheirinho no bolso relativiza isso.

Uma mulher reclamava que os R$ 134 que recebe mensalmente há oito anos são poucos. "Não dá pra comprar uma calça jeans para minha filha!"

Outra: "Fui depositar dinheiro na poupança do meu esposo, aproveitei e fui sacar o bolsa família. Aí, saíram os dois meses!"

O país está cevando uma verdadeira multidão de dependentes do assistencialismo que, claro, rende votos. 

Uma pobre que alimenta 10 filhos no semiárido nordestino, certamente precisa da assistência. Para comer e dar de comer, não para comprar calça jeans, não para possibilitar sobras para guardar na poupança!

Por onde anda o discurso da "porta de saída"? Onde estão as reduções paulatinas da necessidade assistencial? Por onde anda o tal caniço, sobretudo que fim levou a promessa de que ensinariam o povo a "pescar"?

Ao contrário, cada vez mais e mais brasileiros tornam-se dependentes do Estado. Até para comprar calça jeans. Enquanto isso, fecham-se hospitais.

Péssimo negócio! 

Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Bom Jesus do Itabapoana/RJ: afastamento da prefeita pode ser o prólogo de outra novela eleitoral dramática para o município!

A juíza eleitoral Fabíola Costalonga, de Bom Jesus do Itabapoana/RJ, cassou os mandatos da prefeita Branca Motta e de seu vice Jarbas Teixeira Borges Junger, no último dia 7/5.

Em seu lugar deve assumir o 2º colocado no pleito, Roberto Elias Figueiredo Salim - Roberto Tatu.

Mas como tudo pode acontecer, como aliás aconteceu no período 2005/2008, fiquemos no momento com a incógnita!

A juíza julgou procedente a denúncia feita pela Coligação do próprio Roberto Elias, segundo a qual a então prefeita, em campanha pela reeleição, teria realizado o asfaltamento da cidade durante o período eleitoral, conduta vedada pelo TSE.

A agora ex-prefeita tem o direito de recorrer da decisão, mas como se trata da nulidade dos diplomas expedidos, terá de fazê-lo fora do poder, a menos que consiga liminar.

Incógnita, incógnita nossa de cada dia dai-nos hoje! Mais uma vez o município vê-se envolvido em polêmica dessa natureza!

Na gestão 2005/2008, apagado da História no aspecto realizações/crescimento/desenvolvimento, nada menos que cinco (5) prefeitos se revezaram no cargo, uma média de menos de um em cada ano!

Naquela oportunidade, o prefeito eleito Carlos Garcia governou cerca de um ano, em meio a tormentas de cunho legal porque teria se valido de recursos ilegais de campanha.

Antes que fosse apeado do poder pela Justiça, o prefeito licenciou-se por questões de saúde.

Assume então o vice, Paulo Sérgio Cyrillo; cerca de um ano depois, e antes que Garcia voltasse, ambos foram afastados.

Toma as rédeas da prefeitura o então presidente da Câmara, vereador João Batista Magalhães, ficando 14 dias.



Depois, José Ary Loureiro Borges, vice do segundo colocado Miguel Motta (que não quis assumir, vejam só!). 


Quarenta e cinco dias depois, José Ary renuncia, quando o Poder Legislativo, em escrutínio indireto, elege o 5º e último prefeito: Paulo Portugal, que "tenteou" o município nos últimos seis meses daquela gestão fatídica!

Claro que pouco ou nada funcionou, aquele tempo foi inexoravelmente perdido!

E como a vida é curta, a perda de tanta oportunidade escoada no ralo da tormenta de um povo foi incalculável!

Lamentavelmente parece que não cessou tudo o que a antiga musa canta.

Ainda no decorrer da última campanha, recursos mútuos de impugnação por vários motivos, entre os dois candidatos favoritos (a prefeita agora cassada, e o segundo colocado agora ansioso para assumir) foram encaminhados à Justiça.

Isto é: prenuncia-se novamente uma queda de braços no âmbito de uma Justiça lenta, sensível aos variados e mirabolantes recursos, em meio a absolutamente nada de reforma política, atuando num cenário hostil à visão primordial do interesse coletivo que é, acima de tudo, a estabilidade das instituições.

Resta ao bom-jesuense apenas a tênue esperança de que o bom-senso prevaleça entre os atores políticos de mais uma comédia pastelão que se anuncia.

A estes, quem sabe o milagre de colocarem seus interesses pessoais em posição inferior aos da coletividade; estabelecerem o conformismo com as regras do jogo; entenderem que tudo passa e a cidade permanece, mas que permaneça mencionada na História sem mais hiatos de vergonha e humilhação!

Autor: José Henrique Vaillant

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Duelos em Itabapoana Valley, 2012, octobre - won two men, two women


Apiacá City
O velho pistoleiro Keres Joseph amanheceu com a expectative da desforra. 

Ele, que ganhou o duelo em 2008 de Betin the Kid, mas não pôde desfrutar por ter sido afastado pelo Xerife Superior Eleitoral, desta vez não podia confrontar-se com o rival diretamente, já que foi suspenso por eight years seu direito de duelar. 

Então Keres Joseph cerrou fileiras ao lado de Carl Magnum Oliver, mais conhecido como KK (Killer Killer), oferecendo a este sua experience para ajudar a liquidar Betin. 

Mas Betin também havia reforçado suas hostes com o temível pistoleiro Allan Dirck, que havia dominado Apiacá City em outras ocasiões, e como Keres Josef, acumulou large experience em combates. 

Ao fim do bang-bang, Betin the Kid e Allan Dirck festejaram uma vitória que, embora difícil, não foi tão sangrenta como a de 2008, quando Keres Joseph o venceu mas tombou frente à Electoral Justice, que alegou suposta adulteração nos canos de suas pistolas naquele renhido combate. 

No condado de Good the North Jesus eu previ que o clã Umbert Mess não iria desunir-se e guerrear entre si. E acertei. 

Por outro lado, imagino o grau de tensão interna que levou Ubald Sea Tins, brother de Umbert, a liderar a tropa onde o seu sobrinho, Mark Mess, desempenhou o papel secundário, já que não era segredo que Umbert queria porque queria o filho Mark como protagonista principal. 

But the union of family, como eu havia antevisto, prevaleceu, com Ubald Sea Tins e Mark Mess multiplicando forças para encararem o valentão Pedro Keys. 

Keys era um adversário mais temido do que o grisalho Doctor Ad Masterson (El Gringo), já que este, que havia derrotado o próprio Mark Mess em 2008, não estava agradando na gestão de Good the North Jesus.


Enfraquecido perante os electores, Ad Masterson exigiria menos munição e escaramuças de Ubald e Mark, que o aniquilariam mais facilmente.


A ilusão da fácil batalha desvaneceu-se quando Ad Masterson foi afastado das functions cerca de six months before de completar o mandate, quando Keys, que era o vice, assumiu. 

Este, que já era bom de briga, fortaleceu-se com a oportunidade, não a desperdiçando; em pouquísimo time, o condado desenvolveu-se com forte intensidade. 

Além disso, Keys havia se aliado ao experiente pistoleiro e médico Ted Elbah Tist, fatos que pareciam indicar que mais four years como xerife pareciam favas contadas em favor de Pedro Keys.

Só que Ted Elbah Tist não pôde ele próprio ficar na linha de frente juntamente com Pedro Keys, o que conferiria precisão cirúrgica nos disparos contra os adversários. 

Ted foi obrigado a enviar em seu lugar o jovem filho Djangorson, que evidentemente não possui a mesma experience, embora tenha demonstrado coragem e good potential. 

Mas foi um duelo interessante, que exigiu de Ubald, Umbert e Mark amplo encadeamento de forças, as mais díspares, para vencerem.

Em Good the Itabapoana Jesus, five contenders prepararam-se para a guerra, mas apenas four tinham chances. 

Marcel Linn, que além de não levar o menor jeito para cowboy, entrou na disputa com uma garrucha enferrujada, o que o alijou da disputa figurativamente antes mesmo de iniciada.

O old man Paul Port, bem como o young, Sam Júnior, tiveram bom desempenho mas também falharam. 

Não reuniram condições de duelar de igual para igual com as duas forças amparadas pelo atual governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy. 

Falo respectivamente da vencedora White Mott e do segundo colocado, que foi o representante de Paul Cyrill.

Interessante é que pouco antes da disputa, the Justice havia impedido o próprio Cyrill de duelar. 

Mas ele cedeu seu Colt para Robert Tatoo numa última e desesperada tentativa de se fazer representar na contenda. 

E quase deu certo. White Mott disparou meros 108 tiros a mais que Tatoo.

Já em San José del Calçado, o pistoleiro barbudo Joseph Carl provou do próprio veneno. 

Em 2008 Carl ganhou a disputa quase que por milagre do lendário Blue Eyes All Mars. 

A vitória de All Mars naquela oportunidade parecia tão certa, que ao tombar por escassos tirinhos que Carl deu a mais, All Mars perguntou, agonizante: - who are you?

E agora, a vingança de All Mars foi executada por uma woman, igualmente com parcas balas de diferença. 

Lili Ann, esposa do ex-xerife Jeff Spad Bulls lançou-se na disputa, onde concorria ainda o ex-amigo de Carl, Tin Ben. 

Mas Tin Ben não reunia grandes chances, ficando o duelo restrito mesmo a Lili Ann e Joseph Carl. 

No final, ao receber exíguos 119 tiros a mais, Joseph Carl, desta feita como vítima, já nos estertores, disse a Lili Ann: 

- You are pretty. Needed to be so cruel? (Você é bonita. Precisava ser tão cruel?).

Good luck to all.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em dezembro/2012

Indolência administrativa com crise política: pior dos mundos

Adaptado de www.expresso.pt
O problema maior gerado por toda instabilidade política é tornar o ente público refém da insegurança institucional e pessimista quanto ao futuro. 

Bom Jesus do Itabapoana, que teve na gestão 2005/2008 nada menos que cinco prefeitos ­- um deles eleito indiretamente pela Câmara -, até hoje sofre os efeitos danosos da intempérie política com chicanas jurídicas, muito embora a gestão que assumiu em 2009 venha realizando um trabalho aparentemente eficaz de redução dos danos.
Mas aquele tempo foi perdido, inexoravelmente! 


E como a vida é curta, a perda de tanta oportunidade escoada no ralo da tormenta de um povo é profundamente lamentável! 

E mais lamentável ainda a insensibilidade de alguns atores que contracenam em palco assim calamitoso, levando ao distinto público discursos chinfrins e aguda percepção de comprometimento maior com a causa personalística do que com a coletiva. 

Na fogueira das vaidades e na persecução às vezes insana de poder, vão-se despontando projetos de maior ou menor ambição egocêntrica . 

Bom Jesus do Norte também flertou recentemente com a crise política que, ao fim e ao cabo, sempre apresenta a fatura à população, que a quita sob a forma da privação de serviços públicos eficientes, falta de planificação e planejamento, solução de continuidade da máquina, redução da autoestima, por aí afora.
Felizmente percebe-se que por lá o bom-senso teve prevalência: o antídoto foi utilizado com mais agilidade e tudo indica que conterá a crise antes dela piscar para a desordem.
Uma analogia: o pior dos mundos para a Economia é inflação com recessão. E o pior dos mundos numa gestão pública é a crônica e histórica tibieza administrativa coroada com crises nos organismos de poder. 
Aguarda-se ansiosamente que, doravante, nem uma e, muito menos, outra.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em maio/2012

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Posse de perdedores, uma esculhambação à democracia

www.revistaopiniao.com 
Em Bom Jesus do Itabapoana/RJ, todos sabem, a segunda colocada nas Eleições 2008 (Branca Motta) assumiu a prefeitura, referendada pelo Supremo Tribunal Federal. 

Assim como em Bom Jesus, basta pesquisar na Internet que encontrar-se-ão vários outros municípios brasileiros em situação semelhante. 

E não só nos municípios, como também em alguns estados, como na Paraíba e no Maranhão, por exemplo, os segundos viraram os primeiros governadores. 

Entendendo que isso é uma anomalia contrária à Constituição, e mais que isso, um desrespeito ao eleitor, o Senado Federal pretende rever este conceito e proibir doravante que tais excrescências se repitam. 

Tomara que suas excelências, perdidas num labirinto de desgraças éticas encontrem um meio de desvencilhar-se da lama em que patinam para poderem defender, como seria a premissa básica de suas funções, a cidadania do povo brasileiro.

A prefeita Branca Motta talvez seja a que tem mais legitimidade em relação a tantos outros segundos colocados que se veem por aí, porque sua derrota se deu pela pequena margem de 51 votos. 

É bem provável que haja cidades que tenham prefeitos governando respaldados em meros 20% de votos obtidos. 

Mas seja a diferença de 1 voto ou de 1 milhão, a vontade do eleitor é (ou era) soberana, e a Letra da Lei também devia ser. 


Ocorre que numa Justiça que assemelha-se a uma tartaruga míope, decidir com rapidez e promover outra eleição, como reza o bom senso instituído na Carta Magna, é algo praticamente impossível. 


Daí aparecer o famoso jeitinho brasileiro, que se transfere das camadas populares para os mais altos escalões jurídicos, em simbiose danosa à Democracia.

É óbvio que se o ganhador desrespeitou as regras, que seja impedido. 

Mas novas eleições têm de ser realizadas para que o povo defina quem fica em seu lugar. 

Ademais, seguindo a lógica de Reinaldo Azevedo, jamais o vencedor irá questionar o segundo colocado na Justiça, mas o segundo, eventualmente, sim (talvez tenhamos de mudar no futuro a palavra eventualmente para sistematicamente). 

E se este também tiver cometido alguma irregularidade, talvez até mais grave? A Justiça pune um criminoso eleitoral entronizando outro ainda pior!

As posses ilegítimas, embora legais, podem firmar jurisprudência. 

Não a jurisprudência no sentido lato da palavra nos meios jurídicos, mas jurisprudência figurativa nas cabeças dos políticos perdedores. 

Não seria exagero intuir que nas próximas eleições haverá ainda mais recursos de teor restritivo aos primeiros colocados se essa estupidez persistir. 

Pior: a criatividade dos perdedores pode chegar a tal nível de excelência que seria capaz até de produzir documentos falsos, denúncias mentirosas, engodos e escaramuças jurídicos idealizados por bons advogados. 

Neste caso as eleições se tornariam inúteis, e o eleitor incapacitado de impor sua vontade.

Em analogia ao que se dizia na época do poderoso Santos de Pelé & cia, de que aquele time imbatível nem precisaria entrar em campo (a vitória era certa), pode chegar o momento em que o eleitor nem precise ir às urnas. 

Os 11 membros togados decidirão, numa canetada só, quem administrará o futuro de sua cidade e, por extensão, o bem-estar e o destino de seu povo.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em setembro/2009

Não aos chupa-cabras. Ou, as sanguessugas verdadeiras não merecem ser associadas a gente tão podre!

marlivieira.blogspot.com
Muitos deputados mensaleiros, sanguessugas, "cuequeiros", maleiros e dançarinos, sem o menor constrangimento, com a cara mais cínica e lavada dizem que vão tentar se reeleger em outubro. 

Eles não admitem abertamente, mas é claro que contam com a impunidade total, inclusive por parte de quem é o único que pode encerrar suas carreiras de crimes ultrajantes: o eleitor brasileiro. 

Este ente meio que drogado, anestesiado e conformado - o eleitor -, rapidamente passou do assombro e da estupefação para uma espécie de letargia, de torpor, onde nada mais o estarrece nem lhe desperta o senso de indignação.

Um pouco de didatismo: as populações das duas Bom Jesus totalizam cerca de 50 mil pessoas (o senso 2000 do IBGE dá 32 mil para o lado fluminense e 9 mil para o capixaba, mas arredondemos generosamente estes números). 

Os R$ 1 bi que os sanguessugas roubaram dariam para distribuir cerca de R$ 2 mil a cada cidadão bonjesuense, repita-se, TODOS, sem nenhuma exceção, tanto os do ES como os do RJ, inclusive os bebês. 

Uma família de cinco pessoas teria em sua conta bancária R$ 10 mil, suficientes para comprar uma modesta quitinete ou quase um carro popular. 


E vejam só: apenas com o que roubaram os sanguessugas! 

Já pensaram se a conta englobasse os mensaleiros e os demais infernizantes "deste país"?

Mais didatismo: o distinto trabalhador que se angustia todo fim de mês com os impostos e encargos diretos descontados no seu contra-cheque, paga ainda 82% de imposto indireto para o cigarrinho do dia-a-dia; 58% para a gasolina; 53% para o xampu; 56% para a cerveja; 53% para o DVD; 83% se gostar de uma cachacinha; 36% para os remédios; cerca de 40% para os alimentos; 50% em média para o material escolar; 47% para o vaso sanitário de sua casa e por aí afora.

Para onde está indo essa dinheirama, nem é preciso dizer. 

Não é à-toa que a deputada rechonchuda exorbitou na sua dança de conga acintosa ao povo brasileiro, comemorando a absolvição de um colega pela mais ultrajante e perversa impunidade que assola o brasileiro, prometendo "voltar nos braços do povo". 

Vejam a que ponto chegamos!

Quando se fala do bandido Marcola ou do Fernandinho Beira Mar, párias da humanidade, deveríamos no entanto fazer-lhes justiça pelo menos no ponto em que, ao contrário do que se diz, não são eles os mais sanguinários, porquanto eles matam e barbarizam de forma localizada, enquanto os nossos bandidos de terno, travestidos de homens do povo matam o doente nas filas quilométricas dos hospitais sem remédios, sem leitos e sem médicos, de forma generalizada. 

Matam muitas pessoas de fome, de desemprego, de deseducação, de insegurança. 

Não satisfeitos, matam a esperança, a fé, a alegria. 

Desnudam nossa soberania, devassam nossas vidas, sugam nossa dignidade.

As sanguessugas verdadeiras, vermes parasitas que até chegaram a prestar serviços nos primórdios da Medicina não mereciam ter seu nome associado a gente tão podre, indelevelmente nauseabunda, velhaca. 

Nossas sanguessugas de gravata deveriam ir pros quintos, mas ao contrário, estão convencidas de que vão habitar novamente aquela que deveria ser a Casa das casas, mas que se transformou nos últimos anos no valhacouto de patifes, salvo as honrosas exceções que não se sabe como respiram aquela atmosfera pútrida e virulenta.

O eleitor, por mais desmotivado e desesperançado não tem o direito de trair seus descendentes permitindo tamanha ignomínia. 

Numa região da Romênia, no século XVIII, reza a lenda que as pessoas andavam munidas de uma cruz e réstias de alho para espantarem o Conde Drácula. 

Nas próximas eleições, o povo brasileiro deveria se munir também da estaca porque o vampiro é mais sedento que o morcegão da literatura. 

Deixar as carótidas de filhos e netos (que serão no futuro quem mais sofrerão as conseqüências do desgoverno de hoje) à mercê desses crápulas de caninos afiados é decretar-lhes anemia perpétua e infelicidade perene. 

Vade retro!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2006

Bonjesino "filmou" a terceira ponte em Bom Jesus. Coisa realmente de cinema!

Cena captada dos olhos de Bonjesino
Bonjesino é uma figuraça, inclusive no sentido real do termo, isto é, grande também no físico. 

A começar pelo nome, pode-se notar seu profundo amor por Bom Jesus, tanto por uma cidade quanto por outra, que seu enorme coração não delimita. 

Ingênuo, otimista extremado, jamais ele duvida das boas intenções dos políticos da terrinha, e até briga quando alguém ousa questionar essa ou aquela atitude, esse ou aquele procedimento, tais e quais disposições de espírito. 

Não posso afirmar categoricamente, mas a Passarela da Amizade, que une as duas Bom Jesus teve o dedo de Bonjesino. 

Antes de inaugurarem a dita-cuja no ano da graça de Nosso Senhor de 2000, virada do milênio, ele vinha enchendo a paciência do então prefeito de Bom Jesus/RJ, Carlos Garcia, e da de Bom Jesus/ES, Daisy Batista, desde que assumiram a chefia executiva de seus respectivos municípios, em 1997. 

Quero dizer, enchendo a paciência no bom sentido. 

Carlos Garcia e Daisy Batista podem ter enjoado daquela conversinha malemolente de Bonjesino, carregada de otimismo e de fé nos seus dirigentes. Entre as muitas encheções de saco, uma vez saiu-se com esta:

- Sabe chefia, já estou todo arrepiado só de pensar na entrada triunfal de nossos dirigentes, cada qual do seu lado, encontrando-se no meio da passarela para aquele abraço fraterno em meio a fanfarra e fogos de artifício no dia da inauguração. 

Sei que isso vai ocorrer muito em breve porque conheço várias cidades, com necessidade semelhante, onde seus prefeitos disponibilizaram numa comovente união as obras que nem são tão caras, já que cimento e ferragem são materiais muito em conta - (fev/1999).

Olhem que Bonjesino me disse isso quando sequer a pedra fundamental da Passarela havia sido lançada. 

E não é que ele agora está com novidades mais arrojadas, com expectativas mais ambiciosas? 

Há muito tempo não o via, mas hoje matamos a saudade. 

- E aí, chefia, quanto tempo, né?

- Você sumiu, Bonjesino. Por onde tem andado?

- Fiquei na moita, chefia. Um longo tempo desfrutando tudo de bom que as nossas cidades de Bom Jesus têm proporcionado para nós.

- Tudo de bom?

- Não vejo nada errado. Esse povo é que gosta de reclamar.

- Tem razão, Bonjesino, isto aqui mais parece o Jardim do Éden.

- Não gostei da frase irônica, chefia.

- Desculpe. Jardim do Éden..., exagerei. Nem temos jardins...

- Você não tem mesmo jeito, chefia. Fica aí teclando, teclando, e só sai crítica.

- Fazer o quê, se moro em lugar diferente do seu...

- Você é um caso perdido. Vai dizer até que não sabe que nossos prefeitos estão deveras preocupados com o trânsito  em nossas cidades?

- Não diga, Bonjesino. É mesmo?

- Garanto.

- Mas rapaz, isso é uma ótima notícia. Enfim deram-se conta de que mais um pouco e o trânsito dá um nó completo, principalmente quando fecham ruas para alguma coisa, quando a ponte velha fica parecendo uma sorumbática miniatura da Rio-Niterói em véspera de feriado prolongado?

- Mais, chefia. Vão construir uma terceira ponte.

- Jura?

- Ligando o Bairro São João, no ES, ao Pimentel Marques, no RJ, completou.

- Que notícia auspiciosa, Bonjesino. Já não era sem tempo. Vai ser mel na sopa. Sérios problemas viários solucionados a um só tempo!

- Lembra da Passarela? Eu não disse que nossas autoridades eram competentes, sensíveis e convergentes àquela necessidade recíproca? Batata!


- É... Antes tarde do que nunca...

- Agora é a ponte, chefia. Olhe pros meus braços.

- Arrepiados de novo, Bonjesino?

- Emoção pura. Igualzinho da outra vez. Veja aqui a cena, chefia.

- Aqui, onde?

- Nos meus olhos.

Que cena deslumbrante, deixem-me descrevê-la!

Havia muita gente, de ambos os lados. Fogos pipocavam. 

Com aquele porte solene característico, o prefeito de Bom Jesus/ES Dr. Adson encaminha-se com sua comitiva em direção ao lado fluminense. 

Em sentido oposto vem a prefeita Branca Motta, também acompanhada de sua entourage. 

Fortes abraços e apertos de inúmeras mãos inspiram-se no brilhante resultado do esforço hercúleo das duas prefeituras em resolverem os problemas iguais. 

Depois a câmera volta-se para outras cenas. 

Ruas de ambas as cidades sem buracos, pavimentadas, sinalizadas, ajardinadas. Coisa de primeiro mundo!

- E aí, chefia?, acordou-me o ciclope.

- Gostei, rapaz. Muito legal. Quando será?

- Breve. Muito em breve. Até os vereadores das duas cidades se engajaram nesse projeto. Estão dando a maior força. Pensa que eles ficam lá nas suas câmaras só dando votos de pesar, condecorações e escolhendo nomes de ruas? Na, na, ni, na, não. Trabalham pra valer, chefia!

- Sei... Chegaram ao ponto de se unirem para soluções de problemas comuns?

-Pode crer, chefia. E vai logo preparando um texto para publicar depois da inauguração. Vê se elogia pelo menos uma vezinha...

- No inferno ou no purgatório tem computador, Bonjesino?

- Fez bem em esquecer do céu, chefia. Você não tem mesmo vez na Casa do Senhor. Passar bem.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em junho/2010

Política com competência, honestidade e idealismo é possível; o diabo é encontrar quem tenha estas condições reunidas!

A Vênus de Milo ou Vénus de Milo é uma
estátua da Grécia Antiga pertencente ao
acervo do Museu do Louvre,
situado em Paris, França.
(Wikipédia)
Estamos presenciando o começo das escaramuças eleitorais visando as eleições municipais do ano que vem, onde a cantiga tediosa se repete sem uma nota de criatividade sequer. 

Na composição dos nomes, pelos pontapés iniciais que se assistem, será aquele joguinho manjado, enfadonho: jogadores medíocres que tratam a redondinha nas canelas suarão a camisa num esforço para convencerem a platéia de que batem um bolão, de que possuem algum talento para o  jogo tão importante de quatro anos.

Pessoas que beiravam as raias da inimizade pessoal por desavenças políticas acenam com a possibilidade de reconciliação e composição grupal em nome do “interesse público" (realcem-se as aspas). 

Gente despreparada, desqualificada, incompetente, cujo dicionário ressente-se das palavras trabalho, dedicação e sinceridade pulula feito vagalume num frenesi histérico ante o festim diabólico significado pela aceitação de seu nome para a disputa de cargos majoritários.

Para gerir a coisa pública, boa parte destes têm a mesma capacidade administrativa, o mesmo talento que a Vênus de Milo para jogar basquete.


Numa era de declínio moral, em que a pessoa, o ser, vale o quanto tem no banco, na política vale tanto quanto o total de votos é capaz de acumular, independentemente da forma que o faz.



Mas pessoas sérias, honestas, competentes, que não possuem a chamada "representatividade política" independentemente do porquê não a tem, são ignoradas solenemente nestas composições.


Didatismo mais claro: um candidato preferirá estar acompanhado de alguém que somará a maior quantidade de votos, ainda que este alguém seja absolutamente incapaz

de pensar além do próprio ego, tacanho na forma e no conteúdo, tosco no estilo e nos princípios.

Convocará seus auxiliares de acordo com o resultado das urnas e dos seus compromissos pessoais, quase nunca estimulado pela competência, pelo ideal público.

Os resultados, como não poderiam deixar de ser, serão como sempre serviços públicos ruins, corrupção, inércia administrativa.

O que alenta é que em meio aos maus existem os bons, claro, como em qualquer atividade.

Mas estes bons precisariam ter a capacidade hercúlea, a disposição e a coragem de enfrentarem um sistema político viciado, anacrônico, na tentativa de conferirem à sua trajetória o ideário acima intitulado.

Nas duas Bom Jesus, em Apiacá e em São Jose do Calçado, para nos atermos apenas à esta microrregião, existem nomes nos quadros públicos e nos privados que poderiam ser aproveitados em prol de gestões profissionais, consequentes, qualificadas.

Suas excelências, os respectivos prefeitos e outras lideranças poderiam muito bem tornarem-se vanguardistas da modernidade, artífices do esmagamento impiedoso do velho paradigma que premia o patético, o inerme e o incompetente em detrimento da capacidade intelectual e produtiva.

A quebra deste paradigma deveria ser tão completa a ponto de conferir autoridade e exigência de desempenho à figura hoje decorativa do vice-prefeito ou da vice-prefeita.

Desnecessário o esmero de chegar-se a colocar retratos destes ou destas nas paredes públicas. Todavia, um mínimo de preparo e de idealismo à causa pública deveria ser deles exigido, tornando-os merecedores do bom salário que auferirão.

Uma administração congregada em competência e praticidade, assentada nos alicerces do amor pela por seus municípios é possível, sim.

Mas exige desejo de mudanças por parte dos caudatários da banalidade e da mistificação, que flertam e apostam sempre na ignorância de um povo, fazendo do sonho deste povo um meio de vida.

Vejamos quem se levantará em triunfo destes escombros, sacudindo a fuligem e colocando determinado (a) as luvas da reconstrução do civismo, da moralidade e da ética.


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2007

Assim enfraquece a amizade! Pintura da Passarela de Bom Jesus pela metade revela mentalidade curta, tosca!

Construída e inaugurada em 6/5/2000 num esforço conjunto dos dois municípios de Bom Jesus (do ltabapoana/RJ e do
Norte/ES), a Passarela da Amizade, que une os bairros Silvana, no lado capixaba, e o Lia Márcia, no fluminense, caminha para seu 8° aniversário amargurada pelo descaso que a vitimou.

A estrutura mais parece uma pinguela tamanho família! 


Grades de proteção arrebentadas, gambiarras elétricas sujeitas às intempéries, servindo para ninhos de pássaros, corrosão. 

A insensibilidade das autoridades, que parecem não se preocupar sequer com a segurança dos passantes (que dirá com o visual melancólico, provinciano no pior sentido) intensifica a probabilidade do risco tanto de acidentes quanto de assaltos.

Na única cabine, que fica no R.J., não há mais policiais; e não consta que haja inspeções periódicas para aferir a integridade estrutural.

Há cerca de um ano a prefeitura de Bom Jesus do Norte realizou uma pintura, mas levando ao pé da letra a característica de obra conjunta: só meia passarela recebeu as demãos abençoadas, 0 que, para 0 aspecto geral, foi inútil como um cônego, segundo Almeida Garret. 


Ficou pra lá de esquisita aquela união com tão gritante "diferença de idade"! 


O outro lado não fez a sua parte menos, talvez, para ridicularizar a valorosa passarela, e mais porque a tinta,
presume-se, está com o preço pela hora da morte!

Ou terá sido por outros motivos?

Ninguém ignora que a reação mais negativa quando da construção veio do lado fluminense, especialmente de alguns residentes no bairro Lia Márcia, que torceram os narizes com  o maior fluxo de pessoas transitando em seu território. 

Mas vale acentuar que a ponte beneficia ambos os municípios e seus munícipes: um lado beneficia-se mais em encurtar distâncias; o outro, dos que trafegam.

Perguntem aos comerciantes de Bom Jesus/RJ se gostaram da facilitação do acesso aos seus fregueses; perguntem aos trabalhadores capixabas que ganham a vida no lado fluminense se é bom economizar sola de sapato. 

Só não perguntem como vão os entendimentos entre os dois governos. O silente protesto da passarela é mais eloquente do que as palavras!

Ela diria, se pudesse: fica combinado que de dois em dois anos os municípios se revezam na pintura, mas que sejam práticos. Deem as louváveis pinceladas em toda a minha extensão para não me deixarem com a cara limpa e o traseiro sujo, ou vice-versa;

Da mesma forma, inspecionem de vez em quando o meu reverso para ver se não está travado, pois não quero me espatifar no leito do rio com gente a bordo; 

Que o R.J. mande assentar a "fantástica quantidade" de uns 300 paralelepípedos no meu portal de entrada. Eu e os que me utilizam merecemos;

Que o E.S. instale uma cabine de polícia para revezar com o Estado fronteiriço; 

Que se esmerem na minha limpeza e conservação;

Que coíbam alguns mal-educados que insistem em pilotar suas motos e guiar suas bicicletas em cima de mim, colocando em risco a integridade física dos outros; 

Que atentem, enfim, para a minha aparência e pela dos demais próprios públicos, que muito revelam do sentimento que os povos e respectivos governantes nutrem por seus campos que, diz o Hino, têm mais flores!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em novembro/2007