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Mostrando postagens com marcador Humor. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Duelos em Itabapoana Valley, 2012, octobre - won two men, two women


Apiacá City
O velho pistoleiro Keres Joseph amanheceu com a expectative da desforra. 

Ele, que ganhou o duelo em 2008 de Betin the Kid, mas não pôde desfrutar por ter sido afastado pelo Xerife Superior Eleitoral, desta vez não podia confrontar-se com o rival diretamente, já que foi suspenso por eight years seu direito de duelar. 

Então Keres Joseph cerrou fileiras ao lado de Carl Magnum Oliver, mais conhecido como KK (Killer Killer), oferecendo a este sua experience para ajudar a liquidar Betin. 

Mas Betin também havia reforçado suas hostes com o temível pistoleiro Allan Dirck, que havia dominado Apiacá City em outras ocasiões, e como Keres Josef, acumulou large experience em combates. 

Ao fim do bang-bang, Betin the Kid e Allan Dirck festejaram uma vitória que, embora difícil, não foi tão sangrenta como a de 2008, quando Keres Joseph o venceu mas tombou frente à Electoral Justice, que alegou suposta adulteração nos canos de suas pistolas naquele renhido combate. 

No condado de Good the North Jesus eu previ que o clã Umbert Mess não iria desunir-se e guerrear entre si. E acertei. 

Por outro lado, imagino o grau de tensão interna que levou Ubald Sea Tins, brother de Umbert, a liderar a tropa onde o seu sobrinho, Mark Mess, desempenhou o papel secundário, já que não era segredo que Umbert queria porque queria o filho Mark como protagonista principal. 

But the union of family, como eu havia antevisto, prevaleceu, com Ubald Sea Tins e Mark Mess multiplicando forças para encararem o valentão Pedro Keys. 

Keys era um adversário mais temido do que o grisalho Doctor Ad Masterson (El Gringo), já que este, que havia derrotado o próprio Mark Mess em 2008, não estava agradando na gestão de Good the North Jesus.


Enfraquecido perante os electores, Ad Masterson exigiria menos munição e escaramuças de Ubald e Mark, que o aniquilariam mais facilmente.


A ilusão da fácil batalha desvaneceu-se quando Ad Masterson foi afastado das functions cerca de six months before de completar o mandate, quando Keys, que era o vice, assumiu. 

Este, que já era bom de briga, fortaleceu-se com a oportunidade, não a desperdiçando; em pouquísimo time, o condado desenvolveu-se com forte intensidade. 

Além disso, Keys havia se aliado ao experiente pistoleiro e médico Ted Elbah Tist, fatos que pareciam indicar que mais four years como xerife pareciam favas contadas em favor de Pedro Keys.

Só que Ted Elbah Tist não pôde ele próprio ficar na linha de frente juntamente com Pedro Keys, o que conferiria precisão cirúrgica nos disparos contra os adversários. 

Ted foi obrigado a enviar em seu lugar o jovem filho Djangorson, que evidentemente não possui a mesma experience, embora tenha demonstrado coragem e good potential. 

Mas foi um duelo interessante, que exigiu de Ubald, Umbert e Mark amplo encadeamento de forças, as mais díspares, para vencerem.

Em Good the Itabapoana Jesus, five contenders prepararam-se para a guerra, mas apenas four tinham chances. 

Marcel Linn, que além de não levar o menor jeito para cowboy, entrou na disputa com uma garrucha enferrujada, o que o alijou da disputa figurativamente antes mesmo de iniciada.

O old man Paul Port, bem como o young, Sam Júnior, tiveram bom desempenho mas também falharam. 

Não reuniram condições de duelar de igual para igual com as duas forças amparadas pelo atual governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy. 

Falo respectivamente da vencedora White Mott e do segundo colocado, que foi o representante de Paul Cyrill.

Interessante é que pouco antes da disputa, the Justice havia impedido o próprio Cyrill de duelar. 

Mas ele cedeu seu Colt para Robert Tatoo numa última e desesperada tentativa de se fazer representar na contenda. 

E quase deu certo. White Mott disparou meros 108 tiros a mais que Tatoo.

Já em San José del Calçado, o pistoleiro barbudo Joseph Carl provou do próprio veneno. 

Em 2008 Carl ganhou a disputa quase que por milagre do lendário Blue Eyes All Mars. 

A vitória de All Mars naquela oportunidade parecia tão certa, que ao tombar por escassos tirinhos que Carl deu a mais, All Mars perguntou, agonizante: - who are you?

E agora, a vingança de All Mars foi executada por uma woman, igualmente com parcas balas de diferença. 

Lili Ann, esposa do ex-xerife Jeff Spad Bulls lançou-se na disputa, onde concorria ainda o ex-amigo de Carl, Tin Ben. 

Mas Tin Ben não reunia grandes chances, ficando o duelo restrito mesmo a Lili Ann e Joseph Carl. 

No final, ao receber exíguos 119 tiros a mais, Joseph Carl, desta feita como vítima, já nos estertores, disse a Lili Ann: 

- You are pretty. Needed to be so cruel? (Você é bonita. Precisava ser tão cruel?).

Good luck to all.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em dezembro/2012

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bonjesino "filmou" a terceira ponte em Bom Jesus. Coisa realmente de cinema!

Cena captada dos olhos de Bonjesino
Bonjesino é uma figuraça, inclusive no sentido real do termo, isto é, grande também no físico. 

A começar pelo nome, pode-se notar seu profundo amor por Bom Jesus, tanto por uma cidade quanto por outra, que seu enorme coração não delimita. 

Ingênuo, otimista extremado, jamais ele duvida das boas intenções dos políticos da terrinha, e até briga quando alguém ousa questionar essa ou aquela atitude, esse ou aquele procedimento, tais e quais disposições de espírito. 

Não posso afirmar categoricamente, mas a Passarela da Amizade, que une as duas Bom Jesus teve o dedo de Bonjesino. 

Antes de inaugurarem a dita-cuja no ano da graça de Nosso Senhor de 2000, virada do milênio, ele vinha enchendo a paciência do então prefeito de Bom Jesus/RJ, Carlos Garcia, e da de Bom Jesus/ES, Daisy Batista, desde que assumiram a chefia executiva de seus respectivos municípios, em 1997. 

Quero dizer, enchendo a paciência no bom sentido. 

Carlos Garcia e Daisy Batista podem ter enjoado daquela conversinha malemolente de Bonjesino, carregada de otimismo e de fé nos seus dirigentes. Entre as muitas encheções de saco, uma vez saiu-se com esta:

- Sabe chefia, já estou todo arrepiado só de pensar na entrada triunfal de nossos dirigentes, cada qual do seu lado, encontrando-se no meio da passarela para aquele abraço fraterno em meio a fanfarra e fogos de artifício no dia da inauguração. 

Sei que isso vai ocorrer muito em breve porque conheço várias cidades, com necessidade semelhante, onde seus prefeitos disponibilizaram numa comovente união as obras que nem são tão caras, já que cimento e ferragem são materiais muito em conta - (fev/1999).

Olhem que Bonjesino me disse isso quando sequer a pedra fundamental da Passarela havia sido lançada. 

E não é que ele agora está com novidades mais arrojadas, com expectativas mais ambiciosas? 

Há muito tempo não o via, mas hoje matamos a saudade. 

- E aí, chefia, quanto tempo, né?

- Você sumiu, Bonjesino. Por onde tem andado?

- Fiquei na moita, chefia. Um longo tempo desfrutando tudo de bom que as nossas cidades de Bom Jesus têm proporcionado para nós.

- Tudo de bom?

- Não vejo nada errado. Esse povo é que gosta de reclamar.

- Tem razão, Bonjesino, isto aqui mais parece o Jardim do Éden.

- Não gostei da frase irônica, chefia.

- Desculpe. Jardim do Éden..., exagerei. Nem temos jardins...

- Você não tem mesmo jeito, chefia. Fica aí teclando, teclando, e só sai crítica.

- Fazer o quê, se moro em lugar diferente do seu...

- Você é um caso perdido. Vai dizer até que não sabe que nossos prefeitos estão deveras preocupados com o trânsito  em nossas cidades?

- Não diga, Bonjesino. É mesmo?

- Garanto.

- Mas rapaz, isso é uma ótima notícia. Enfim deram-se conta de que mais um pouco e o trânsito dá um nó completo, principalmente quando fecham ruas para alguma coisa, quando a ponte velha fica parecendo uma sorumbática miniatura da Rio-Niterói em véspera de feriado prolongado?

- Mais, chefia. Vão construir uma terceira ponte.

- Jura?

- Ligando o Bairro São João, no ES, ao Pimentel Marques, no RJ, completou.

- Que notícia auspiciosa, Bonjesino. Já não era sem tempo. Vai ser mel na sopa. Sérios problemas viários solucionados a um só tempo!

- Lembra da Passarela? Eu não disse que nossas autoridades eram competentes, sensíveis e convergentes àquela necessidade recíproca? Batata!


- É... Antes tarde do que nunca...

- Agora é a ponte, chefia. Olhe pros meus braços.

- Arrepiados de novo, Bonjesino?

- Emoção pura. Igualzinho da outra vez. Veja aqui a cena, chefia.

- Aqui, onde?

- Nos meus olhos.

Que cena deslumbrante, deixem-me descrevê-la!

Havia muita gente, de ambos os lados. Fogos pipocavam. 

Com aquele porte solene característico, o prefeito de Bom Jesus/ES Dr. Adson encaminha-se com sua comitiva em direção ao lado fluminense. 

Em sentido oposto vem a prefeita Branca Motta, também acompanhada de sua entourage. 

Fortes abraços e apertos de inúmeras mãos inspiram-se no brilhante resultado do esforço hercúleo das duas prefeituras em resolverem os problemas iguais. 

Depois a câmera volta-se para outras cenas. 

Ruas de ambas as cidades sem buracos, pavimentadas, sinalizadas, ajardinadas. Coisa de primeiro mundo!

- E aí, chefia?, acordou-me o ciclope.

- Gostei, rapaz. Muito legal. Quando será?

- Breve. Muito em breve. Até os vereadores das duas cidades se engajaram nesse projeto. Estão dando a maior força. Pensa que eles ficam lá nas suas câmaras só dando votos de pesar, condecorações e escolhendo nomes de ruas? Na, na, ni, na, não. Trabalham pra valer, chefia!

- Sei... Chegaram ao ponto de se unirem para soluções de problemas comuns?

-Pode crer, chefia. E vai logo preparando um texto para publicar depois da inauguração. Vê se elogia pelo menos uma vezinha...

- No inferno ou no purgatório tem computador, Bonjesino?

- Fez bem em esquecer do céu, chefia. Você não tem mesmo vez na Casa do Senhor. Passar bem.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em junho/2010

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Duelos em Itabapoana Valley - a saga continua

As próximas elections para prefect em Itabapoana Valley prometem. 

Mocinhos e mocinhas azeitam Colts, Smiths & Wessons e Winchesters, lustram botas e esporas, reformatam chapéus de cowboy, cosem espartilhos e vestidões vaporosos.

Preparam-se o melhor que podem para enfrentarem o duelo que se anuncia encarniçado, sanguinolento.

Em Good of the North Jesus dão-se como certos tree contenders. 

Os que desconhecem o modus faciendi (uma pitada de Latim no Portinglês, eh, eh,) do clã Umbert Mess podem prever four contenders, se considerarem um provável racha no seio da traditional family e esta se fizer representar por two candidats: o jovem Mark Mess, filho de Umbert, e Ubald Sea Tins, brother, tio de Mark. 

Mas é tolice dar isso como certo, já que eles podem até guerrearem entre si nos bastidores, fazerem ameaças veladas ou reveladas de rompimento, but no end unem os laços e saem juntos à caça dos electores.
Assim, vislumbro o seguinte cenário nas pradarias de Good of the North Jesus: 

Mark Mess or Ubald Sea Tins, de um lado; de outro, Doctor Ad Masterson, que tentará se reeleger; e um terceiro, que assim de longe não consigo visualizar. 

Será woman? Talvez, quem sabe. Aqui no condado não há quem desconheça o gatilho eficaz de Silvie Regine. Mas também pode ser outro man, probably o atual vice Pedro Keys, também um eficiente pistoleiro.

Em Good the Itabapoana Jesus, White Mott, a xerife atual, é candidatíssima à reelection, objetivo que a levará, probably, a ter de duelar com Paul Ciryll (se este contar com a mira providencial de um judge qualquer para romper a corda que o tornou inelegível.


Terá de enfrentar também Sam Júnior, armado até os dentes, e provavelmente até o velho pistoleiro Paul Port, que alguns apostam tentará um retorno triunfal. 


Ali a escaramuça deverá se revelar de maior ferocidade porque dois dos mais temidos valentões do velho Sudeste travarão uma guerra particular, embora indireta.

Inimigos figadais (amável leitor, graciosa leitora, não errei. O termo não é fidagal, de fidalgo, mas figadal mesmo, de fígado. Aprendi lendo Augusto Nunes, da Veja, que por sua vez aprendeu com aquele que rivalizava com Camões no Português escorreito: o ex-presidente Jânio Quadros). 

Mas ia dizendo: inimigos figadais, é bem provável que o governor Serg Cab All e o ex-governor Anthony Little Boy municiem com enorme generosidade seus pupilos White Mott e Paul Cyrill, respectivamente. 

San José del Calçado deverá ter o atual Joseph Carl duelando com o anterior do anterior, Jeff Spad Bulls. 

Ali a tarefa de ambos pode ser considerada mais tranquila porque provavelmente não haverá o terceiro, que muito provavelmente seria fatal a ambos: o perigoso Warley Lobo Texan, assassinado, diz a Justice, a mando do anterior, Blue Eyes All Mars. 

Digo perigoso porque Warley era uma raposa política, sujeito inteligente, determinado. Não por acaso tinha o sobrenome Lobo, e estava caindo de maduro para exercer o principal cargo executivo da bela San José.

Betin the Kid, o atual de Apiacá City, sempre se revelou um pistoleiro implacável, bom de briga. Seu adversário no duelo anterior, Keres Joseph, que o diga. 

Este não perdeu a contenda no tempo regulamentar daquela guerra feroz por milagre. Porém, não resistiu à terrível investida na prorrogação, quando Betin the Kid desferiu-lhe um tiro mortal ajudado pela mira telescópica da Electoral Justice.

Mas para alguns correligionários, Betin mudou-se para a região mais povoada da alma, que é a ingratidão. 

Inclusive seu vice, Carl Magnum Oliver, vulgo KK (Kid Killer), teria rompido relactions e deverá ser o seu mais ferrenho contendor na disputa. 

Desconheço se haverá um terceiro duelista em condições de sacar com um mínimo de agilidade naquelas paragens.
Summary of the opera:

A briga vai ser boa. Depois, é torcer para que os vencedores aprimorem os espíritos beligerantes para enfrentarem desafios ainda mais ousados, que são os big problems que afligem os moradores de Itabapoana Valley.


The guns is on the table.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em novembro/2011

Duelos em Itabapoana Valley

elisa2010.centerblog.net

Remember das últimas elections por estas bandas? Quanta surprise!

Comecemos por Good of the Itabapoana Jesus: 

Neste lugar o duelo foi de mentirinha. 

Embora três fossem os postulantes ao desafio, two men and one woman, na verdade o confronto estava polarizado entreLady White Mott e Paul Cyril. 

Mas o xerife superior eleitoral não quis 0 duelo entre ambos, alegando pendência administrativa dos dois. Retirou a munição de suas armas e colocou no lugar balas de borracha.

Por isso nenhum deles foi abatido, o que fez Paul Cyril ficar mais inconsolável do que White, pois havia acumulado 51 balas a mais que a adversária. 

Parece que haverá novo combate entre novos contendores.

Apiacá City: 
Quase que Betin the Kid consegue transpor a última fortaleza guardada firmemente por Keres Joseph. 

Em meio a uma saraivada de balas que Betin the Kid disparava implacavelmente, Keres Joseph se defendia à la Gandhi: - nós somos o “team of the good”; perdoai-o, ele não sabe o que faz. 

Mas quase que seu time perde, porque Betin se mostrou sempre bom de mira. 

No duelo final de colts contra lenços brancos, fogo pesado
passou raspando, mas Keres Joseph respirou aliviado, tremendo de susto até a última urna. Saiu bem amarrotado, mas ileso. Ufa!

Em Good of the North Jesus, o jovem Mark Mess comandava o mesmo batalhão que dera incontáveis vitórias ao clã a que pertence. 

E com esta respeitabilíssima força de combate, Mess
saboreava no transcorrer da disputa a delícia das pesquisas, que apontavam como praticamente morto e sepultado o seu adversário Doctor Ad Masterson, também conhecido como “el gringo”.

Com paciência de Jó, uma conversa atraente e distribuição de abraços tão fraternais que comoviam até os paralelepípedos,
Ad Masterson conseguiu reverter as pesquisas nos últimos dias. 

Foi aí que Mess, seriamente preocupado, entendeu que algo de extraordinário tinha de ser feito.

Reuniu, segundo estimativas, cerca de 1.500 pessoas para uma passeata pelas pradarias de Good of the North Jesus a fim de ostentar uma provável incongruência das
pesquisas e arrebanhar os indecisos. 

Mas já era tarde, seu destino estava irremediavelmente selado. 

O magnetismo de Ad Masterson havia sido inoculado em muitos seguidores de Mess. 

Estes seguidores, devidamente enfeitiçados por Doctor Ad Masterson continuaram dissimuladamente nas forças de Mark Mess, dizem as línguas ferinas, como um ardil para iludi-lo até o último minuto da contenda. 

E na hora H concluíram a traição com tiros de calibre 45 pelas costas.

Em San Rose del Calçado, Joseph Carl começou a campanha com traço nas pesquisas, e 0 seu oponente Blue Eyes Al Mars jamais poderia imaginar resultado diferente de um retumbante massacre do adversário, tamanha a disparidade de forças. 

Blue Eyes ganhava notoriedade pelo gatilho nervoso, que atirava sem parar. Seus feitos contra a vilania do bandoleiro Ostracismo foram notáveis!

Tal como ocorreu com Bonnie & Clyde, Ostracismo e sua assecla Estagnação haviam tombado já há algum tempo em meio a uma saraivada de realizações do laborioso Blue Eyes Al Mars.

Mas Joseph Carl se mostrou um bom estrategista no combate, mestre no elemento surpresa. 

Praticamente ignorado pelo adversário, Carl discretamente mobilizava os insatisfeitos, como por exemplo muitos servidores indignados com o pequeno soldo que recebiam da prefeitura, menor do que o mínimo estipulado em Brazil country. 

E Blue Eyes, atingido mortalmente no duelo final, só faltou balbuciar como o personagem de Henry Fonda, nos últimos estertores, frente ao de Charles Bronson, seu algoz, no épico do diretor Sergio Leone “Era uma vez no oeste”: 

- Who are you?

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em outubro/2008

domingo, 28 de abril de 2013

Bonjesino e a terceira ponte

–Chefiaaaaaa........

Oh, não! Bonjesino na área!

–Espera aí, homem de Deus, preciso lhe falar..., – gritou ao longe, esbaforido, o ciclope, velho conhecido do amável leitor e da graciosa leitora, até pelo tamanho físico descomunal, que admiram-no pelo não menos descomunal tamanho da sua ingenuidade e boa-fé.

Adiei o ato de me aboletar na moto, preparando-me fisicamente para o abraço de paquiderme e, psicologicamente, para ouvir a saraivada de enaltecimentos aos políticos de Bom Jesus, seres aos quais Bonjesino, na sua imensa candura, afiança irrestritamente.

–Há quanto tempo, chefia –, foi se aproximando com os braços estendidos para o imperecível abraço (ou melhor, tentativa de assassinato por constrição). 

– Reconheci de longe a pouca bunda, completou.

–Ahnn??

–Estava saindo do mercado pensando justamente em você, chefia, quando... olha a coincidência... vejo a tábua em forma de gente...

–Tábua?

–É com o que você se parece, olhando assim de costas...

–Para de sacanagem, Bonjesino. E já que repara minha carência glútea, fique sabendo que a sua é feia de doer, por motivos opostos. Parece vestir antena parabólica em vez de cuecas. Eu não carrego tanto peso..., provoquei.

–E o nosso Mengão, chefia?

–Nada a declarar.

–Calma, calma, vamos ganhar o Brasileirão...

–Da série B de 2013..., é provável! E parta logo para a política, que é o que o traz até mim, se bem o conheço de velhos carnavais.

–Soube da terceira ponte?

–Ahhh. Ouviu o discurso do governador fluminense Sérgio Cabral, não foi?

–Sério. Vai sair. Viu com que sinceridade o homem falou quando esteve a última vez por aqui?

–Vi. Mas acho que referia-se a alguma ponte sobre o Rio Sena, talvez uma semelhante à Alexandre III, de Paris...


–O que você está falando, homem de pouca fé?

–Acho que ele quer ser prefeito da Cidade-Luz; vê como viaja frequentemente para a França, e sempre muito bem acompanhado com alguns dos maiores PIB´s brasileiros?

–???

–Não dá para entender mesmo, Bonjesino. É surreal.

–Não sei do que você está falando, chefia. Mas o conheço. Lembra que também não acreditava na passarela?

Lembrei. Em várias conversas com Bonjesino, pelos idos de 1996/1999, ele batia sempre na mesma tecla da passarela, necessidade secular há apenas 12 anos materializada. 

Em seus devaneios, o homenzarrão chegou a descrever antecipadamente a entrada triunfal da então prefeita de Bom Jesus do Norte, Daisy Batista, ao encontro do então prefeito de Bom Jesus do Itabapoana, Carlos Garcia, que se confraternizariam (como realmente confraternizaram-se) no meio da passarela, em meio a fogos e fanfarras.

– Passarela é uma coisa; ponte...

– Anote aí, seu escrevedorzinho malévolo, interrompeu-me bruscamente. 

– Nossas autoridades de ambos os lados só pensam nisso, trabalham incessantemente, u-ni-dos (escandiu as sílabas para realçar a forte, fortíssima união e entendimento mútuo. Essa é boa realmente!), para viabilizarem a dita-cuja.

–Não me diga! Quer dizer que até as autoridades não se conformam com o caos em que já está se transformando nossa valente ponte inglesa velha de guerra, feita mais para tráfego de eventuais tílburis e caleças que propriamente para massiva quantidade de bólidos equipados com GPS´s, financiados em trocentos meses, disponíveis a todos que, na pior hipótese, sacrificam o bife de paleta domingueiro para pagar as prestações?

–Claro.

–Realmente, Bonjesino. Depois de um trabalho intenso, quase asfixiante, pelo qual lograram deixar nossa saúde pública tão boa quanto a da Islândia; nossa educação qualitativamente igual à dos finlandeses; nossas ruas e avenidas capazes de fazer corar os príncipes de Mônaco, só falta realmente desafogarem o trânsito...

– Lá vem ironia!

Levantei a mão espalmada, não permitindo que me interrompesse novamente. E continuei, com a mais intensa ironia: 

– Aliás, nossas ruas e avenidas, especialmente as de Bom Jesus do Norte, estão lindíssimas, bem conservadas, isentas de buracos e fissuras, dotadas de estonteantes projetos paisagísticos... Esse delicioso aspecto visual e operacional, inesquecível para os visitantes, bem merece completar-se com uma ponte novinha em folha, com acabamento em mármore de Carrara...

–BASTA!, trovejou o gigante. –Sabe qual será o seu castigo, chefia? Noticiar a inauguração.

–Pra rimar: nesta ou noutra encarnação?, falei e zarpei num átimo, sem esperar a gota d´água transbordar o poço de indignação do gigântico amigo. 

Tenho horror a escândalos!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em maio/2012

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Bonjesino e a faculdade

www.b2agencia.com.br 
Bonjesino acredita que agora vai! 

Repudia a hipótese da implantação de uma faculdade em Bom Jesus continuar a ser falsa promessa de campanha, uma ladainha ridícula que já não desperta credulidade alguma. 

Lastreia sua convicção evocando o princípio de modernidade e ação empreendedora alardeadas por seus políticos, através  das quais desenharam o caminho do poder.

O raciocínio até que é racional e lógico: 

- Vê só, chefia, dá pra continuar suportando a humilhação de ainda enviarmos ônibus e mais ônibus abarrotados com os nossos jovens em direção a outros municípios na busca de um ensino superior? 

- Tem jeito não, Bonjesino. Uma incoerência da gota serena,  nosso lugar tão pródigo em gerar intelectos privilegiados ainda não possuir uma mísera faculdade!

- Não comece a criticar, chefia. Tenho certeza que as autoridades competentes, sensíveis e convergentes a essa necessidade, estão efetuando gestões junto ao Ministério da Educação.

- Ô, se tão. 

- Tão sim. Tomam as devidas providências para formar nossos estudantes aqui mesmo, o que disponibilizará oportunidades para mais pessoas e consequentemente melhorar o padrão cultural, que por sua vez vai balizar demais melhorias.

- Uau, Bonjesino! Onde diabos você está aprendendo a falar bonito assim, homessa?

O colosso esboçou um gestual de alguém emocionado e    disparou:

- Naquele comício, chefia. O candidato a prefeito falou tão bonito que cheguei a chorar...

- De emoção?

- Claro. Nunca vi ninguém tão preocupado com nossos estudantes, com nossas cidades, com nosso futuro. Gravei o discurso e até decorei as palavras...

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em fevereiro/1999

Bonjesino e a passarela

myartspage.blogspot.com
Bonjesino é parente do Eremildo. Só que este é um idiota, Bonjesino, não. 

É apenas crédulo ao extremo, ingênuo, de boa índole, otimista convicto e nutre profundo amor por Bom Jesus. 

Bonjesino é um mulato de quase dois metros de altura, que pesa uns 120 quilos.

Mas esta enciclopédia de músculos só atemoriza quem não conhece a mansidão de sua personalidade, que só altera perigosamente quando alguém ousa criticar os políticos do lugar.


Estes são amados, idolatrados e defendidos com unhas e dentes por Bonjesino. 

O ciclope acredita piamente nas promessas e na retórica lapidada de quatro em quatro anos.


E ai de quem ousa criticar seus políticos. 




Ainda que não careça temer as vias de fato, só o susto da voz tonitruante e do esgar de indignação do brutamontes é capaz de matar alguém de infarto.



Hoje Bonjesino fala da passarela (ligando o Bairro Silvana, em Bom Jesus do Norte, ao Lia Márcia, em Bom Jesus do Itabapoana), obra que o bom-jesuense dos dois lados aguarda desde priscas eras que bem longe vão (e bote priscas nisso).

Desde criança de molhar as calças eu comecei a contar umas 20 pedras fundamentais diferentes, lançadas por 20 políticos diferentes, em 20 eleições diferentes para a construção da passarela.
Mas agora Bonjesino diz que vai. Imagina com riqueza de detalhes a entrada triunfal da prefeita Daisy, de Bom Jesus do Norte, ao encontro do seu colega Carlos Garcia no dia da inauguração da passarela. 

Quase chora de emoção quando, no auge da fantasia, vislumbra os dois se cumprimentando efusivamente no centro dela em meio a fanfarras e fogos de artifícios.


Ele sente que há grande vontade política de ambos os lados, até porque conhece várias cidades com necessidade semelhante, onde os dirigentes disponibilizaram as obras para os seus, talvez até com menor poder econômico. 

Desta vez está certo que o assunto não vai virar letra morta, pois entende que o maior entrave não é tão grande assim, já que cimento e ferragens são materiais muito em conta. 

Além disso, com sua boa índole e arraigado regionalismo, julga que todos são iguais a ele, e entra em devaneios: 

- Sabe, chefia, aposto que os assessores da vereança do lado mais rico contribuirão com uma vaquinha.

- Hein?

- Isso que você ouviu. Sei que eles ganham o salário com muita dedicação, sangue, suor e lágrimas, mas acima de tudo amam o lugar em que vivem, da mesma forma que os vereadores, seus patrões. 

- Nisso você tem razão, Bonjesino. Amam mesmo!

- Sem ironia, chefia. Quer saber? Os vereadores de ambos os lados têm trabalhado tão intensamente em prol da obra...

- Ô, sem têm...

- Nunca pensam apenas em si próprios, por isso vão colaborar!...

- Ô, se vão...

- Nossos prefeitos, então, quase não dormem, tamanha a preocupação em viabilizar a passarela...

- Ô, insônia...

- E tem mais, homem de pouca fé. Esse seu Ô vai virar Ah..., de admiração, principalmente quando construírem a terceira ponte...

- Ô..., digo, Ah..., Bonjesino, vá plantar batatas!, encerrei o colóquio já a uns 100 metros do gigante, preparando-me para engatar a quinta marcha!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em fevereiro/1999

domingo, 14 de abril de 2013

Sou cronista, pedreiro e pintor. Sempre, sempre, amador

-Paulinho, traga a sexta-feira 13. 

-Aqui está.

-Agora pegue a dama e vá dançar um pouco naquele piso.

Achei tão engraçado este diálogo entre um pedreiro e seu ajudante, que comecei a prestar mais atenção no linguajar desses trabalhadores. 


E fui me tornando mais íntimo de sua terminologia e de suas agruras a partir do momento em que passei a pôr literalmente as mãos na massa quando da necessidade de fazer os reparos e as manutenções do meu lar doce lar.

Explico: sendo de boa monta as referidas necessidades, mas inversamente proporcionais ao tamanho das finanças pessoais, resolvi assimilar um pouco a lida com areia e cimento, com argamassa e revestimento, com prumo e enquadramento, para não fugir à rima. 

Minha casa, por meus próprios braços, está se livrando paulatinamente da velha pecha de pobre e relaxada. Diria ela, enfatuada: - pobre sim, mas digna.



Nesta altura o amável leitor e a graciosa leitora devem estar se perguntando: e eu com isso? 


Calma, em troca de sua admiração ao meu talento multifacetado serei um adminículo (que contribui para) à sua cultura. Muita modéstia..., liga não. 

Para começar, você sabe o que é embolsar uma parede? Errou. Introduzir uma parede no bolso só o King Kong talvez conseguisse se usasse roupas. 

Se alguém embolsar a sua, e ainda assim você pagá-lo por isso, problema seu. 

Comigo a pessoa teria de realizar um desembolso se quisesse a minha parede. Se ele fosse emboçá-la, porém, eu quem o embolsaria.Sim. O que fazemos é emboçar, sem o L contido em ´polca´, um tipo de dança, mas que muitos entendem equivocadamente ser a fêmea do parafuso. 

Os que faço são emboços curvilíneos, ondulados, toques originados da inabilidade que pretendo o digníssimo admirador entender como um estilo neo-alguma-coisa, algo entre o barroco e o moderno.
O nome pedreiro é derivado do Latim petrarium, relacionado a pedras, leio na Internet. 

A pessoa que levantava paredes com pedras ou outro material era conhecido também como alvanel, ou alvenel, em algumas culturas da antiguidade. 

Daí a tal alvenaria. E quem estranhar tamanho contraste entre escrever umas mal-traçadas e entijolar, lembro que Agenor de Oliveira foi servente de pedreiro. 

A pequena, ínfima diferença é que ele começou servente e terminou Cartola, o gênio da música que produziu o hino “As rosas não falam”. 

Fichinha, comparado a mim, eh, eh, eh. 

P.S. Sexta-feira 13 é marreta, daquelas de uns 10 kg, que aconselho a você não se interessar por ela. 

E se o distinto leitor gosta de dançar agarradinho, sugiro enfaticamente procurar uma dama de carne e osso. A dos pedreiros costuma ser um pedaço de madeira de generosas proporções, gordo e robusto que, com dois braços, digo, dois cabos pregados, serve para compactar o solo para receber o concreto. 

Dependendo do tempo da dança, os braços humanos, digo, os cabos colados ao corpo costumam terminar pesando mais que a dama.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em janeiro/2011

domingo, 31 de março de 2013

Santa ingenuidade..., a minha!

Gabriel, aos 3
Diz-se que hoje em dia as crianças são tão espertas que já nascem de olhos abertos. Espertas e maliciosas, diria eu. 

Já se foi o tempo em que elas criam em Papai Noel, Saci-Pererê e Boi da Cara Preta. Mesmo que você se julgue um sujeito vivido, experiente e perspicaz, sempre acaba se surpreendendo com os pimpolhos.

O meu filho Gabriel, ora com quatro anos (tinha três quando se saiu com essa), gosta muito de ouvir histórias que eu, com a minha péssima memória, cuido de improvisar relatos novos, adaptar, inventar. 

Ele pede para eu contar a do boi, por exemplo, e eu desperto sua fantasia dizendo que o boi comia capim, depois foi comprar bala, o leão pegou as balas, coisa e tal.

Dia destes ele pediu para eu contar uma da sombra (que lhe causa verdadeiro terror), outra do lobo mau, e outra e outra. 

Como diz um amigo meu, chegou-se a folhas tantas que Gabriel pediu para eu contar uma da perereca. Em minha santa ingenuidade, comecei: 

- Era uma vez (notem como sou criativo nisso) uma perereca que caiu dentro do rio, e blá-blá-blá, ficou no fundo com o pezinho preso no lodo, mas antes que morresse afogada passou um peixe bom e a trouxe até a tona, salvando-a.

Terminada essa linda história da perereca o petiz pensa um pouco, vira-se para mim sério mas com um brilho de ironia no olhar e ordena: 

- Pai, agora conta a do c...

Pano rápido!

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em setembro/2000

Grampo provinciano; ou, condomínio chamado Brasil

novacharges.wordpress.com
Triiimmmm

–Alô?

–É o Vicente? Souza falando...

–E aí, Souza? Tem passado bem?

–Não como você, Vicente. Você que é sortudo..., até já instalaram o seu telefone...

–É... 5 anos de espera..., já era tempo! Mas não sou eu que estou bem nas pesquisas...

–Que nada, Vicente. Ainda preciso de mais 3 condôminos para garantir minha eleição de síndico aí do prédio...

–“Xá” comigo, Souza. Vai ser mole. Só vou precisar de sua colaboração depois..., sabe como é...

–Perfeitamente. Claro. Irrestrita.

–Então escute. O plano é o seguinte: sabe aquela mulher do 501?

–Sei... sei. Aquela que no lugar de palmas sacode as jóias?

–Isso. Vamos dar isenção total do pagamento da taxa mensal de condomínio da sua cobertura durante toda a gestão do governo Souza, compreendeu?

–Claro, nada mais justo, Vicente!

–E tem mais. Conhece o Curriola, amigo do Chico Golpes?



–O dono do banco Sarka Tudo?

–Sim. Ele, o Curriola, juntamente com o dono do Banco Conte Cinfrões, que moram juntos no 171, vão votar em você.

Só que eles precisam de uma forcinha..., tão com o apartamento penhorado..., coitados..., me ligaram hoje das Bahamas..., nem conseguem curtir umas férias direito, tamanha a preocupação.

–Claro, claro. Se depender dos recursos do prédio, os bancos deles não quebram..., ou melhor, se quebrarem pelo menos eles ficarão numa boa. 

Pra que servem os amigos, não Vicente?

–E tem também aquele empreiteiro que mora no 302, o dono da Superfaturadas ilimitada. 

O dele vai ser um contrato de manutenção do prédio com um pequeno ágio de 50%.

–50%? Não é muito?

–Né não, Souza. É valor de mercado. Não vê a  O K Nalha? Já reajustou sua tabela “agial” para 60%! Dizem que a Safardo Corneia já cobra 70!

–Esse pessoal não brinca em serviço! Votinho caro, né Vicente?

–É..., mas compensa. Os condôminos comuns serão beneficiados em “nossa” administração. Vamos manter a estabilidade dos valores condominiais a qualquer custo, né não, Souza?

–Claro, claro..., humpt, humm..., humm...., mas Vicente, de onde vamos tirar para cobrir estes custos..., digamos..., eleitorais?

–Simples, Souza, simples. Não tem aqueles gringos que adoram emprestar dinheiro?

–Os do FOMI?

–Isso. Famosos Opressores Matreiros Internacionais.
–Mas os juros são bem salgados... Para pagar estes caras vamos ter de demitir gente..., acabar com a escolinha e a sala de primeiros socorros..., aqueles dois andares que projetávamos crescer vão para o espaço...

–E daí? Preço de condomínio 4 anos sem aumentar é o que importa, Souza. Vamos nos capitalizando com os gringos nas defasagens, pagando só os juros e empurrando com a barriga...

–Mas vai chegar num ponto, Vicente, que a coisa pode estourar...

–Desde que não estoure em nossas mãos..., o próximo síndico que se vire! 

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em maio/1998

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mulheres fora de controle

jeisiam.blogspot.com
Deu no jornal "O Dia", de 17/3/2000, que esposas insatisfeitas invadiram delegacia no Quênia e exigiram que policiais fizessem sexo com elas.

Foi em Nairóbi, capital daquele país. Elas pediram aos meganhas que fizessem amor com elas ou fechassem os bares ilegais que estariam tornando seus maridos impotentes.

As esposas e namoradas afirmaram que a população do pequeno distrito de Kander (norte de Nairóbi) está diminuindo por causai do pífio desempenho sexual dos homens.

As mulheres pararam a cidade. “Nossos homens se transformaram em vegetais. Saem de casa cedo e voltam embriagados. Não há ninguém para satisfazer os desejos sexuais das mulheres”, disse uma das manifestantes a um jornal local.

Integrantes de 24 grupos católicos, as mulheres exigiram que os policiais em serviço ordenassem aos maridos fazer sexo com elas. Caso contrário, queriam que os agentes encontrassem novos maridos para elas, que se diziam “sexualmente frustradas”. A imprensa local só não informou qual foi o desfecho do inusitado protesto.

Ah, bom. Tá explicado porque o Padilha quis porque quis saber onde fica o Quênia. Quando perguntou a um amigo, este respondeu: - Siga-me. 

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em maio/2003


terça-feira, 26 de março de 2013

Vivi 50 sem saber disso

Algumas  informações  que  andei  garimpando espero ser-lhes de alguma valia.

Os  homens  da  tribo  Waibirir,  da Austrália  Central,  costumam  cumprimentar  os  visitantes  de  um  modo  bem  diferente.  Seguram  o  pênis  do  visitante  como forma  de  cumprimento,  da  mesma maneira que os ocidentais fazem com o aperto  de  mão.


* Taí  uma  notícia  que  certamente  vai  despertar em muita gente a vontade de fazer  uma  visitinha  a  essa  tribo,  não  especificamente  para  "ser  cumprimentada".


O orgasmo feminino  é  um potente  analgésico  para  as  dores  (devido  a  libertação  de endorfinas),  por isso,  as  dores de cabeça  são  uma  má  desculpa  para  não  fazer  amor .


* Imagino  quanta decepção essa  nota vai causar...


Apesar  do  frio  que  faz  no  Polo  Norte,  seria  impossível  alguém  apanhar  uma  constipação  lá.  O  vírus  da  gripe  "gosta"  de ambientes  um  pouco  mais  amenos.


* Como  por  exemplo  o  de  São  José  do Calçado no inverno, de trincar catedrais como dizia Nelson Rodrigues...,  atchim!


Nenhum  pedaço  de  papel  pode ser  dobrado  ao  meio mais do  que sete  vezes. 




* Acabo de arrancar uma folha do  meu bloco...,  deixe  ver...,  É VERDADE!


Neste  exato  momento  há  mais  de 100.000.000 (cem milhões) de micro-organismos alimentando-se,  reproduzindo-se,  nadando  e  depositando  detritos  na área  em  volta  dos  seus  lábios.

* Eca! Que orgia "micróbio-escatológica"! Imaginem em duas bocas que se beijam!


Você pisca aproximadamente 25 mil vezes por dia.  


* Na minha juventude, só ali na Praça Governador Portela, nos fins de semana, à noite, eu dobrava essa marca!

A formiga consegue levantar 50 vezes o seu peso, puxar 30 vezes o seu peso e sempre cai para o lado direito quando intoxicada.


* Seria o caso de eu levantar 4 toneladas, minha nossa! No mundo "insetal" elas devem impor o maior respeito...

A pulga consegue pular a uma distância correspondente a 350 vezes o comprimento do seu corpo. É como se um ser humano pulasse a distância de um campo de futebol.


* Grande coisa. Muitos de nós brasileiros pulamos mais para sobreviver!

A barata consegue sobreviver por nove dias sem a cabeça antes de morrer de fome.


* Também grande coisa! Dependendo dela (a cabeça), e sem ela há muito mais tempo, ainda estou vivo...

O sobrenome mais comum no mundo é Chang.


* Eu tenho o Silva antes do Vaillant. Bom saber que não é assim tão vulgar...

O nome próprio mais comum no mundo é Mohammed.


* Não é José? Hup, hip, hurra!

Os touros correm mais depressa ladeira acima que ladeira abaixo.


* Isso é que é uma informação relevante!


A palavra "xeque-mate",  no Xadrez, vem da frase Persa "Shah Mat", que quer dizer "O Rei está Morto".

* E a palavra "cheque-devolvidus", que meus credores ouvem do banco insensível e impiedoso, vem de onde?

Oficialmente, existem hoje no mundo cerca de 2700 idiomas falados e mais de 7000 dialetos. A língua mais falada é o Mandarim, seguida pelo Hindi.

* Errado! Dialetos são 7001. Esqueceram de computar aquela coisa inerme, inexpressiva, desalentada, com a qual se comunicam pela Internet os brasileiros, notadamente os jovens. Aliás, o troço nem merece tal denominação. Poder-se-ia dar-lhe o neologismo "grunheto", mistura de grunhido com dialeto.

Nariz e orelhas não deixam de crescer nem mesmo quando o indivíduo torna-se adulto. Daí porque os de um idoso são maiores do que quando era jovem. 

* Interessante o contraste. Orelhas aumentam de volume, ouvidos reduzem a audição. 

E para finalizar, uma delícia do mundo animal:

Os coiotes são extremamente leais para com os seus companheiros. Se um deles for apanhado numa armadilha, o outro irá trazer-lhe pequenos animais para o alimentar e irá ensopar o seu pelo no rio para o outro beber água.

Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em julho/2004