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Mostrando postagens com marcador Reinaldo Azevedo. Mostrar todas as postagens
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domingo, 30 de junho de 2013

Precisamos ficar atentos e não entrarmos na pilha de alguns setores dito progressistas da imprensa: nunca houve projeto de "Cura gay"

Deputado Marcos Feliciano
Um artigo do sempre lúcido e esclarecido articulista Reinaldo Azevedo, que detona o que a maioria pensa a respeito do assunto "Cura gay". 

Leiam com atenção, porque quase todos entraram no estouro da boiada (Não existe projeto de “cura gay”. É pilantragem jornalístico-militante).

Ao pastor que pede senhas de cartões bancários aos fieis de sua denominação religiosa, acusado de ser homofóbico, não tenho a menor simpatia; acho até que poderiam aproveitar o embalo do gigante acordado para, comprovadas suas mazelas, levarem-no ao Conselho de Ética e até cassar-lhe o mandato.

Mas a César o que é de César: nada é o que parece ser, nunca houve o intento de, ao menos oficialmente, determinar o homossexualismo como doença, muito menos propor a cura. 

Aliás, a própria OMS - Organização Mundial de Saúde,  corrigiu o erro, eliminando de sua lista de doenças, desde 1990, o homossexualismo.

Reinaldo explicita com raro talento e clareza que, ao fim e ao cabo, o que o decreto do pastor fez foi apenas derrubar um dispositivo (este, sim, autoritário) do Conselho Federal de Psicologia, que veta toda e qualquer ajuda profissional a homossexuais relativamente à sua inclinação sexual.

Aos xiitas, radicais, que concordam que o Conselho devia, sim, caminhar neste paroxismo da insensatez, pergunto: se um homossexual estiver infeliz com sua condição, não tem o direito de procurar ajuda especializada? 

Ou, então: está decretado por ato divino que todos os gays são perfeitamente realizados com sua orientação sexual, pura e simplesmente porque são gays, sendo desnecessárias, por suposto, quaisquer tipos de ajuda?

Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

sábado, 18 de maio de 2013

A coisa está mesmo feia para o Brasil e os brasileiros. Segundo Lula, parece que não há escapatória!


O ex-presidente norte-americano Herbert Hoover (1929 a 1933), que viveu de de 1874 a 1964, dizia:

“Quando adoecemos, queremos um médico extraordinário. 


Se temos uma construção a fazer, queremos um engenheiro fora de série. Somente quando estamos na política é que nos contentamos com homens comuns".

Reduzindo o raciocínio em nível de município, imaginem o amável leitor e a graciosa leitora o seu prefeito ou a sua prefeita, o seu vereador ou a sua vereadora. 


São preparados? Conseguem juntar lé com lé, cré com cré, como diz Reinaldo Azevedo, nas concatenações de raciocínio quanto aos problemas de suas cidades?

Mais ainda: eles planejam as ações resolutivas desses problemas? 

Acercam-se de auxiliares reconhecidamente competentes, qualificados em cada setor específico de modo a propor e desenvolver métodos e fórmulas eficazes de aprimoramento dos padrões de serviços prestados à população?

São pessoas que, como a maioria dos brasileiros, vivem unicamente à custa dos proventos obtidos honestamente?

Levam eles vida regrada, conceitualmente compatível com usos e costumes?




Em sua concepção, eles têm comprometimento de ordem sentimental com suas cidades? Servem-nas, ou servem-se delas? 


Agora, quem me lê, raciocine de outra maneira, de forma literal, tal como Hoover fez no figurado: você está no leito de uma sala cirúrgica e vão abrir sua barriga. 

Há duas pessoas ao seu lado, sendo que uma é formada em Medicina, a outra nunca viu um bisturi. É claro que você vai preferir que a primeira mexa no seu umbigo.

Imagine que o seu bem-estar, o seu futuro e o futuro dos seus dependem da política e dos políticos. Alegoricamente, a sua barriga, a dos seus filhos, estão sendo abertas por quem não é médico!

Vão (vamos) morrer antes do tempo!

A planta do seu prédio está sendo feita por quem não sabe regra de três!

Vai cair!

Fato é que a política encerra em si os mecanismos que movem as demais atividades do homem. 

Saúde? Depende da política; Educação? Depende da política; Segurança? Depende da política. O que mais a gente imaginar, depende da política.

E ainda há lorpas e pascácios, como dizia Nelson Rodrigues, que se jactam de não darem a mínima para a política. 

"Detesto política, não me inteiro do assunto, não voto em ninguém, não preciso, não quero saber", vocês já devem ter ouvido alguém comentar, não é mesmo?

Tal pessoa, quando capotar numa estrada por estar esburacada, vai se machucar, ou morrer, por causa da política que ela nunca fez questão de saber.

Quando ela perder o emprego devido as condições econômicas adversas; quando ocorrer como agora com os venezuelanos, e não puder nem comprar o papel higiênico, vai ter de lavar o fiofó, se tiver água, ou ficar com ele sujo, por causa da política. 

E quando chegamos ao fundo do poço da questão política brasileira, eis que nos deparamos com um novo começo, poço este cujo fim, tal como o universo, é infinito:

 “O político ideal que vocês desejam, aquele cara sabido, aquele cara probo, irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral, aquele político que a imprensa vende que existe, mas que não existe, quem sabe esteja dentro de vocês”.
   
Lula, minha gente, disse isto aí em cima, no convescote de comemoração do 10º aniversário do PT no poder (posso escrever igual pharmácia antigamente? - no phoder). 

E disse com todas as letras!

Agora, um raciocínio lógico: se em toda regra há exceções, por onde andam essas exceções que não deram um tranco no "Nosso Guia", como Elio Gaspari denomina o ex-presidente?

Não ouço um pio...

Será que a política brasileira é tão predatória que engoliu até o adágio? 

Autor: José Henrique Vaillant 
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"A indignação que falta ao brasileiro decorre da falta de escolaridade"; ou, só a escola salva o Brasil!


Costumo dizer que entre as mais valiosas riquezas naturais do Brasil, a mais importante, pela facilidade de ser explorada, é a ignorância do povo. 

Essa riqueza é mais valiosa do que o Pré-Sal para os que dela se beneficiam. 

E não me refiro apenas aos políticos, embora sejam eles os seus maiores beneficiários. 

A ignorância do brasuca o faz ser explorado em todos os papéis em que é chamado a representar. 

É explorado como eleitor e é explorado como consumidor de bens e serviços. 

A classe política, os agentes econômicos em geral, os bancos em particular, a imprensa e até os profissionais liberais se beneficiam dessa “riqueza natural”. 

Só a escola salva o Brasil.
 
Pelo padrão da tributação vigente, a educação pública deveria ser igual ou melhor do que a da melhor escola particular do Brasil. Sem qualquer favor. 

Nos países escandinavos, com tributação semelhante, a Educação é de alto nível. 

Mas, como indignar-se com o desvio de dinheiro público se o brasuca não sabe que aquele dinheiro, que representa metade de tudo o que ele gastou, veio dele e, obrigatoriamente, deveria voltar a ele sob a forma de saúde, escola,segurança e transporte? 

A mudança deveria partir do eleitor mas ele está cego. 

Decididamente, não vejo como esse quadro possa ser mudado, pois o PT e os eleitos graças à ignorância não são loucos a ponto de cometerem suicídio político, fornecendo educação aos seus eleitores. 

A cabeça desses responsáveis pelos rumos do Brasil funciona assim: o eleitor não passa no vestibular? Que se crie um sistema de cotas, que se transforme a nota dois em nota sete mas, em nenhuma hipótese se eleve o nível da Educação pública, sob pena de perdermos nossos eleitores. 

Democracia sem escola é um veneno tão letal quanto a pior ditadura. É o que acontece conosco. 

A democracia faz muito mal ao Brasil. A ditadura da ignorância em que vivemos é caríssima.

Uma ditadura, por pior que fosse o ditador, seria mais barata e mais suscetível de provocar rejeição popular. 

Não tenho nenhuma esperança no Brasil!

Por Jayme Guedes - comentário "Onde estão os indignados do Brasil? Por que os brasileiros não reagem?", post publicado em 12/7/11 no blog do jornalista Reinaldo

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Victor Hugo Deppman, 19 anos, está morto! Um facínora, o ECA, o Código Penal e a Constituição deram um tiro em sua cabeça! Assassino estará livre em 3 anos. Faz sentido? Ou: Cadê a Maria do Rosário?

Por Reinaldo Azevedo http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo

Victor Hugo Deppman tinha 19 anos. Cursava Rádio e TV na Faculdade Cásper Líbero e fazia estágio da Rede TV. 

Na terça-feira à noite, foi assaltado na porta do seu prédio, no bairro de Belém, Zona Leste de São Paulo.

Um dos bandidos lhe tomou o celular. Victor, com as mãos para o alto, não esboçou nenhuma reação.

Mesmo assim, o covarde disparou um tiro contra a sua cabeça. Victor está morto.

Victor tinha apenas 19 anos.


Victor era estudante de Rádio e TV.

Victor trabalhava.

Victor era filho.

Victor era namorado.

Victor agora só vive na memória dos que o amavam.

Victor já foi sepultado.

Victor não terá mais história porque alguém lhe deu um tiro na cabeça.
Tudo foi filmado pela câmera de segurança do prédio. A cena provoca revolta, asco. Às 11h desta quarta, a polícia identificou o assassino e foi à favela Nelson Cruz para prendê-lo. 

Conseguiu escapar, mas depois ligou para a mãe e se entregou. Apresentou-se à unidade da Fundação Casa do Brás. Tem 17 anos. 

Está, portanto, abrigado e protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, o tal ECA, que se transformou num verdadeiro valhacouto de assassinos. 

Mas Maria do Rosário, aquela ministra justa dos Direitos Humanos, não quer nem ouvir falar em mudá-lo. 

Os humanistas dos “assassinistas”, no geral, ficam arrepiados de indignação só em ouvir falar em baixar a maioridade penal para 16 anos.


O rapaz, agora assassino, já havia sido preso por roubo, mas libertado em seguida.


O que vai acontecer, agora, com o homicida de 17 anos? O ECA responde em seu Artigo 121. Leiam (em vermelho):

Art. 121. A internação constitui medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

§ 1º Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da entidade, salvo expressa determinação judicial em contrário.

§ 2º A medida não comporta prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada, mediante decisão fundamentada, no máximo a cada seis meses.

§ 3º Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a três anos.

§ 4º Atingido o limite estabelecido no parágrafo anterior, o adolescente deverá ser liberado, colocado em regime de semiliberdade ou de liberdade assistida.

Voltei
Para quem não entendeu direito: a pena possível para o monstro é de, NO MÁXIMO, três anos, entenderam? Mas não há um mínimo. Isso vai sendo reavaliado. 

Se o anjinho souber se comportar e se passar a ser um rapaz exemplar enquanto estiver internado na “unidade educacional”, pode ser solto antes. 

Se encontrar pela frente aquele padre esquisito, pode até ganhar uma Pajero de presente! A vida de Victor Hugo Deppman vale, NO MÁXIMO, uma reclusão de três anos.

Tem de mudar
É evidente que esse absurdo tem de acabar. O Brasil integra um grupo reduzido de países em que a maioridade penal se dá apenas aos 18 anos. 

O facínora que matou Deppman apontou contra a sua cabeça, conforme observei aqui num post de 14 de junho de 2012, mais do que um revólver. 

Ele estava armado também com o Artigo 121 do ECA e com os artigos 27 do Código Penal e 228 da Constituição, que garantem a inimputabilidade penal aos menores de 18 anos.

HÁ UM VERDADEIRO APARATO LEGAL QUE APONTA, ENTÃO, UMA ARMA CONTRA A NOSSA CABEÇA E GARANTE A IMPUNIDADE AO BANDIDO.

Deppman morreu. Seus amigos estão arrasados. Sua família passa por um sofrimento indizível, e nem mesmo conheceremos o nome do seu assassino. O ECA não deixa. Determina o seu Artigo 247:

Art. 247. Divulgar, total ou parcialmente, sem autorização devida, por qualquer meio de comunicação, nome, ato ou documento de procedimento policial, administrativo ou judicial relativo a criança ou adolescente a que se atribua ato infracional:

Pena – multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência.


O estatuto era tão dedicado à defesa do adolescente ao qual se “atribui um ato infracional” que o parágrafo 2º do Artigo 247 trazia isto:

“Se o fato for praticado por órgão de imprensa ou emissora de rádio ou televisão, além da pena prevista neste artigo, a autoridade judiciária poderá determinar a apreensão da publicação ou a suspensão da programação da emissora até por dois dias, bem como da publicação do periódico até por dois números.”


Uma Ação Direita de Inconstitucionalidade acabou suprimindo essa aberração. Como se nota, até a livre circulação de ideias podia ser suprimida para proteger esta expressão da doçura adolescente que é o rapaz que matou Deppman.

Vigarice intelectual e moral
A vigarice intelectual e moral no Brasil decidiu fazer um pacto com o crime ao estabelecer a inimputabilidade penal aos menores de 18 anos. 

É como declarar um “pratique-se o crime” para os bandidos abaixo dessa idade. 

O canalha que matou Deppman pode votar. Pode eleger presidente da República. E também pode apontar uma arma para a nossa cabeça na certeza de que nada vai lhe acontecer. Caso mate e seja preso, logo estará de volta às ruas.

“Ah, como Reinaldo é reacionário! Só mesmo os reaças defendem essa tese”! Então vamos rever o limite da inimputabilidade em alguns dos países mais “reacionários” do planeta:

Sem idade mínima
— Luxemburgo

7 anos
— Austrália
— Irlanda

10 anos
— Nova Zelândia
— Grã-Bretanha

12 anos
— Canadá
— Espanha
— Israel
— Holanda
14 anos 
—Alemanha
— Japão

15 anos
— Finlândia
— Suécia
— Dinamarca

16 anos
— Bélgica
— Chile
— Portugal

Até na querida (deles!!!) Cuba, a maioridade penal se dá aos 16 anos. Os países civilizados tendem a achar que o que determina a punição é a gravidade do crime e a consciência que o criminoso tem do ato praticado. 

É o que também acho. A Inglaterra julgou e condenou Jon Venables e Robert Thompson, os dois monstros então com 11 anos que, em 1993, sequestraram num shopping o bebê James Bulger, de 2. 

A vítima foi amarrada à linha do trem, depois de espancada e atingida por tijoladas. Os dois confessaram que queriam saber como era ver o corpo explodir quando o trem passasse por cima. Viram.

A Inglaterra pode julgar assassinos a partir dos 10 anos. Se condenados, dada a idade, a pena fica a cargo da Justiça. É um bom modelo. 

A dupla pegou 15 anos. Depois de idas e vindas, acabaram soltos em 2001, após a intervenção da Corte Europeia de Direitos Humanos. 

Por alguma razão, os que acabam se especializando nos tais “direitos humanos” parecem fatalmente atraídos pelos direitos de desumanos ou, sei lá, de inumanos. 

Os dois ganharam nova identidade, mas foram condenados a prestar contas à Justiça sobre os seus passos… pelo resto de suas miseráveis vidas!!! Em 2010, aos 28 anos, Venables voltou a ser preso por ter violado os termos do acordo.

As fotos dos monstrengos e de sua vítima correram o mundo.

No Brasil, bandido é bibelô. No fim das contas, há mais organizações empenhadas em garantir os direitos de quem viola a lei do que daqueles que têm seus direitos violados.

Quantas vezes vocês viram ONGs especializadas em direitos humanos falar em nome das garantias de que dispõem os homens comuns?

Sim, claro, claro! Eu sou um grande reacionário por escrever essas coisas, e reacionário deve ser o sistema penal de países “fascistas” como a Finlândia, a Suécia e a Dinamarca. 

Por lá, a inimputabilidade acaba aos 15 anos. Por lá, o assassino de Deppman ficaria um bom tempo sem ameaçar ou matar homens de bem.

PS — Outro dia, um desses vagabundos da subimprensa que se querem passar por progressistas ironizou o fato de eu empregar a velha expressão “homens de bem”. Emprego, sim, ora essa! E acho que o contrário dos “homens de bem” são os “homens do mal”.

PS2 – Em países em que menores de 18 anos são responsabilizados criminalmente, há instituições especiais que os abrigam; não ficam — nem devem ficar — em prisões para adultos. Uma coisa é certa: eles só não podem ficar nas ruas.