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Mostrando postagens com marcador Sérgio Naya. Mostrar todas as postagens
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domingo, 17 de março de 2013

Criança tem cada uma...


Psicólogo Indiano inova com terapia contra o stress, prescrevendo aos pacientes um procedimento curioso e hilário, que consiste em que estes finjam ser crianças.

Foi muito divertido ter visto empresários, profissionais liberais, executivos e demais pessoas já cinquentonas,  e com as panças bem avantajadas, brincarem de fazer caretas, soprar assobios e línguas de sogra em meio a um cenário típico de crianças de jardim de infância.


Entrementes, na Inglaterra, os psicólogos locais não vêem com bons olhos este tratamento, digamos, bizarro (para não dizer ridículo), não por isso, mas devido ao fato de que os pacientes entregam-se com tal  dedicação a ele, que em alguns casos há uma regressão tão profunda que as pessoas tendem a repetir os gestos e trejeitos infantis, inadvertidamente, em horas e locais impróprios. 


Isso acaba criando situações constrangedoras, e até assustando as crianças de verdade. 

A propósito, fico imaginando qual seria a brincadeira infantil de certos adultos, caso se submetessem a esta terapia. Por exemplo: 




- Luis Inácio Lula da Silva. Seguramente sua brincadeira predileta seria a do “aviãozinho”. 


Muito chegado a viajar, essa teria de ser a brincadeira predileta. 

Esse menino nunca gostou de estudar, mas compensava isso sendo muito esperto, bom na arte da enganação. 

Eu mesmo caí na sua conversa e colaborei juntamente com mais de 50 milhões de pessoas para que ele pudesse ter o seu palaciozinho e seu aviãozinho! 

O ruim da história é que ele não sabe pilotar, sabe-se agora, e o avião desgovernado ameaça cair em nossas cabeças e explodir o Brasil!

Algumas “crianças” têm preferências interessantes quando se tratam de brincadeiras. 

Veja o caso de um certo amigo meu, rapaz muito delicado e que tem como ídolo o Enéias, o cunhado esquisitão do Agamenon: adora brincar de “trenzinho”, e gosta de ser sempre a locomotiva. Piui, piui, lá vão eles ziguezagueando feito cobrinha.
Curiosa também é a preferência infantil de um temível delegado de polícia do sertão pernambucano, homem mau e prepotente, bastante cruel com os infelizes que caem em suas garras: adora brincar de “mocinho e bandido”. Mais curioso ainda é o nome lúdico dessa fera: Gentil dos Anjos Flores da Purificação.

Conheço ainda um sujeito que não é muito chegado a pagar suas contas. O brinquedo favorito do caloteiro? “Pique-esconde”; 


Tem também a minha vizinha um tanto “sambada”, também pudera, já se casou seis vezes. Tenho notícias que se separou novamente e já prepara o 7º casamento. Sua brincadeira preferida é o “passa o anel”.


Conheço muitas pessoas que adoram brincar em suas regressões à infância das coisas mais curiosas possíveis. 


Acho até um pouco estranho determinadas brincadeiras por parte de algumas “crianças”. 

Você já notou, por exemplo, como tem gente que adora brincar de “vereador”? O pior é que proporcionam uma brincadeira tão sem graça... 

Outros preferem brincar de “prefeito”, alguns de “advogado”, outros tantos de “cantor”, “cantora”, “apresentadores de TV”, “locutores”, e por aí vai. 


Mas o pior mesmo são aqueles que se divertem brincando de “polícia”.

Enfim, tem muita gente que gosta de brincar das mais variadas formas, mas não levam jeito pra coisa. 


E tem também aquelas preferências infantis que podemos afirmar que algumas pessoas jamais gostaram de brincar: Exemplos? Os jogadores de futebol de Flamengo e Vasco, por certo, nunca gostaram de brincar de “bola” na infância;

Rubens Barrichello, com certeza, detestava brincar de “carrinho”; A Cássia Eller, parece, não brincava com meninos, assim como o Freddy Mercury não se dava muito bem com as meninas; 


Silvio Santos divertia-se num velho baú da família; Fausto Silva era vidrado em dicionários, garoto estudioso! Aprendeu todos os adjetivos qualitativos que lhes seriam muito úteis na vida adulta; 


Sérgio Naya vivia construindo casinhas de areia e quando crescido resolveu fazer prédios. Maldade querer que ele usasse cimento; 


Infelizmente, para o locutor que vos fala, a experiência da minha regressão à infância não deu muito certo. Sempre tive a predileção de brincar de “médico e paciente” e a patroa vibrou de emoção com a possibilidade de revivermos essa prazerosa brincadeira. 

Só que a regressão era apenas psicológica, e o desfecho da brincadeira não pôde ser completado.


Talvez um dia, quem sabe, se acontecer o milagre de uma regressão física também...


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em novembro/2005

terça-feira, 5 de março de 2013

Sangue a areia. O desabamento do Palace II é mais uma mazela de políticos criminosos

Vidas, projetos e sonhos enterrados nos escombros
Qual a probabilidade de um irmão de presidente da República (Pedro Collor) denunciar publicamente a quadrilha que o assessorava? 

Qual a probabilidade de um graduado funcionário do Congresso (José Carlos Alves) ser preso, acusado de mandante do assassinato da própria mulher, e para livrar-se da responsabilidade, denunciar os anões robustos e corados do Orçamento? 

Qual a probabilidade de se gravar conversas comprometedoras de parlamentares à venda e arrematados em liquidação da hora? 

Qual a probabilidade de um prédio (Edifício Palace II) de 176 apartamentos ruir como um castelo de cartas, sepultando pessoas, objetos, sonhos?


E no entanto acontecem, desvendando de per si os mistérios estarrecedores da parte putrefata do poder, possibilitando uma analise ainda mais cruenta:

Se estes raros acontecimentos trazem à baila tantas maracutaias, tantas falcatruas, tanta ladroagem, o que dizer da face oculta, já que nem todo dia aparecem irmãos com egos feridos, gravadores e grampos eficientes e edifícios se autoimplodindo?

O Sr. Sérgio Naya, exemplo desse naipe, com sua im(p)unidade aviltante segue célere pelos labirintos do poder à margem da lei e da ética, subornando, corrompendo e construindo prédios descartáveis mas omitindo, com perversidade, o seu prazo de validade.

Sérgio Naya
Esse picareta, criminoso que deveria apodrecer na cadeia, conta  com o descaso, a omissão e incompetência igualmente criminosas de órgãos fiscalizadores dos seus empreendimentos de goma arábica com papelão nessa nossa “Suicindia” (Segundo Carlito Maia, mistura de Suíça das contas numeradas com India das turbas esfaimadas).

Não há muito o que dizer do episódio do edifício Palace II. Nosso rico e vasto idioma não oferece adjetivos superlativos para exprimir a real dimensão da nossa revolta e indignação com esse estado de coisas, principalmente quando recordamos que nosso destino é delineado por muitos dessa estirpe, que se dão a onipotência de decidir sobre a vida e a morte, às vezes no sentido literal!


Deste trágico episódio tira-se outra melancólica constatação: sem os manos delatores, gravadores ocultos, mulheres em holocausto ou prédios desabando, ficam indisponíveis outros capítulos da novela subliterata "O jogo do poder", cujo enredo inspira demais literatices macabras - porém reais, como este último episódio de "Sangue e areia".


Autor: José Henrique Vaillant - Publicado em março/1998