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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Você não pode deixar de ver este vídeo, e acima de tudo, refletir profundamente sobre ele




Carla Dauden, esta bela jovem, é uma cineasta brasileira que mora nos EUA. Ela conta o que significa de cruel e trágico para todos os brasileiros a realização da Copa do Mundo no Brasil. O vídeo foi postado ontem e já beira 1 milhão de acessos. É estarrecedor o que ela afirma!

Sou um apaixonado pelo antigamente chamado Esporte Bretão. Quando jovem, contava ansiosamente os meses e os dias que faltavam para as copas. Saía pelas ruas em carreatas, era um "Canarinho" dos mais exaltados.

Há algum tempo já não me empolgo tanto. E os mais jovens, com certa razão, acham que é a idade que vem arrefecendo gradualmente a paixão.

Em parte, em parte. Mas a desilusão é também por conta do rumo que tomou o futebol, seus cartolas irresponsáveis e os delirantes valores pagos a alguns jogadores e técnicos.

O meu Mengão, por exemplo, está há tempos na bancarrota. Mesmo assim, jogadores como Ronaldinho são contratados para ganharem R$ 1 milhão e cacetada em apenas um mês de trabalho. 

Agora é o técnico Mano Menezes, de quem não duvido da competência, mas cá pra nós, de R$ 500 a R$ 700 mil que vai ganhar mensalmente - os dirigentes nem declararam o valor, certamente para evitar manifestações de protesto - é assombroso num país de salário mínimo de R$ 600 e quebrados. 

Isso seria de somenos, houvesse uma nesga de amor às camisas. Mas o amor que prevalece é tão-só o da grana, o da exposição na mídia. 

Enquanto a gente se esgoela por um gol incrivelmente perdido, coração na boca quando nosso time vai cobrar ou tentar defender um pênalti, nervos à flor da pele, coração como um tambor desvairado em nome do amor e da paixão, os jogadores também sentem o mesmo, mas em nome da carreira e da conta bancária. E os dirigentes, idem, pelo poder e pelo business!

Agora esta linda menina me conta essas monstruosidades. Não há amor que resista!

Autor: José Henrique Vaillant
www.recantodasletras.com.br/autores/josevaillant