ao ver dos homens, a Deus, a felonia,
com a centelha da Fé se apagando,
a Suas leis se decompondo na heresia.
Resistir, quem há de, mal fustigando?
No flanco aberto do egoísmo e hipocrisia,
só nos restando, eu mais eu, voltarmos quando
do cataclismo libertário da magia.
Agora sei porque os sentidos dizem: “corra”
do labirinto destes tempos delirantes,
da besta ao trono, que escarnece numa zorra.
Ao dédalo vil eu desabafo, então: “MASMORRA!”
E ele responde, com ecos torturantes,
o seu maior desejo: “MORRA, MORRA, MORRA”.
Autor: José Henrique Vaillant